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Evento
Almoço com Ciro
Deputado federal, em passagem por Belo Horizonte, revela preocupação com a trajetória político-econômica imposta ao Brasil
Texto: Terezinha Moreira | Fotos: Tião Mourão
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 Ciro Gomes, PCO e Mário César, Marco Antônio Castello Branco
Nem mesmo o meio financeiro está globalizado porque as intervenções no câmbio são definidas nacionalmente.” Assim o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP) começou a palestra para empresários e políticos mineiros durante o Conexão Empresarial do mês de março, evento promovido pela VB Editora em parceria com a Usiminas e a Claro, no Espaço V, em Nova Lima. Reforçando sua fala inicial, o parlamentar citou que as condições de se empreender são exclusivamente nacionais, pois passam pela administração do país as decisões de cunho tributário, sobre as taxas de câmbio e os investimentos em infraestrutura. Por outro lado, Ciro Gomes relembrou em tom elogioso o fato de o Brasil, em termos industriais, ter saído do marco zero para a condição de 15ª economia industrial do mundo em apenas 30 anos. “Mas, infelizmente, ainda não acordamos para pontos que são fundamentais para o nosso desenvolvimento industrial, como o nível de utilização da tecnologia pelas empresas. Isto impacta no preço do produto e no nível de produção das empresas. Precisamos repensar esta variável, pois estamos com três gerações de retardo tecnológico”, ponderou.
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GCO, Tadeu Leite e Marcelinho Carioca |
De acordo com Ciro Gomes outro problema da economia brasileira é que o déficit das transações correntes voltou aos piores indicadores de desequilíbrio da história. “O PT e o PSDB de São Paulo são iguais e fizeram isto”, alfinetou o deputado federal, que compõe a base de apoio ao governo Lula. “Por outro lado, saímos de um déficit nas reservas internacionais de 180 bilhões de dólares no governo FHC para 43 bilhões de dólares positivos no governo Lula”, destacou o parlamentar do PSB paulista.
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Ciro Gomes, Bráulio Braz, Lúcio Costa e Paulo Paiva |
Retomando as críticas, Ciro afirmou que falta planejamento estratégico a longo prazo para o Brasil. Para o deputado federal, tudo que está errado no país é porque a correlação de forças pede que assim seja. “Na política tudo o que se tem de fazer fere interesses para beneficiar as pessoas no futuro”, destacou o presidenciável.
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Fernando Campos e Homero Dolabella |
Ciro Gomes não deixou de cutucar o governo Fernando Henrique. Ele destacou que na época houve verdadeira desorganização fiscal, com aumento da dívida externa, altas taxas de juros, desvalorização do câmbio e que um dos erros do país foi criar a meta de inflação, para a qual crescer é um efeito colateral.
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Lúcio Costa, Sérgio Cavalieri e Fernando Campos |
Voltando aos dias atuais, Ciro ressaltou que Minas Gerais está sendo novamente traída – referindo-se à desistência do governador Aécio Neves de disputar as prévias no PSDB com o governador de São Paulo, José Serra. “E o Júlio Prestes hoje é o Serra”, destacou. Ciro Gomes acredita que seria melhor para o próprio PSDB se Aécio Neves fosse o candidato do partido ao Palácio do Planalto. Ao que foi prontamente aplaudido.
Mais fotos do evento aqui.
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