A estudante de engenharia de produção Déborah Tiengo, 22, também aprendeu a dar os primeiros dribles na infância. “Meu irmão é um ano e meio mais velho que eu e me pedia para jogar com ele. Acabei aprendendo”, diz
Déborah que, na escola, fazia parte do time dos garotos. A estudante, que já disputou campeonatos amadores, chegou a pensar em seguir a carreira esportiva, mas acabou optando pela engenharia, sua outra grande paixão.
O amor pelo esporte, entretanto, continua mais vivo que nunca. Todas as segundas-feiras, Deborah não abre mão da pelada com as amigas. E como ninguém é de ferro, nada melhor do que um bate-papo com uma cervejinha gelada para acompanhar e começar a semana com o pé direito. “No lugar em que jogamos, tem um barzinho entre as duas quadras. Assim, fica impossível resistir.”
Quem também é adepta dessa combinação de sucesso é a gerente de novas mídias Gabriela Mafra, 35. Em quadra, ela é atacante do Futeboleiras BH, time criado por amigas há cinco anos e que se reúne toda semana em uma quadra no bairro Buritis. Um fã especial costuma acompanhá-la em quase todos os jogos: o filho de 15 anos, que também é louco pelo esporte. “Futebol faz bem para o corpo e para a alma.”
As mineiras, pelo jeito, estão mesmo com sede de bola. Mais um exemplo disso é o Amem, que significa As meninas eternas do Minas. Em 2009, a equipe foi vice-campeã da Copa Alterosa de Futebol Society. A estudante de arquitetura Júlia de Carvalho Britto Lanna, 21, faz parte do grupo. “Cada uma jogava em um lugar. Depois, fomos treinar no Minas Tênis Clube. No ano passado, criamos o time para disputar o campeonato”, explica a estudante.
Hoje, elas batem bola duas vezes por semana e é comum se reunirem após o jogo para contar casos e relaxar. E adivinha o que as meninas do Amem gostam de fazer quando não estão treinando? Acertou quem disse que é ver futebol em algum bar da cidade – parceria mais que aprovada entre os belo-horizontinos e, agora, também entre as belas da capital.