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Mercado ImobiliárioUm ano pra se lembrarMercado imobiliário no Brasil projeta crescimento bem acima do que é esperado para o país em 2010 e onda de otimismo deve perdurar por mais alguns anos
Texto: Tatiana Azzi e Terezinha Moreira | Fotos: Pedro Vilela, Divulgação / Arte: Paulo Werner
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Um bom exemplo que justifica este otimismo do mercado da construção civil é a Lider Cyrela, que este ano está com um perfil de maior agressividade. “Nosso planejamento é de trabalhar com 220 milhões de reais em lançamentos em 2010”, informa o diretor de Incorporação da construtora, Dennyson Porto. A expectativa é de crescer 95% no faturamento em relação a 2009, quando alcançou 116 milhões de reais. Para 2010, a meta é atingir 230 milhões de reais. A justificativa para tanto otimismo é o aumento na quantidade de lançamentos e a maior atuação da empresa no segmento econômico. A ideia na Lider Cyrela, este ano, é de que esse setor passe a representar 40% dos empreendimentos da construtora e, o de alto padrão, 60%. “Mas nossa intenção a partir de 2011 é direcionar 50% dos investimentos para cada um dos segmentos”, antecipa Porto.
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Na Concreto Engenharia a previsão também é de um período muito promissor. Segundo o diretor administrativo Miguel Safar Filho, o volume de vendas deve dobrar neste ano, especialmente em função da diversificação dos produtos oferecidos pela empresa, que serão divididos em apartamentos para classe média, alto padrão, condomínios, além de imóveis para uso comercial. “Estamos com 18 projetos em andamento e temos condições de crescer bastante. Fizemos a aquisição de bons terrenos e pretendemos dobrar o número de lançamentos e o volume de vendas”, explica Miguel Filho.
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Lider CyrelaGrand Lider Olympus
Grand Lider Olympus
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ConcretoEmpreendimento: Av. Álvares Cabral
Empreendimento: rua Grão Mogol
Empreendimento: Rua Américo Scott
Empreendimento: Rua República Argentina
Empreendimento: Vila da Serra 1 (Blue Hope)
Empreendimento: Vila da Serra II (Green Hope)
Empreendimento: Hotel Pampulha
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MRVSpazio Carmenère
Spazio Turquesa Ville
Residencial das Barcas
Spazio Sunset
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O planejamento da Lider Cyrela e da Concreto confirma a informação do presidente do Sinduscon-MG de que na incorporação imobiliária o ritmo está bom em todos os níveis econômicos. O mesmo acontece na Odebrecht, cujos lançamentos superarão os efetuados em 2009. “Principalmente em habitações populares, dentro do programa Minha Casa Minha Vida”,diz Cláudio Zafiro, diretor da Odebrecht Realizações Imobiliárias, responsável em Minas pela implantação do bairro Vale dos Cristais. Ele diz que são diversos os fatores que atuam como catalisadores para o crescimento da indústria da construção civil no país este ano, seja por meio de investimentos públicos ou privados. “Há estimativas que apontam para crescimento de 9% do setor em 2010, acima, portanto, da média prevista para a economia como um todo. A cadeia produtiva da construção civil representa aproximadamente 15% do PIB nacional, o crescimento da indústria este ano irá contribuir com 1,4% na taxa média composta de crescimento do país”, analisa Zafiro.
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Aliás, o ritmo de geração de empregos na construção civil no país está bastante elevado. Mas este não é o único item que comprova o crescimento do setor. “Há aumento de renda da população e isso gera demanda por imóveis. Esses fatores somados ao aumento do prazo dos financiamentos imobiliários para 30 anos, taxas de juros reduzidas e ao grande interesse dos bancos no mercado imobiliário, faz-nos acreditar em um forte crescimento da construção civil também no setor imobiliário”, justifica o diretor comercial da Direcional Engenharia, Ricardo Ribeiro.
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Para o presidente da EPO Engenharia, Gilmar Dias Santos, é exatamente o aumento no nível do emprego e da renda no país que tem impulsionado a construção civil. “Há uma corrente na economia como um todo e isso está fazendo com que as empresas estejam bem otimistas. Enquanto houver emprego e renda, vamos continuar vendendo bem”, analisa, estimando crescimento de 20% a 25% nos negócios da empresa em 2010.
