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MercadoPara quem mais precisaSeguro de vida coletivo para trabalhadores de baixa renda: uma ideia que deu certo
Texto: Terezinha Moreira | Fotos: Daniel de Cerqueira, Francisco Araújo Arte: Paulo Werner
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Hoje, são cerca de 30 milhões de trabalhadores com carteira assinada em todo o país. Chega-se a 100 milhões contando os dependentes dessas pessoas. “E é justamente este o mercado potencial para ser explorado pelo nosso produto. Acredito que o PASI fará parte do desenvolvimento de novos mecanismos e que poderá chegar um dia bem próximo da população de todo o Brasil”, diz o presidente da empresa. Um dos motivos para este otimismo é a legislação específica para microsseguro, que deve entrar em vigor ainda este ano. Atualmente, o PASI tem 2 milhões de segurados vinculados a mais de 14 mil convênios. Uma das primeiras empresas mineiras a aderirem foi a construtora Encamp. Desde 1990 seus funcionários são segurados. “Oferecemos alguns benefícios para nossos empregados e uma delas é o PASI”, informa o diretor financeiro da Encamp, Eduardo Pinheiro Campos Filho. Ele conta que poucas vezes a empresa teve sinistros por invalidez ou morte de operários, mas em todas as ocasiões foi prontamente atendida pelo plano, que cumpriu à risca o contrato. |
O exemplo da construtora Encamp é enfatizado por Alaor Junior. Ele diz que a consciência das empresas para proteger seus funcionários está aumentando no Brasil. “O custo é muito baixo, o preço médio é de 4,80 reais por trabalhador”, destaca Eduardo Pinheiro. O Sinduscon-MG é um parceiro histórico do PASI. A parceria foi iniciada há quase duas décadas quando o presidente da entidade era Paulo Safady Simão, e persiste até hoje. “Essa iniciativa criou uma condição para o setor da construção civil, que não existia até então, abranger número maior de trabalhadores. Com o PASI é possível segurar toda a massa de trabalhadores”, diz o atual presidente do Sinduscon-MG, Luiz Fernando Pires. Ele afirma que, até a criação do PASI, somente eram segurados os trabalhadores com salários mais elevados. Outro diferencial do PASI é que o seguro indeniza o beneficiário em apenas 24 horas após a entrega de toda a documentação à Central PASI. O seguro cobre de diversas formas o titular e seus beneficiários. As coberturas podem ser por morte do titular, invalidez por doença profissional e acidente ocorrido dentro ou fora da empresa; se o cônjuge do trabalhador segurado falecer, o parceiro será indenizado; há indenização também quando ocorre morte de filho e quando nasce filho com doença congênita. As empresas também são beneficiárias porque parte das despesas com a rescisão trabalhista está coberta, no valor de até 10% do capital segurado. “Além da indenização em espécie, a família recebe as despesas do sepultamento e, para complementar, oferecemos duas cestas básicas. Recentemente, lançamos a Cesta Natalidade para recém-nascidos filhos de mães seguradas”, enfatiza Alaor Junior. “O PASI veio para ficar e referenciar um novo momento no mercado segurador”, finaliza. |
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VIVER_BRASIL "Achar mão de obra qualificada também é um dos nossos grandes desafios", afirma Paulo Castellari.