Quarta, 23 de Maio de 2012
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Show

Sou Axezeiro

Eles pulam o ano todo, têm hino e poderiam ser um grupo organizado não fosse o fato de que a bagunça (no bom sentido) é um dos motivos dessa união

Texto: Angélica de Castro | Fotos: Pedro Vilela, Rogério Capela / Arte: Paulo Werner


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Ana Gutierrez: “Estou preparada para ganhar pisões”
Ana Gutierrez: “Estou preparada para ganhar pisões”

Eles são diversificados como o povo brasileiro. Empresários, atletas, descolados, analfabetos, solteiros, casados e enrolados. Todos reunidos para pularem até não conseguirem mais. A psicóloga Flávia Gontjo é uma dessas. Só saiu do meio da folia, no Axé 2009, após machucar os pés. “Estava em frente ao palco pulando, um pé já torcido, e torci o segundo. Quando resolvi sair, o Psirico começou a cantar Na corda do caranguejo. Um dos melhores dias da minha vida” relembra. Casos como o dela são corriqueiros em micaretas.

Para a maioria dos axezeiros, o calendário começa no Festival de Verão de Salvador. O ex-jogador de vôlei Maurício Lima antecipa para a virada do ano ao lado da mulher Roberta Camargos e dos filhos na Marina, na capital baiana. Já a estudante Débora Castilho fez uma verdadeira peregrinação em 2010: Balada Trip, Trivela, Festival e Carnaval de Salvador – a meca dos micareteiros, onde começa a romaria que já tem hino, não oficial. Alexandre Batista de Almeida, produtor de eventos, diz que no avião as pessoas já cantarolam: “Que bom você chegou, bem-vindo a Salvador”. E é exatamente essa alegria e interatividade, como define Maurício, que faz o ex-jogador e vários outros se deslocarem para ver BH se transformar em Salvador nos dois dias de Axé 2010.

As irmãs Ana Paula e Débora Castilho com os pais: família de axezeiros
As irmãs Ana Paula e Débora Castilho com os pais: família de axezeiros
“Este será meu Carnaval” conta a empresária Ana Gutierrez, que após 10 anos seguidos não pôde passar fevereiro na Bahia. “Já estou preparada, como todos os anos, para perder as unhas dos pés, ganhar pisões e até queimadas de cigarro. Na hora, a alegria é tamanha que não há dor.” Segundo Ana, se for verdade que rir rejuvenesce, Minas descobriu a fonte da juventude. É hoje o estado que mais consome música baiana. Não apenas no espaço reservado nas rádios para o ritmo, como também no número de micaretas. André Batista, sócio-diretor da DM Promoções, uma das principais produtoras de eventos do estilo no Brasil, conta que essa identidade criada entre o público mineiro e o axé vem desde o início do ritmo. “Prova disso é que as bandas baianas, antes de alcançar o nível nacional, passam pelo crivo dos mineiros. Terra Samba, Jammil e Uma Noi­tes, Tomate e Alexandre Peixe fizeram sucesso primeiro aqui.”
Alexandre Batista de Almeida, produtor de eventos: alegria
Alexandre Batista de Almeida, produtor de eventos: alegria
Essa identificação é sentida pelo público. As irmãs Ana Paula, 25 anos, e Débora Castilho de Souza Aguiar, 22, dizem não ter lugar melhor para ver um show do Jammil e do Tomate do que em BH. “É assim com o Chiclete, que fica à vontade em Fortaleza (CE)”, acrescenta Ana Paula. Vera, mãe das duas, diz que na casa a família toda curte música da Bahia. “Meu marido já foi para o bloco em Salvador”, ressalta. Ana Paula tinha 12 anos quando foi ao primeiro show. Não parou mais. “Coleciono os abadás. Tenho caixas em casa.” E dá uma dica para aproveitar ao máximo: se a banda está no trio é preciso ir no bloco. Em festivais, os privilégios do camarote ajudam.
Maurício Lima, com a mulher Roberta: atrás do axé
Maurício Lima, com a mulher Roberta: atrás do axé
E que privilégios! No Axé 2010, o abadá do camarote open bar foi desenhado pelo estilista Victor Dzenk. Bebida e bufê são liberados, pufes, mesas, telas de plasma para acompanhar os shows em tempo real, DJ para animar nos intervalos, segurança e nada de empurra-empurra. O último item é opcional, caso a escolha seja ficar na área reservada na frente do palco. Tudo olhado para funcionar com perfeição pelo promotor de eventos Tim Soier, sócio do espaço desde sua fundação.

INFORMAÇÕES

  • DATA: 9 e 10 de abril  
  • LOCAL: estádio do Mineirão
  • INGRESSOS – 1º lote: passaporte cadeira superior
    R$ 80* I passaporte espaço guaraná́ Antarctica
    R$ 280* I espaço guaraná Antarctica – preç̧o por
    dia R$ 160* I passaporte camarote Skol Folia
    R$ 560* I camarote Skol Folia – preç̧o por dia R$ 320*
  • INFORMAÇ̧Õ̃ES: www.folia.com.br ou (31) 3284-7447

*MEIA-ENTRADA VÁLIDA PARA ESTUDANTES COM CARTEIRA, MENORES DE 21 ANOS E MAIORES DE 60 ANOS


 
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