Quarta, 23 de Maio de 2012
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Evento

Almoço com Ciro

Deputado federal, em passagem por Belo Horizonte, revela preocupação com a trajetória político-econômica imposta ao Brasil

Texto: Terezinha Moreira | Fotos: Tião Mourão


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Ciro Gomes, PCO e Mário César, Marco Antônio Castello Branco
Nem mesmo o meio financeiro está globalizado porque as intervenções no câmbio são definidas nacionalmente.” Assim o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP) começou a palestra para empresários e políticos mineiros durante o Conexão Empresarial do mês de março, evento promovido pela VB Editora em parceria com a Usiminas e a Claro, no Es­pa­ço V, em Nova Lima. Reforçando sua fala inicial, o parlamentar citou que as condições de se empreender são exclusivamente nacionais, pois passam pela administração do país as decisões de cunho tributário, sobre as taxas de câmbio e os investimentos em infraestrutura. Por outro lado, Ciro Gomes relembrou em tom elogioso o fato de o Brasil, em termos industriais, ter saído do marco zero para a condição de 15ª economia industrial do mundo em apenas 30 anos. “Mas, infelizmen­te, ainda não acordamos para pontos que são fundamentais para o nosso desenvolvimento industrial, como o nível de utilização da tecnologia pelas empresas. Isto impacta no preço do produto e no nível de produção das empresas. Preci­sa­mos repensar esta variável, pois estamos com três gerações de retardo tecnológico”, ponderou.
GCO, Tadeu Leite e Marcelinho Carioca
GCO, Tadeu Leite e Marcelinho Carioca
De acordo com Ciro Gomes ou­tro problema da economia brasileira é que o déficit das transações correntes voltou aos piores indicadores de desequilíbrio da história. “O PT e o PSDB de São Paulo são iguais e fize­ram isto”, alfinetou o de­putado fede­ral, que compõe a ba­se de apoio ao governo Lula. “Por outro lado, saímos de um déficit nas reservas inter­nacionais de 180 bilhões de dóla­res no governo FHC pa­ra 43 bilhões de dólares positivos no governo Lula”, destacou o parlamentar do PSB paulista.
Ciro Gomes, Bráulio Braz, Lúcio Costa e Paulo Paiva
Ciro Gomes, Bráulio Braz, Lúcio Costa e Paulo Paiva
Retomando as críticas, Ciro afirmou que fal­ta pla­nejamento estratégico a longo pra­zo para o Bra­sil. Para o de­putado federal, tudo que está errado no país é porque a correlação de forças pede que as­sim seja. “Na política tudo o que se tem de fazer fere interesses para beneficiar as pes­soas no futuro”, destacou o presidenciável.
Fernando Campos e Homero Dolabella
Fernando Campos e Homero Dolabella
Ciro Gomes não deixou de cutucar o governo Fernando Henrique. Ele destacou que na época houve verdadeira desorganização fiscal, com aumento da dívida externa, altas taxas de juros, desvalorização do câmbio e que um dos erros do país foi criar a meta de inflação, para a qual crescer é um efeito colateral.
Lúcio Costa, Sérgio Cavalieri e Fernando Campos
Lúcio Costa, Sérgio Cavalieri e Fernando Campos

Voltando aos dias atuais, Ciro res­saltou que Minas Gerais está sendo novamente traída – referindo-se à desistência do governador Aécio Ne­ves de disputar as prévias no PSDB com o governador de São Paulo, José Serra. “E o Júlio Prestes hoje é o Serra”, destacou. Ciro Go­mes acredita que seria melhor para o próprio PSDB se Aécio Neves fosse o candidato do partido ao Palácio do Planalto. Ao que foi prontamente aplaudido.

Mais fotos do evento aqui.


 
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