Quinta, 09 de Fevereiro de 2012
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Se existe um pré-candidato que pode definir muita coisa nas próximas eleições, seu nome é Ciro Gomes (PSB). Tudo vai depender de qual rumo ele vai tomar no pleito

Texto: Rafael Paixão | Fotos: Dida Sampaio/Ae


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O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) está numa posição invejável nesta eleição: tanto pode ser candidato a presidente pela terceira vez ou concorrer ao cobiçado governo de São Paulo, sendo apoiado por vários partidos, inclusive pelo PT. Isso mostra o peso de Ciro hoje na política nacional. Paradoxalmente, o deputado pode acabar fora das duas disputas, dependendo das alianças e do cenário eleitoral.

Mesmo depois de ter transferido o título eleitoral do Ceará para São Paulo em setembro do ano passado, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro tem insistido que quer disputar o Palácio do Planalto. Na sua avaliação, é melhor que a base aliada tenha dois candidatos para evitar que a eleição se torne plebiscitária, o que poderia causar a vitória do PSDB no primeiro turno. No entanto, o presidente e o PT sustentam que a estratégia na campanha é exatamente comparar os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Assim, seria melhor que haja apenas um nome da base governista, no caso, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Ciro seria a solução para a falta de nomes do PT na eleição em São Paulo.

Na última semana de fevereiro, Ciro se reuniu com nove partidos, entre eles PT, PDT e PCdoB, que defendem sua candidatura à sucessão do governador José Serra (PSDB). O deputado reafirmou que prefere concorrer a presidente, mas, pela primeira vez, abriu uma brecha para uma possível candidatura em São Paulo. “O cenário de ter que ir para o governo de São Paulo é quase impossível, mas se o cenário nacional precisar desse desafio, eu não titubearia em ir”, afirmou.

Ao seu estilo direto, Ciro afirmou que se considera muito melhor candidato a presidente dos que os atuais pré-candidatos. “A Dilma é extraordinária, mas não tem o histórico de 20 anos de eleição que eu tenho”, alegou. O problema é que o PSB não fechou nenhuma aliança para a sucessão presidencial, o que deixaria o deputado com pouco tempo de televisão no horário eleitoral. Assim, ele corre o risco de nem consolidar sua candidatura ao Planalto nem de se viabilizar como candidato em São Paulo.

O deputado participa no dia 11 de março, em Belo Horizonte, do Conexão Empresarial, promovido pela VB Comunicação, onde vai falar para empresários e políticos mineiros. Claro, o assunto sucessão deve estar na pauta.


 
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