Já na MRV, o planejamento prevê que a empresa praticamente dobre em 2010 o seu Valor Geral de Vendas. Em 2009, a construtora encerrou o ano com um banco de terrenos e o VGV de 11 bilhões de reais. Em 2010, esse valor pode chegar a 20 bilhões. O faturamento em 2009 foi de 2,8 bilhões de reais. Entre os projetos para este ano, a empresa aposta no sucesso do programa Minha Casa, Minha Vida. Do total de lançamentos da MRV, 80% se enquadram no programa habitacional, e 20% serão direcionados para a classe média e média alta. Além disso, a empresa planeja lançamentos para um número cada vez maior de cidades brasileiras. “Belo Horizonte e região metropolitana tradicionalmente correspondem a 17% do total das vendas contratadas da empresa e Minas Gerais, como um todo, a 22%. Hoje a MRV está presente em 75 cidades brasileiras e pretende encerrar o ano com negócios em 85 municípios”, diz o presidente da empresa, Rubens Menin. |
Na Patrimar, o diretor Marcelo Martins estima crescimento para 2010 entre 30% e 50%, o que confirmará o bom ritmo dos últimos anos, já que em 2009, a empresa registrou faturamento 50% maior do que em 2008. “Temos nove lançamentos previstos para Belo Horizonte e Nova Lima, 10 para o Rio de Janeiro e um para Campinas, com valor de vendas em torno de 400 milhões de reais”, informa Marcelo Martins. Para Eduardo Henrique de Almeida, analista de setor imobiliário da DLM Invista, ao falar sobre a construção civil no ano de 2010 é necessário voltar um pouco no tempo e também analisar o que era esse mercado, que passou por mudança abrupta nos últimos anos. “O setor imobiliário é movido a crédito e houve maior volume e redução na taxa dos juros, alterando a cultura dos brasileiros que passaram a obter financiamento para adquirir imóvel. Em 2007 várias incorporadoras abriram o capital, o que possibilitou investimentos na compra de terrenos e novas incorporações. E, além disso, houve aumento da renda no país”, afirma. O analista diz que o setor foi um dos que mais cresceram nos últimos anos e para 2010 esse viés deve permanecer, principalmente para a baixa renda, cujo déficit habitacional é de 10 milhões de moradias. Apesar de não ser esse o público alvo da Habitare (a empresa opera para as classes média e média-alta), a construtora e incorporadora espera crescer pelo menos 50% este ano em relação a 2009, quando aumentou seu Valor Geral de Vendas em 30% comparando com 2008. “Temos 570 unidades à venda e lotes adquiridos suficientes para construirmos empreendimentos que somam 1,4 mil unidades. O VGV será de 400 milhões a 500 milhões de reais”, informa o vice-presidente, Alexandre Soares. Segundo ele, em janeiro deste ano já foram feitas 56 vendas contra 42 no mesmo mês de 2009, aumento de 30%. O VGV, no mesmo período, saltou de 9,8 milhões para 17,9 milhões, crescimento de 81%. “Já vendemos acima de 2009 e este ano temos maior quantidade de produtos, o que me deixa esperançoso de obtermos excelente desempenho”, diz Soares. E os resultados já começaram a aparecer em forma de contratações. Em janeiro de 2009 a empresa tinha 1.043 funcionários e, em janeiro deste ano, eram 1.916. Para julho, a expectativa é de que esse número chegue a 2,5 mil. |
A RKM Engenharia também não trabalha com projetos populares, mas estima crescimento de 20% em relação a 2009, quando a empresa faturou 50 milhões de reais. Estão previstos investimentos de 100 milhões de reais em novos lançamentos. A diretora comercial da construtora, Adriana Bordalo, detalha que os lançamentos são todos voltados para a classe média e alta, já que a empresa é especializada em atender ao segmento de luxo e o seu know how é dentro desse segmento. “Sabemos como trabalhar com materiais nobres que exigem cuidados específicos, possuímos treinamento e mão-de-obra especializada, temos muita experiência na gestão de personalização total, que permite modificações na obra. Por isso a empresa continua investindo neste segmento”, explica. Não é apenas o setor imobiliário que terá bom desempenho este ano. No segmento industrial o cenário também é bom. Os projetos que estavam parados por causa da crise deverão ser contratados este ano. O segmento público também está a todo vapor. “Não é excesso de otimismo, mas a projeção para os próximos anos é que teremos cenário de cinco, seis anos de bom ritmo de crescimento na construção civil”, pontua Luiz Fernando Pires. Ele diz, ainda, que a Copa do Mundo e as Olimpíadas vão gerar altas demandas ao setor. A Concreto Engenharia, por exemplo, além dos projetos residenciais, tem planejado para 2010 o lançamento de um hotel na região da Pampulha, em Belo Horizonte, com 133 apartamentos. “Vamos aproveitar o público que virá para a Copa do Mundo em 2014, mas também as outras pessoas que visitam Belo Horizonte”, adianta Miguel Filho. A EPO também está com importantes projetos comerciais e estruturais. A empresa trabalha em um edifício comercial na Cidade Nova e assinou, no início do mês de março, com a prefeitura de Belo Horizonte e com o Dnit a autorização para o início das obras de construção do ramo de ligação entre a BR–356 e a MG–030, próximo à loja do Leroy Merlin, no Portal Sul. A EPO também planeja lançamento residencial de alto padrão para o Vale do Sereno. Dois mil e dez, realmente, promete. |
PatrimarAngel Falls – terceira torre do edifício The Falls
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RKMOásis
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HabitareBoulevard Luxemburgo
Cachoeira de Minas
Três Rios
Santa Clara
Rovereto
Pré-lançamentos Habitare Rosa da Mata
Monte Alegre
Alto do São Lucas
São Petesburgo
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