Quarta, 23 de Maio de 2012
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Especial

11 perguntas para Diogo Portugal

Ele é um dos talentos do formato stand up de humor, já esteve no Faustão, Jô Soares e recentemente se apresentou no Japão. De volta a BH, ele promete muitas risadas com suas piadas e personagens

Texto: Raquel Ayres | Fotos: Du Borsatto


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le não se resume a contar piadas em pé. É fato que também o faz, mas no show do humorista Diogo Portugal, 41 anos, também gargalha por conta de esquetes e da representação de vários personagens que criou: a manicure Marlene Marluce Catarina, o porteiro Ediomar, a ex-prostituta Pamela Conti e o office-boy Elvisley (Zorra Total, Rede Globo). Ator e diretor do espetáculo, Portugal esteve no Japão com seu repertório, que traz para BH, no dia 29 de agosto*, no Teatro Sesiminas, como parte das atrações do projeto Mercado do Riso. A revista Viver Brasil bateu um papo com o humorista, que foi publicitário, é curador do Risorama – considerado o maior festival de humor da América do Sul – e está há mais de um ano em cartaz em Curitiba e quatro meses em São Paulo com o espetáculo Senta pra rir.

Quando percebeu que o humor se transformaria numa profissão?
Em 1997, depois de disputar, com comediantes profissionais, a final do Festival Multishow do Bom Humor Brasileiro. Entre eles estava a atriz Claudia Rodrigues, que já trabalhava na TV.

Que assuntos provocam riso da plateia na certa?
Notícias recentes de conhecimento de todos causam identificação imediata da plateia. Basta que a piada seja bem construída, o tema vai ser bem aceito pois está na boca do povo, e isso ajuda.

Tem hábito de assistir a shows de humor? O que gosta de ver?
Gosto muito de sitcoms. Meus preferidos são Two and a Half Man e My Name is Earl.

Acha que o Youtube foi importante para impulsionar a nova leva de comediantes de stand up?
Sim, o Youtube foi o grande divisor de águas para a popularização do estilo stand up no Brasil. Quando alguém gosta de um comediante na internet aca­ba enviando o link pra mais alguém e assim o trabalho acaba sendo divulgado na web.

Você cumpre alguma rotina para criar seus textos? Como é?
Não tenho assim uma receita... Às vezes as ideias vêm do nada, de algo que observo na rua ou alguma situação com que me deparo. Mas para criar o texto e deixá-lo redondo vou para o computador, escrevo a mão. Sei que alguma coisa sempre vai sair, mas nem sempre fico satisfeito com o que escrevo de primeira, é um trabalho que se vai lapidando aos poucos

Você já esteve no Programa do Jô e no Domingão do Faustão. Como sentiu apresentando-se nestes programas comandados por dois nomes tão significativos, inclusive dentro do humor? Sua vida mudou depois que esteve nestes dois programas?
Sim, devo muito a esses programas. Muita gente me assistiu e consequentemente tive mais convites de trabalho e produtores querendo levar o meu show para diversos lugares. Até para o Japão eu já fui. Mesmo assim as participações nestes programas foram divulgadas de forma bombástica na internet.

Há algum tipo de público mais fácil ou difícil de agradar?
Existe plateia boa e plateia ruim em todos os lugares, não saberia jamais explicar por que determinado público ri mais ou menos do que outro, parece que depende do dia.

Qual a essência do stand up?
Ser o mais natural possível. A plateia precisa acreditar no que você fala, uma ótima piada de stand up é aquela que o faz refletir e pensar: “Puxa, é verdade, como não pensei nisso antes?”

Como faz para se aperfeiçoar no gênero?
Praticando e praticando. O melhor lugar para se praticar o stand up é em bar, onde pode acontecer coisas inusitadas. É ali que você treina improvisação, característica essencial para o comediante.

Em alguns números você faz brincadeiras com nomes como Silvia Poppovick e Ronaldinho. Não fica receoso destas pessoas se sentirem ofendidas com alguma brincadeira?
Sim, tanto é que você citou uma das poucas piadas em que uso nome de celebridades. Aliás, nem uso mais, pois se tratava de um assunto que já passou. Apesar de achar que se são celebridades devem saber que estão sujeitas a piadas. Até agora não me processaram. Por favor, não vai dar ideia, até porque nem acho que peguei pesado.

O humor permite tudo? Não há limites?
Na teoria não deveria haver, mas sabemos que na prática existem limites sim. O legal é que este limite seja imposto pelo próprio humorista e não por alguém que venha dizer o que se deve ou não falar, o que já vira censura. Eu tenho noção de até onde devo ir; não quero que meu texto desça como cachaça ruim. Porém não sou a favor do politicamente correto só para agradar e não ofender ninguém, aí vira chatice. Humor nem sempre agrada a todos, na maioria das vezes incomoda muitos.


*COMUNICADO

 

“Aos que adquiriam ingressos para a apresentação que aconteceria nos dias 26 e 27 de junho, os bilhetes serão válidos para o show marcado para o dia 29 de agosto. Àqueles que optarem pela restituição do valor é necessário comparecer à bilheteria do teatro Sesiminas portando o ingresso para devolução da importância no caso de pagamento em dinheiro. Antecipamos agradecimentos e pedimos desculpas pelo transtorno." 

Equipe Box Entretenimento

Informações: (31) 3241-7132 / 3889-2003


 
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