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Educação
Disney Nota 10
Conhecer um dos mais famosos parques do mundo também é ótima oportunidade de ampliar conhecimentos em ciências, física e inglês
Texto: Eliana Fonseca | Fotos: Divulgação
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 Safari: alunos do programa estudam o comportamento dos animais
Basta estar em uma das ruas do Walt Disney World, à espera da famosa parada Disney, com um funcionário do parque avisando a todo momento que não é para furar o cordão de isolamento, para perceber o encantamento exercido na multidão, que chega a atingir quase 17 milhões de visitantes anuais, pelo complexo situado na Flórida, Estados Unidos. Ninguém arreda o pé do lugar. Mas, mesmo com algumas das mais radicais experiências em montanhas-russas do mundo, com uma tecnologia de fazer qualquer marmanjo ficar um tanto histérico e a possibilidade de encontrar personagens da Disney na esquina, é preciso reinventar-se à procura de novas formas de atrair um convidado ilustre e um tanto estimulado pelo novo: o adolescente. Um programa educativo poderia soar um tanto chato num local que instiga a adrenalina. Mas e se o tal programa se valesse exatamente dessa adrenalina e de muita tecnologia, além de outras atrações como animais selvagens e também do ensinamento prático de matérias que estão pouco palpáveis em sala de aula para traduzir a fantasia para a realidade e instigar o conhecimento?
O Youth Education Series, ou simplesmente Y.E.S, é a aposta da Disney de alguns anos. Dez para ser mais exato, mas que chega ao Brasil como novidade pelo Greenwich, como programa três em um: além de conhecer o parque e suas atrações, o objetivo é fazer com que o aluno aperfeiçoe seu inglês e de quebra seja estimulado, de forma prática, para o que está aprendendo em sala de aula em temas como arte e humanidade, liderança, desenvolvimento de carreira, ciências naturais e ciências físicas. “Acho que os nossos alunos vão se divertir muito mais do que em um programa normal porque vão obter conhecimentos que irão agregar muito ao que eles já adquirem nas nossas escolas. Com certeza, irão enxergar as matérias do currículo escolar com mais interesse e motivação”, diz a empresária Babi Vasconcelos, do Greenwich.
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Voo livre no Soarin |
Segmentar o público parece ser uma das saídas da Walt Disney World para atrair ainda mais pessoas. O Y.E.S, por exemplo, mexe com os cinco sentidos do estudante com a proposta de um aprendizado inesquecível. Já recebeu jovens da Austrália, China, Índia, México, Nigéria, Reino Unido e também de Porto Rico. Está aberto a sugestões e modificações que podem ser bem-vindas aos alunos brasileiros. Nesta adaptação, as discussões em sala de aulas, ainda no Brasil, antecedem a viagem. “Há toda uma preparação, preocupação educacional, proposta pedagógica, discussões programadas após cada atração”, reforça Babi. O estímulo à reflexão começa com um estudo mais aprofundado dos hábitos de vida do brasileiro para, a partir da vivência em outro país, fazer uma análise crítica, incentivando os alunos a prestar atenção nos hábitos da população norte-americana e refletir, posteriormente, quais os pontos positivos e negativos dessa diversidade cultural, histórica, alimentar e também quais as ações ambientais, de sustentabilidade, de reciclagem e reutilização.
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Rock’n’roll Coaster, montanha-russa radical: velocidade de 120 km por hora |
Em 12 dias de programa, os visitantes intercalam três horas diárias de programa Y.E.S – com direito a conhecer não só as atrações do parque, como também os bastidores, com diversão e entretenimento. A ideia é levar os alunos a vivenciarem os parques temáticos, a área da Disney Downtown e até mesmo espetáculos do Cirque de Soleil de forma diferente. Já no início do programa, cada jovem recebe uma mochila. Uma mola, pedaço de tela, cartões com a rotina de animais doentes estão entre os objetos na mochila, que terão a função lúdica de mostrar como algo bem simples pode transformar-se numa atração sofisticada e instigante, ou então como a observação pode levar ao conhecimento. Se a atração forem os quase mil fantasmas da Mansão Assombrada, por exemplo, o susto não será tão grande. É que os alunos do Y.E.S são chamados a conhecer os bastidores e descobrir como funcionam as técnicas, quais os materiais utilizados para produzir o terror.
E as vivências não param por aí. O Y.E.S inclui ainda 19 programas, dentre os quais a história e como são feitas as animações do Walt Disney – com direito a aulas práticas de como os desenhos transformam-se em filmes e de como nascem as ideias das produções –, além de conhecer as atrações e animais do Animal Kingdom, estudando comportamento e sobrevivência; quais são as dinâmicas e complexidades do desenvolvimento tecnológico no Epcot. O Disney Y.E.S Programas tem como objetivo engajar, inspirar, educar e iluminar os alunos em sala de aula que é um cenário mágico”, diz o diretor de programas especiais da Disney Destinations, Tim Hill. "Nossa equipe de instrutores profissionais está focada em manter os alunos envolvidos para que, assim que voltar para casa, estejam inspirados em aprender ainda mais."
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Aulas do Y.E.S.: aprendizagem dos habitats marinhos |
Para a empresária Babi Vasconcelos, o Y.E.S significa ainda mais possibilidades. Ela acredita que a Disney é um campo fértil para adquirir todos os tipos de conhecimentos e para todas as idades. Sim, inclusive para um público até então inimaginável como o dos executivos. “O complexo é um dos melhores exemplos de empresa bem-sucedida e uma viagem à Disney com este foco, com certeza, trará bons resultados”, afirma Babi. Segundo ela, é possível visitar os bastidores dos parques temáticos e saber como são selecionados e treinados os colaboradores da Disney e por que a empresa é considerada uma das maiores de entretenimento do mundo. “Com certeza os executivos que fazem esta viagem trazem uma bagagem enorme para ser aplicada em suas empresas. Além da visita aos bastidores, o programa contém palestras sobre qualidade em serviços, gestão de pessoas, excelência em liderança, todos apresentados por profissionais do Disney Institute, líder em programas de desenvolvimento profissional.”
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