Quarta, 23 de Maio de 2012
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Especial Férias I

Aula de História

Fazer um tour por alguns dos 190 museus de Berlim, Alemanha, é como mergulhar em uma enciclopédia ao vivo e a cores

Texto: Elisângela Orlando | Fotos: Divulgação


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Ir a Berlim é o mesmo que respirar história. Basta alguns passos na capital alemã para saber que se trata de um lugar fascinante, que exala cultura a cada esquina.  Não é à toa que a cidade é um dos principais pontos turísticos da Europa. Berlim foi capital da Prússia e do Império Alemão, um dos principais palcos da Segunda Guerra Mundial, centro das atenções durante o bloqueio soviético e, em 1989, novamente virou notícia nos quatro cantos do planeta com a queda do muro que dividia a cidade ao meio.

Cenas que permanecem vivas por meio dos inúmeros monumentos da cidade, que possui ainda cerca de 500 igrejas, 135 teatros, três Óperas e mais de cinco mil bares. Uma das principais riquezas de Berlim, porém, são seus inúmeros museus – aproximadamente 190, que abrigam verdadeiros tesouros provenientes de todas as partes do mundo.


Bode-Museum

  • Funcionamento: Segunda, terça, quarta, sexta, sábado e domingo, das 10h às 18h; quinta das 10h às 22h
  • Destaque: Esculturas de arte bizantina e coleção de moedas contemplando toda a história da cunhagem
  • Entrada: 8 euros (inteira) ou 14 o passaporte para o Complexo de Museus

É lá que está, por exemplo, o Alte Nationalgalerie, que reúne uma das maiores coleções alemãs de escultura e pintura do século 19, grande parte em exibição no edifício da Antiga Galeria Nacional. Obras impressionistas de pintores renomados como Manet, Monet, Renoir, Degas e Cézanne, além de esculturas de Rodin, fazem parte do acervo, verdadeiro paraíso para os amantes das artes.

O Alte Nationalgalerie faz parte do Complexo de Museus, o Museumsincel, uma ilha do rio Spree situada no centro da cidade. O local, que congrega uma série de museus de arquitetura inspirada nos templos gregos e de temática semelhante, foi considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Quem visita a ilha não pode deixar de conhecer o Pérgamon Museum, onde é possível contemplar o altar de Pérgamo, obra do período helenístico feita em homenagem aos deuses Zeus e Atena.
 

Alte Nationalgalerie

  • Funcionamento: Terça, quarta, sexta, sábado e domingo, das 10h às 18h; quinta das 10h às 22h
  • Destaque: Obras de Manet, Monet, Renoir, Degas e Cézanne
  • Entrada: 8 euros (inteira) ou 14 o passaporte para o Complexo de Museus

O principal destaque do Pérgamon são os achados arqueológicos mundialmente famosos da Babilônia, Assur, Uruk e Síria. Juntos, o Portal de Ishtar, a Trilha Prossicional e a fachada da Sala do Trono, construídos na primeira metade do século 6, durante o Império Babilônico, foram considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Em razão disso, o museu conquistou reputação internacional.

Museu Berggruen

  • Funcionamento: De terça a domingo, das 10 h às 18 h
  • Destaque: Obras de Picasso, Braque, Klee, Laurens, Giacometti e Matisse
  • Entrada: 12 euros (inteira)

No Complexo de Museus também está uma das maiores coleções de esculturas de arte bizantina da Alemanha, que inclui obras produzidas desde a Idade Média até o final do século 18. Chamam a atenção esculturas arquitetônicas do final do período Gótico. O acervo integra o Bode-Museum, reaberto em 2006, que abriga também o Gabinete Numismático. São cerca de meio milhão de peças, contemplando praticamente toda a história da cunhagem, desde a primeira moeda feita na Ásia Menor por volta do século 7 a.C.. Notas de dinheiro e selos históricos completam a exposição.

Museu Pérgamon

  • Funcionamento: Segunda, terça, quarta, sexta, sábado e domingo, das 10h às 18h; quinta, das 10h às 22h
  • Destaque: Achados arqueológicos da Babilônia, Assur, Uruk e Síria
  • Entrada: 10 euros (inteira) ou 14 o passaporte para o Complexo de Museus

Fora do Museumsincel, uma dica para os admiradores do modernismo clássico é visitar o Museu Berggruen, que congrega a coleção particular de um dos mais influentes negociadores de arte na Europa, Heinz Berggruen. No local, estão expostas obras de Picasso, Braque, Klee, Laurens,  Giacometti e Matisse. A maior atração é, certamente, o Nu Reclinado, de Picasso, pintado em 1942.

Já os apreciadores da arte contemporânea têm visita obrigatória: o Hamburger Bahnhof – Museum of Contemporary Art. As exposições variam conforme o tema proposto pelo museu e incluem desde arte experimental a instalações com vídeo, foto, luz e outros exercícios de criatividade. De tempos em tempos, obras de Andy Warhol e Roy Lichtenstein, entre outros artistas da segunda metade do século 20, podem ser vistas no local. E para quem tem tempo disponível, Berlim reserva ainda outros 185 museus para visitar. Haja fôlego!

Hamburger Bahnhof

Museum of Contemporary Art (Museu de Arte Contemporânea)

  • Funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 18h
  • Destaque: Obras temporárias de artistas da segunda metade do século 20
  • Entrada: €8 euros (inteira)

 
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