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Entrevista
Ciro ao Alvo
O deputado federal e, por ele, candidato a presidente Ciro Gomes aciona a metralhadora e acerta Dilma Rousseff, PMDB, PT, FHC, José Serra... sobraram uns cartuchos molhados para Lula
Texto: Flávio Pena | Fotos: Daniel de Cerqueira
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Ele ou será candidato a presidente, ou vai parar, pelo menos por um tempo, com a política. Candidato a governador de São Paulo Ciro Gomes não pensa em ser, embora admita que, por compromissos mais pessoais do que político, possa mudar seu posicionamento. Ele se considera preparado para ocupar a Presidência. Aliás, “o mais preparado”, até por demérito dos demais pré-candidatos. Faz restrições à candidatura da ministra Dilma Rousseff por sua inexperiência política e a Serra por seu compromisso com o projeto de governo de Fernando Henrique. Deputado estadual, prefeito, governador, ministro, duas vezes candidato à Presidência, Ciro faz loas ao governo Lula, mas adverte que o país só está bem se comparado com ele mesmo. Se colocado diante da realidade de outros países, vai mal. Aqui ele critica o descompromisso do PT com suas propostas iniciais, a velhacaria na política e diz que o país não consegue realizar as reformas de que precisa por falta de estadistas.
Na sua opinião, o quadro da disputa presidencial está armado ou pode haver mudanças? Não acho. Penso que está consolidado em tendências. O PT com a candidatura da Dilma ao que parece é a mais madura. O PV com a Marina Silva, que é uma variável que terá influência no processo. Tenho notícia de uma candidatura que a imprensa não registra, do PTB, que vem com discurso de ultradireita, que tem audiência no Brasil o suficiente para influir rumo a um segundo turno. Tenho dúvidas se o Serra será mesmo candidato. Eu dependo do meu partido para consolidar meu desejo de ser candidato.
O senhor falou num candidato com discurso de direita. No Brasil ninguém gosta de ser de direita. É porque o período autoritário recebeu críticas pesadas e o ideário de direita muitas vezes foi mascarado. Mas a direita existe sim, é fortíssima, tomou a roupa modernosa do neoliberalismo. Ela está abraçada no financismo que ainda é prevalente no país.
O governo, na economia, tem traços de direita? Tem claramente. O Lula fez uma coisa, que eu aprovo, que é a conciliação com o centro conservador da política econômica brasileira para interromper o itinerário neoliberal, retomar uma ideia de intervenção do estado no domínio econômico, na direção de promover emprego, salário, aumento da proporção do crédito no PIB. A conciliação com o centro do poder apresenta números incontestáveis. De outro lado, Lula consegue trazer a taxa de juros para o menor valor real dos últimos 25 anos, sendo ainda a maior do mundo, e com isto ele consegue duplicar a taxa de crescimento do último meio século, fazer uma política de salário e crédito na qual o salário mínimo subiu de 75 para 300 dólares e o crédito salta de 13% para 50% do PIB. Ele ainda começou, timidamente, sem sistematizar a proposta para evitar o debate, a fazer algumas coisas que explicam o Brasil industrial, como a determinação à Petrobras para encomendar na indústria nacional seus navios, inclusive mandando pagar adiantado para capitalizar o setor que, antes morto, já emprega quase 40 mil pessoas.
No Brasil as duas pontas estão atendidas. O capital, especialmente o setor bancário, e os mais carentes com a política de salário mínimo e programas sociais. Mas a turma do meio... A turma do meio ainda tem o problema de uns mais do que os outros. Se olharmos pelo retrovisor, veremos que o Brasil está melhorando em todos os aspectos em relação à tragédia que foi o período de FHC. Porém, se olharmos a contemporaneidade brasileira e o futuro, diante de outros países, mesmo de renda menor que a nossa, o país não vai bem. Por exemplo, acabou de sair estudo sobre o acesso das populações ao ensino superior, em 134 nações, o Brasil está em último lugar. Menos de 10% dos brasileiros têm acesso ao ensino de terceiro grau. Na média da OCDE este acesso é de 34%. O Brasil não tem hoje professor de matemática. Vamos crescer perto de 5% e a partir de abril já começa a faltar engenheiro no país. Sem matemático e engenheiro não há tecnologia. Há 30 anos a Coreia do Sul não produzia carro. Hoje é uma potência industrial. A China cresce um brasil siderúrgico por ano. Diante desta realidade, sem o Brasil nem mesmo se aperceber dela, estamos condenados a sermos tão-somente produtores de commodittes de baixo valor agregado. E isto não pagará nossas contas com o padrão de consumo ao qual o brasileiro está se acostumando. Nossas exportações de manufaturados estão caindo. Estamos perdendo mercado.
