Quarta, 23 de Maio de 2012
Logo Revista Viver Brasil - Assim é viver
 

Bate-papo

Setor Aquecido

Com Carlos Gonzales

Texto: Márcia Queirós | Fotos: Pedro Vilela


Envie seu comentário

Minas com suas montanhas e minerais sempre cruzaram os caminhos do paulista no Carlos Gonzalez, 42 anos. Na juventude, ele saiu de São Paulo para cursar geologia em Ouro Preto, onde descobriu também o gosto pela engenharia de minas. Hoje é um dos mais atuantes profissionais do setor de mineral do país. Diretor de Operações da AngloAmerican, uma das maiores mineradoras domundo, que tem como subsidiária a Anglo Ferrous Brasil, Gonzalez está à frente do Sistema Minas Rio. O projeto terá capacidade de produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de 2012, quando entrará em operação.

Como surgiu o gosto pela mineração?

Sempre gostei de ciências naturais. Comecei a fazer geologia e vi que o leque era amplo e resolvi me especializar em engenharia de minas. Até então tinha visão das minas, e acabei gostando. Migrei também para mineração pela oportunidade de negócios.

Dados recentes revelaram que o setor mineral sofreu queda na quantidade de requerimentos de pesquisas em 2009. A crise financeira internacional chegou a atingir o setor?

O setor mineral ainda está se organizando em função da extensão territorial do país. Vamos ter ainda muitas descobertas de jazidas. Para 2010, o Brasil inspira confiança aos investidores pela estabilidade política e econômica. Com o cenário positivo da economia global, o setor de mineração brasileiro segue extremamente aquecido, requisitando novos profissionais.

Em qual estágio se encontra o Sistema Minas Rio?

O sistema é composto de mina, planta de beneficiamento, mineroduto e porto. Grande parte  das licenças já foi concedida. As obras no porto de São João da Barra (RJ) estão avançadas, do mineroduto em fase intermediária e da mina, em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, em estágio inicial, aguardando licença para começar a explorar.  A previsão é que a exploração comece em 2012. O sistema envolverá 32 municípios, 25 deles mineiros. No estágio de obras, serão 10 mil empregos em todo o trecho. Na fase de operação, 1,3 mil empregos diretos e mais ou menos quatro mil indiretos.

É possível aliar mineração à preservação ecológica?

A mineração criticada é aquela praticada nas décadas de 60 e 70, quando não havia legislação própria nem se discutiam o perfil cultural e econômico dos locais onde se praticava a atividade. Nosso grande objetivo hoje é manter as heranças culturais e vocações econômicas dos municípios. Em Conceição do Mato Dentro, por exemplo, vamos estimular que a receita da mineração seja aplicada no turismo e no estímulo à atividade rural. Isso garante que em 2050, quando a mina não será mais explorada, a cidade tenha sua independência. Diminuir os impactos socioeconômicos é o maior desafio do minerador hoje.

Como avalia as políticas ambientais desenvolvidas em Minas?

Devido à vocação para a mineração, a política ambiental de Minas é exemplo de competência. É vista como mais abrangente e competente do Brasil. Quando uma empresa consegue obter uma licença em Minas, é um comprovante de que está credenciada para minerar.


 
Compartilhe:    Bookmark com Delicious Bookmark com Delicious  Bookmark com Digg  Bookmark com Facebook  Bookmark com /.   Bookmark com Google  Bookmark com StumbleUpon   Bookmark com Technorati  Bookmark com Linkarena  Bookmark com Yahoo  Bookmark com SEOigg  Bookmark com Spurl  Bookmark com Live  Bookmark com Rec6  Bookmark com Myspace
Versão para Impressão  Versão Impressão    Assinar NewsletterNews:    

Busca no Portal

 
  

Blog do PCO


Assinatura Anual

© Copyright 2009, Revista Viver Brasil – MG-030, nº 8625. Torre2 – Shopping Serena Mall – Vale do Sereno.
Cidade: Nova Lima – MG / CEP:34000-000 | Telefone: (31) 3503-8888