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Esp. Conexão Empresarial II
Debate de Peso
Ciclo de palestras durante o Conexão Empresarial em Tiradentes
contou com convidados de expressão e uma rica e produtiva
troca de ideias em torno de temas políticos, econômicos e sociais
Texto: Silvânia Arriel e Luciana Avelino | Fotos: Daniel de Cerqueira, Pedro Vilela
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Antonio Anastasia |
As classes C e D melhoram o retrato do Brasil. Aceleram o aumento do PIB, atraem a atenção de empresários, impulsionam o desenvolvimento. Foram elas o ponto em comum, a unicidade, nos debates do Conexão Empresarial, promovido pelo grupo VB Comunicação, em Tiradentes, que reuniu cerca de 350 pessoas, lideranças políticas de Minas e de outros estados entre os dias 10 e 13 de junho. “País nenhum cresce sem mercado de massa”, disse a ex-ministra e candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, durante sua fala. São essas classes que elevaram 31 milhões de pessoas ao poder de consumo. “Ao construir mercado com estas proporções, construímos a base para o desenvolvimento sustentável.” O que ajudou a elevar o PIB a 9% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, que impulsiona a economia, mas cobra investimento em infraestrutura e qualificação profissional. O país não está preparado em rodovias, portos e mão de obra. “Aí entra na educação de qualidade, que implica valorização do professor de forma a atrair profissionais.” Esbarra na reforma tributária, na simplificação de tributos. “O Brasil conseguiu avançar sem reformas, mas agora não dá mais. Do ponto de vista econômico, a tributária é a mais importante”, afirmou a candidata.
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Paulo Paiva |
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Helton Freitas |
Antes de Dilma, o governador Antonio Anastasia abriu o ciclo de palestras na manhã de sexta-feira a apontar as potencialidades e incitar os empresários a ousar em investimentos e parcerias com o governo. “Temos de nos desafiar para criar novos programas porque a casa está arrumada, vitaminada”, disse. A casa ajeitada aí é gestão pública estadual, que, segundo ele, chegou a isto pela profissionalização. “É importante a economia ao lado de administração boa.” Vê o desenvolvimento regional para diminuir as desigualdades sociais no estado e diversificação da cadeia produtiva, como agregar valor ao minério. A ir mais à frente neste estado, onde é candidato ao governo pelo PSDB em disputa com o senador Hélio Costa, do PMDB, que também esteve no Conexão.
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Roberto Chada |
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Dilma Rousseff |
Puseram os pés no mesmo palanque dos debates: Anastasia de manhã, Hélio Costa à tarde, que retrocedeu há mais de 200 anos, na época de Tiradentes, para reclamar dos impostos. “Nosso herói morreu porque protestava contra a cobrança de 20% sobre o ouro. Hoje pagamos 35%. Os empresários sabem o peso que isto significa”, afirmou o senador. Assumiu o compromisso de não aumentar tributos em circunstância nenhuma, apontou que o desenvolvimento tem que ser pensado sob o alto dos cinco pilares da economia mineira (energia, combustíveis, autopeças, telecomunicações e agronegócios). Transcorria a fala, quando disse que em Minas há 12 mil empresas, sendo que somente 3,8 mil pagam impostos. O restante é irregular.
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Wilson Brumer |
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Hélio Costa |
Terminou a palestra, deixou o auditório e aí o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas, o próximo a liderar a discussão, questionou os números apresentados por Costa. Convocou Olavo Machado, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas (Fiemg), mexeu com a plateia, aqueceu o debate. Seriam somente 3,8 mil empresas regulares? Machado informou que este número se referia às indústrias, e que respondiam por 95% da arrecadação. Não só elas regulares, há outras também no estado, que Brumer garantiu estar preparado, planejado para o desenvolvimento. Sujeito, em todo o Brasil, às ameaças externas: ajuste fiscal de outros países, crescimento lento da economia mundial. Às internas, como inflação, aumento dos gastos da máquina pública. “Não há vacina para crescer indefinidamente”, afirmou Paulo Paiva, presidente do BDMG. Mas vê o acesso das classes C e D ao mercado consumidor como oportunidade, componente vital nesta vacina, para o desenvolvimento. “O novo poder de consumo dessas classes atraiu empresas de vários setores, incluindo as de planos de sáude”, avaliou Helton Freitas, presidente da Unimed-BH, durante sua palestra.“São 90 milhões de pessoas querendo gastar. Elas são sensíveis a preços, mas querem ˆ qualidade”, lembrou Roberto Chade, presidente da Dotz do Brasil, empresa de fidelização. Acredita que, para tornar fiéis esses consumidores, tem de ser simples, mostrar o que vão ganhar. O Conexão mostrou, discutiu. “O projeto nasceu nos almoços, em pouco tempo tornou-se referência e agora será anual”, afirmou Paulo Cesar de Oliveira, diretor geral da VB Comunicação. Novas discussões virão.
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Quem Estava na Mesa
De manhã
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Antonio Augusto Anastasia, governador de Minas
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Paulo Cesar de Oliveira, diretor geral da VB Comunicação
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Danilo de Castro, secretário de Estado da Casa Civil
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Olavo Machado, presidente da Fiemg
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Paulo Paiva, presidente do BDMG
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Helton Freitas, presidente da Unimed-BH
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Fernando Frauches, presidente da Fidens
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Roberto Simões, presidente do Sebrae
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Nílzio Barbosa, prefeito de Tiradentes
De tarde
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Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte
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Fernando Pimentel, ex-prefeito de BH
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Dilma Rousseff, ex-ministra e candidata à Presidência pelo PT
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Paulo Paiva, presidente do BDMG
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Wilson Brumer, presidente da Usiminas
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Arlindo Porto, vice-presidente da Cemig
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Fernando Frauches, presidente da Fidens
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Paulo Cesar de Oliveira, diretor geral da VB Comunicação
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Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro do Turismo
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