Menos de 10% dos brasileiros têm acesso ao ensino de terceiro grau. Vamos crescer perto de 5% e a partir de abril já começa a faltar engenheiro no país
Só por causa do câmbio? O câmbio é um fator que é mais grave pelo que ele representa moderlamente do que pela crise conjuntural que provoca. A crise conjuntural que provoca é fazer ser mais barato sair de Belo Horizonte para Miami do que para Fortaleza. É um problema grave, pois alguns setores em que a margem de rentabilidade não é tão generosa, estão começando a se estressar, que poderá desindustrializar o país. A fazer perder espaço para a comercialização no mercado internacional que, uma vez perdido, só se retoma com muita dificuldade. Mas o mais grave é o sintoma modelar, de que falei antes, da passividade legada ainda do neoliberalismo, de que o câmbio é flutuante e nem se deve pensar no assunto. Ora, o bom câmbio é o flutuante para que não haja interferências exóticas. Mas o câmbio brasileiro não é flutuante e quem promove intervenções exóticas mais aberrantes é o Banco Central, pela falta de coordenação de uma política monetária com a política cambial. Nas zonas mais ricas do mundo, os juros são negativos. No Brasil, a despeito de ser o menor da história, o juro real é o maior do mundo. Aí está-se inundando o mercado brasileiro de câmbio de forma absolutamente artificial, fraudando a lógica do câmbio flutuante. E esta fraude é patrocinada pelo Banco Central para causar esta sensação de conforto. Quando você olha as contas externas do país, vê que elas estão se erodindo de forma absolutamente preocupante. O país está sem saber, mas daqui a 2 anos, vamos ter uma crise nova de pagamento. Por que não é agora? Apenas por causa de nossas reservas cambiais altíssimas.
Mas estas reservas são altas exatamente por causa da atração dos juros... Parte dela, mas qual, não se sabe. O fato é que nenhum país do mundo consegue sustentar seu desenvolvimento com balança de pagamento desta forma. O Brasil está condenado a ter crescimento pequeno. Nosso PIB no ano passado foi negativo em 0,2%, até uma façanha diante da crise mundial. Mas poderia ser melhor. A China caiu, mas caiu para 6%. Nós poderíamos ter crescido, mas o Banco Central não deixou. Colocou gasolina para apagar a fogueira. O fato é que a balança de pagamentos vai impedir o Brasil de crescer mais à frente.
É a herança maldita de Lula para seu sucessor? Será a herança maldita de todos os brasileiros. Lula, em seu primeiro mandato, inverteu o mais cavalar déficit nas contas externas brasileiras em todos os tempos, que quebrava o país. Com muita austeridade em 2003 Lula reverteu a situação e salvou o país e prosseguiu assim até formar reservas altas. Agora, no segundo mandato, afrouxa tudo, levado pela síndrome da reeleição. Aconteceu com FHC e com Lula.
Até aqui falamos só de economia. O senhor é um político. Acabou a política, tudo agora é a economia? Tudo isto é política. São opções de grupos de interesse que estão ganhando ou perdendo. Outro dia eu vi que as montadoras estão azulando seus balanços com os lucros que têm aqui. Perdem no mundo inteiro e compensam aqui. São decisões. O Brasil, certamente, não vai aguentar isto. O Lula foi bom, nas circunstâncias dele, mas é preciso disputar o país.
Mas, ao que parece, não existe muita disposição de levar este debate à campanha. Depende. Eu vou forçar a barra para que as eleições deste ano, que lembro são eleições gerais, não sejam transformadas num falso plebiscito despolitizado, entre os amigos do Lula, entre os quais me incluo, e os amigos do FHC. Isto desprepara o país, não forma a opinião do país. E aí abrimos mão de renovar, de diminuir a safadeza, de reduzir o clientelismo, de diminuir a importância que hoje tem esta coalização de moral frouxa do PT com o PMDB ou desta radicalização paroquial de São Paulo do PT com o PSDB.
O senhor abordou uma questão interessante que é a renovação do Congresso. Ninguém dá importância à eleição de parlamentares... A culpa é nossa, do líder político omisso, da imprensa vulgar, do acadêmico alienado. Como é que o povo vai ser advertido disto? O que o jovem escuta, por conta deste moralismo estúpido, é que a política é um pardieiro de pilantras, onde só vão safados, enganadores. Por isto o jovem não participa mais. Se nós induzimos a população a acreditar que a Presidência da República é o lugar onde se assenta Deus e não um homem de estado, homem não tem mais valor algum. Reclamam-se reformas tributária, política, previdenciária, uma legislação de combate à violência, melhor educação. O monopólio disso está com o Congresso. E não se dá valor a ele. Hoje a seleção do Congresso Nacional, em função disso, é às avessas. Quanto menos decente, menos preparado é o indivíduo, mais prestígio, mais responsabilidade tem. Quanto mais sério, mais experiente, mais preparado, mais alijado.
