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Empresa
Casa Arrumada
O Via Shopping, centro de compras localizado no Barreiro, é um bom exemplo de como se preparar em termos de gestão para um recomeço pós-crise
Texto: Alex Capella | Fotos: Pedro Vilela
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Enquanto alguns economistas projetam desaquecimento da economia para o segundo semestre, em função da elevação recente da taxa básica de juros, os gestores do ViaShopping, instalado junto à estação BHBus, no Barreiro, estimam encerrar o ano com crescimento real (descontada a inflação) de 5%. O otimismo se deve ao fato de o centro de compras ter investido, nos últimos 12 meses, 6 milhões de reais em infraestrutura e tecnologia, na atração de novas lojas e, principalmente, numa ferramenta de gestão para colocar a casa em ordem.
Não que ela estivesse desarrumada. Inaugurado em 2003 pelo Grupo VS, a partir de parceria público-privada (PPP) inédita com a prefeitura de Belo Horizonte, o shopping conta hoje com 73 lojas, além de cinco salas de cinema, um hipermercado e variada gama de serviços como salão de beleza, caixas eletrônicos, casa lotérica, revistaria, cursinho pré-vestibular, agência de viagem e até universidade. O problema é que, assim como toda a economia mundial, o centro de compras também sofreu com a crise financeira internacional.
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Via Shopping: 73 lojas, 5 salas de cinema, um hipermercado e serviços |
Ao final de 2009, impactado pela crise que se iniciou em setembro, os esforços do início do ano foram por água abaixo e o faturamento beirou o vermelho. Foi uma ducha gelada em quem apostou na expansão do shopping e a chegada de marcas consagradas como a C&A, o McDonald’s e a Centauro, gigante no ramo de esportes. No meio da crise, os gestores decidiram investir boa 8 parte do programado para todos os setores em gestão. A ideia era preparar a casa para quando a economia voltasse a correr sobre trilhos sólidos. Não dava mais para lamentar. “O negócio era trabalhar”, lembra o diretor administrativo financeiro, Judemar Castro.
O momento era de colocar em prática os conceitos de administração (padronização e disciplina operacional) defendidos pelas empresas de consultoria do ramo. Para isso, o shopping recorreu aos métodos do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). Durante o primeiro semestre, todos os colaboradores do centro de compras tiveram de conviver com as técnicas de liderança gerencial, gerenciamento da rotina, atitude, participação e domínio do método de solução de problemas. Agora, a expectativa é de que tudo isso resulte em índices positivos. “Plantamos a nossa arvore de resultados. Agora, vamos colher os frutos”, espera Castro.
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Judemar Castro: “Fluxo diário de 45 mil pessoas deve crescer com os investimentos” |
Entre os consultores, é consenso de que cada empresa apresenta resultados diferentes para o uso da mesma técnica. Para não queimar a ferramenta de gestão, a consultoria do INDG levou em conta no shopping questões como valorização do metro quadrado para locação, redimensionamento de espaços e percepção dos públicos e dos parceiros. Mesmo com a sinalização de arrefecimento da economia nacional com o encarecimento do crédito para o consumo, em decorrência do aumento dos juros, a aposta é em recuperação total dos sustos causados pela crise.
Tanto que o ViaShopping acaba de abrir as portas de mais uma unidade da rede de restaurantes fast food, a Subway. A franquia da companhia norte-americana dividirá o espaço ampliado da praça de alimentação, localizada em um dos quatro pisos, com o McDonald’s e outras representantes do ramo de alimentação. Tendo como âncoras o Viabrasil, Marisa & Família e Lojas Americanas, além das gigantes do varejo como a Ricardo Eletro, Casas Bahia e Ponto Frio, o shopping espera abocanhar parte significativa das cerca de 800 mil pessoas, distribuídas na região do Barreiro e nos municípios vizinhos como Contagem, Ibirité e Sarzedo. “Hoje, temos fluxo diário de 45 mil pessoas. Esse número também deverá crescer com os investimentos”, acredita o executivo do shopping.
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Modelo de Desenvolvimento de Gestão
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Definição dos indicadores: ferramenta para acompanhamento e avaliação de processos e resultados. Nessa etapa, são definidos os indicadores do colaborador, da função e do setor, que têm relação direta com os resultados pretendidos. Ao final, deve-se ter uma tabela que descreva os indicadores, a forma de calculá-los, as áreas envolvidas, a periodicidade para coleta de dados e a fonte onde buscá-los, bem como o responsável pela coleta. Ainda nessa etapa são avaliados os resultados atuais para os indicadores e definidas as metas a serem atingidas
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Desenvolvimento da matriz de competência: ferramenta que registra os requisitos de conhecimento, habilidades e atitudes necessários para o desempenho efetivo de determinada função. Sua análise permite identificar as lacunas (diferenças entre o necessário e o real) de cada colaborador em relação às metas estabelecidas para cada função. A árvore de resultados é um recurso que permite essa análise. A partir das lacunas identificadas, é possível elaborar um plano de ação para eliminá-las
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Acompanhamento da implementação: esta etapa consiste no acompanhamento periódico, regular e sistemático, tanto das ações planejadas para a eliminação das lacunas quanto dos resultados obtidos, bem como da tomada de ações corretivas em caso de desvio. Este modelo de gestão das competências apresenta como diferencial o fato de conscientizar a função gerencial da necessidade de identificar lacunas de competência da equipe para o alcance de novos resultados e correlacionar diretamente a competência com metas a serem atingidas
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