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“Incomoda-nos a perda de compromisso do PT com o país, este conservadorismo do poder a qualquer preço”
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As tais reformas de que o senhor falou já poderiam ter sido feitas. O Brasil perdeu três momentos importantes para realizá-las. Inicialmente pela força do AI-5, no regime totalitário. Mais recentemente por duas lideranças, FHC e ainda mais Lula, pela força política. Por que estas reformas não foram feitas? A resposta é simples. Faltam-nos homens que se preocupem em ser estadistas. Nós temos grandes nomes, Lula o maior deles, mas nos faltam estadistas. Tudo o que está errado no Brasil está errado para beneficiar grupos de interesse. O que nós aspiramos é o certo para o conjunto difuso da sociedade. Por exemplo, na Previdência para se consertar o que está errado, o rombo nas contas, ou você descontenta o empresário que reclama que já paga muito ou o aposentado que diz que recebe pouco. Se você está no Congresso preocupado apenas com sua reeleição, não se preocupa com a solução para atender às futuras gerações.
Quando o senhor fala que faltam estadistas o senhor está falando... Faltam na vida pública, em todos os níveis do estado brasileiro, em todos os poderes. Está melhorando, mas ainda estamos pagando pelos 30 anos de autoritarismo que se encarregou de acabar com os mecanismos de formação de lideranças políticas.
Esta política de cotas, o senhor é a favor ou contra? Eu acho que é imitação tosca de uma bobagem norte-americana que não precisava ser feita no Brasil. Eu estudei isto lá e para eles, faz algum sentido, mas aqui no Brasil o corte não é ético. É de renda, na minha opinião. Você olha, o preto é mais pobre que o branco, não tem dúvida. Mas e o caboclo nordestino, por exemplo, que não tem identidade étnica, que não se organiza e que é tão pobre, miserável e discriminado quanto o negro no Brasil? É bom lembrar que o caboclo é o resultado da união do branco pobre com o índio. O que deveria acontecer é a melhoria do ensino fundamental. O ensino tem que ser meritocrático, e isto eu já disse para o presidente Lula.
O PSB vai lhe dar a legenda para disputar a Presidência? É bom perguntar isto ao partido. Todas as ações que tive, até agora, foi em perfeita sintonia com o partido. Evidentemente, e é natural, fica uma certa insegurança pela questão do isolamento. Nós somos da base de sustentação do governo, mas estamos preocupados com o deslocamento da hegemonia moral e intelectual da aliança para uma coisa muito incômoda para nós. Não é agora, na sucessão presidencial que estamos incomodados. Incomoda-nos muito a falta de projeto, a concessão abusiva a setores clientelistas, fisiológicos e patrimonialista da política brasileira encastelados no PMDB, mas em outros lugares também. A perda de compromissos do PT com o país. Incomoda-nos este conservadorismo do poder a qualquer preço. Já nos organizamos contra isso na eleição da mesa da Câmara, mas perdemos, com a candidatura de Aldo Rebelo, para a aliança PT/PMDB. Esta aliança é um roçado de escândalos. Basta dar um chuvisco que você verá como vai crescer. Toda semana agora vai aparecer um escândalo derivado desta coalizão. Mas nós somos aliados do presidente Lula e, mesmo com sacrifício, sabemos que nosso dever é impedir que o país volte ao passado.
A Dilma é boa porque é candidata de Lula e o Serra é ruim porque é candidato de FHC? A Dilma é uma pessoa extraordinária. Posso atestar que ela tem espírito nacional, tem compromisso com o Brasil. Ela sabe onde as andorinhas dormem do ponto de vista da administração pública. Agora, eu divirjo da candidatura da Dilma, da forma como está, por três razões. Ela não tem nenhuma experiência na luta política eleitoral. É evidente que a pessoa pode ser tão genial que na primeira experiência ela não comete nenhum erro. Só que eu acho que o Brasil não pode correr estes riscos. O Lula cometeu erros dramáticos, em 89, em 94. Em 89 o presidente vinha capitaneando uma atitude do PT contra a Constituinte. Não assinaram a Constituição. Em 94 ele começou a falar mal do Real, dizendo que era um truque. Eu liguei para ele dizendo que não era truque. Disse a ele para ouvir outra opinião fora do Mercadante. Em 98 ele melhorou, mas perdeu as eleições. Em 2002 venceu sem cometer erros. Eu cometi erros, não morais, mas caí em armadilhas que a tucanada de São Paulo armou para mim. A Dilma vai para sua primeira experiência eleitoral com este projeto que é caríssimo ao país. Tomara que ela não erre, mas não é provável. Veja, numa semana é questão envolvendo José Dirceu, noutra o Pimentel e na outra o Vacari. Ela, em algum momento será chamada para explicar isto. Será que ela aguenta? Segunda questão: as eleições são gerais. Se a gente já entra no primeiro turno vendido, entregando a alma, conciliando com a escória da política do país, o país não avança. O Lula aguenta isto por sua exuberante relação com o povo. Ela não aguenta. Eu não aguento, o Serra não aguenta. Terceira questão é o projeto. Como a aliança é de base exclusivamente fisiológica, não tem projeto. Qual o projeto que o PMDB tem, que apresentou nos últimos 10 anos? Mas o PMDB tem o tempo de propaganda, dizem. Mas nós vamos para a eleição além de qualquer limite ético, porque a política é assim mesmo, eu não concordo. É preciso dizer ao povo que ele não está votando apenas no presidente. Estará votando também no deputado. Eu direi ao povo para escolher parlamentares comprometidos com o projeto. Tenho independência para dizer ao eleitor que amanhã eu terei que negociar com os parlamentares que ele elegeu. Por isso tem que escolher para que eu não seja obrigado a negociar com bandidos. Notórios bandidos estão dando as cartas na política com esta escolha que o PT fez.
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“Preparei-me muito para ser presidente do Brasil e sem falsa modéstia, até por demérito de meus concorrentes, o mais preparado sou eu”
E o Serra? O Serra foi ministro do FHC por praticamente 8 anos. Eu fui ministro do Itamar Franco. Eu ajudei a criar o Real, participei de todo o projeto. Quando o FHC traiu tudo o que falou, eu rompi, e fui falar no deserto. Fui estudar no exterior e fui recebido como estrangeiro no Itamaraty de FHC. O Serra não, ele foi ministro de FHC por 8 anos. Primeiro do Planejamento e ajudou no desenho do modelo de privatização que vendeu, por exemplo, a Vale do Rio Doce por 3 bilhões de reais, com a empresa tendo no caixa 900 milhões. Ele ajudou a privatizar a telefonia, que foi a privatização de maior êxito, mas o povo não sabe, porque o debate é proibido, que pagamos aqui a maior tarifa telefônica do planeta. O modelo de privatização levou o país ao apagão e à maior tarifa de energia elétrica do mundo. Estou falando de coisas práticas, que atingem o bolso do brasileiro. Os amigos do Serra argumentam que ele era contra. Era contra, mas ficou lá. Eu era contra e saí. O Serra foi a Dilma do FHC. Ou o FHC apoiaria o Serra se não tivesse certeza de que ele daria total continuidade ao que ele, FHC, achava que era bom para o país? E esta é a discussão. Então o Serra tem uma origem bastante nobre, bastante decente, excelente formação, mas o homem na política é ele e suas circunstâncias.
O governo de São Paulo é então projeto descartado? Por mim sim. Mas só não posso dizer categoricamente que sim porque isto não é político. Quem apelou para que eu cogitasse esta hipótese foi o Lula e o meu partido pediu para que não fechasse a porta. Então o presidente Lula e o meu partido merecem esta minha atenção. Eu não quero mais ser deputado federal. Se não disputar a Presidência vou parar. Não definitivamente, talvez, mas vou parar. Para mim a política não é meio de vida. Eu me preparei muito para ser presidente do Brasil e sem falsa modéstia, até por demérito de meus concorrentes, o mais preparado sou eu, seja pela experiência política, seja pelo conhecimento que tenho dos diferentes setores da sociedade e até mesmo da geografia do país e seu povo. Tenho proposta para qualquer assunto. Não que eu seja sabichão, mas porque me preparei muito para ser presidente.
Não sendo candidato em SP, o senhor apoiaria o Paulo Skaf? Claro, claro. Eu tenho dito aos meus companheiros que time que não joga não cria torcida. Nós temos que ocupar o espaço deixado pelo PT ao não mais querer discutir ética, justiça social, futuro. Nós temos que recuperar para a política todos os deserdados pelo pragmatismo do PT.
O senhor acha que o governador Aécio tomou a decisão certa? Eu não diria isto porque não há um manual de fazer. Tenho para mim que num certo momento lá atrás, se ele tivesse convidado o Serra para uma conversa pessoal e tivesse dito ao Serra, sem testemunhas, só os dois, olhando um para o outro, mas ele, Aécio, acreditando mesmo: “Serra, você já teve a sua oportunidade, pode ser candidato à reeleição em São Paulo. Eu não tive a minha oportunidade, já cumpri minha tarefa em Minas, não posso mais ser candidato. Então eu quero lhe comunicar que sou candidato a presidente e vou levar meu nome à convenção do partido. E quero seu apoio. Você só terá meu apoio se me derrotar na convenção”. Acho que nesta ocasião ele teria virado candidato a presidente.
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