|
Cidade AdministrativaNasce uma cidadeNovo horizonte se abre para Minas Gerais após a inauguração, no vetor Norte da capital mineira, da Cidade Administrativa, principalmente em termos de gestão pública moderna e integrada
Texto: | Fotos:
|
De mudançaVice-governador de Minas, Antonio Anastasia, fala da inauguração da Cidade Administrativa como um exemplo de gestão eficiente no poder públicoFlávio Penna Brasília custou muito a se consolidar como capital. A Cidade Administrativa já nasce consolidada? É um processo irreversível? A concentração leva a um ganho financeiro, com eliminação de despesas de aluguel, circulação de documentos e outras mais. Há ganhos também na dinâmica da administração, na modernização da gestão pública? O senhor admite dificuldades iniciais com as transferências. Elas podem ser potencializadas por ações políticas, considerando que estamos em ano eleitoral? Como será utilizado o Palácio da Liberdade? Será reservado para recepção a visitas oficiais mais importantes, por exemplo? E o Palácio dos Despachos? O governo já definiu ações visando melhorar a região para atrair os servidores ou esta não é uma proposta. Não haverá estímulos à transferência de residência do servidor? |
Um marco para Minas GeraisInauguração da Cidade Administrativa reflete uma gestão mais enxuta, integrada, moderna e ecologicamente correta, além de ser mais uma maravilha arquitetada pelas mãos de Oscar NiemeyerVanessa de Cobucci Em funcionamento desde 22 de fevereiro, quando foi ocupada pelos servidores dos primeiros quatro órgãos, de 43, que serão transferidos para a área, a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves é apontada como um marco histórico no desenvolvimento do estado. Segundo o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Borges da Costa Filho, antes da inauguração do complexo, no dia 4 de março, data do centenário de nascimento do ex-presidente Tancredo Neves, o projeto já atraía a atenção de especialistas do Brasil e de vários países. Construído com 1,2 bilhão de reais de recursos próprios da Codemig, empresa de economia mista, com foco no desenvolvimento econômico e de infraestrutura de Minas Gerais, a nova sede do governo mineiro, projetada por Oscar Niemeyer, quebra tabus na administração pública ao reunir em uma só área secretarias e órgãos da administração. |
Ficam no passado a falta de padronização e a redundância de serviços, gastos com o aluguel de imóveis, deslocamentos desnecessários, garantindo a todos os servidores as mesmas condições de trabalho e de infraestrutura. No local, serão unificados 18 secretarias e 25 órgãos públicos da administração direta. “Já recebemos a visita de especialistas da França, Alemanha e Inglaterra, que ficaram impressionados com o projeto, principalmente pela alta tecnologia de engenharia empregada. O mesmo ocorre com representantes de governos de vários estados brasileiros. A mudança representará economia anual de 92 milhões de reais para o governo. Não se trata de estimativa. Esses dados foram auditados pela Trevisan Consultoria. Numa conta simplista, “toda a estrutura se pagará no decorrer de 10 anos”, explicou o diretor-presidente da Codemig. Segundo dados do governo, a partir de 2010 esses recursos economizados serão destinados ao atendimento à população em áreas de saúde, segurança e educação. |
Localizada no bairro Serra Verde, no limite dos municípios de Belo Horizonte, Vespasiano e Santa Luzia, a região onde foi erguida a Cidade Administrativa apresentava baixo índice de desenvolvimento. A construção da sede do governo mineiro completa outras intervenções do estado para mudar esse antigo perfil da região: como a revitalização do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, o investimento no Aeroporto Industrial, a construção da Linha Verde e a duplicação da avenida Antônio Carlos. “Não tenho dúvida de que não apenas os servidores terão muito conforto e segurança para trabalhar aqui, como estamos iniciando um processo de reconstrução e de desenvolvimento da nossa capital e da região metropolitana. A tendência natural é que esta seja a região que mais cresça pelas próximas décadas. E não foi por acaso que escolhemos o vetor Norte onde os indicadores econômicos são dos mais baixos. Portanto, estamos aquecendo, valorizando uma região. Essa valorização já ocorreu de forma muito clara e vigorosa, mas acontecerá ainda de forma mais vigorosa no futuro,” declarou o governador Aécio Neves. |
Para a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, a Cidade Administrativa torna-se não só uma referência pelo projeto arquitetônico e técnicas de engenharia quanto um marco para o desenvolvimento do vetor Norte. “Aquela região ficou muitos anos abandonada, sem receber investimentos. Agora, haverá um processo natural de expansão para a área. Reunir todas as secretarias num só complexo, além da economia de recursos, representa ganho no desempenho e eficiência, com todos trabalhando de forma integrada. Antes, apenas 50% dos servidores tinham acesso à internet, agora, 98% terão acesso à rede mundial, e cada servidor terá sua própria estação de trabalho”, explicou Vilhena. O padrão adotado na distribuição dos setores segue o modelo das grandes corporações empresariais, com ambientes unificados, separados apenas por divisórias de meia-altura. Somente as salas dos secretários não seguem esse conceito. Já os serviços de atendimento direto ao cidadão não serão transferidos para a nova sede. |
O complexo foi construído por nove empreiteiras que venceram o processo licitatório: Andrade Gutierrez, Barbosa Mello, Camargo Corrêa, Mendes Junior, Norberto Odebrecht, Construtora OAS, Queiroz Galvão, Santa Bárbara Engenharia e Via Engenharia. Ao todo, cerca de cinco mil empregos diretos foram gerados durante a execução da obra. Os edifícios seguem o modelo de prédio-inteligente, que economiza energia e otimiza a utilização de água potável. Segundo o presidente da Codemig, uma série de detalhes torna as construções referenciais de alta tecnologia. “É a maior obra de edificação em um só local, ou seja, em área construída, da América Latina. O projeto de Niemeyer extrapola a beleza arquitetônica, pois há uma preocupação com a funcionalidade e com o desenvolvimento sustentável.” Entre os diferenciais, o presidente da Codemig cita a tecnologia das janelas, de vidro duplo com persianas internas, o que as torna termicamente eficientes, reduzindo 70% a passagem de calor e de ruídos. O sistema de ar-condicionado, um dos maiores do país, consome metade de energia dos modelos convencionais. Nos banheiros, foi empregado sistema de descarga a vácuo, similar ao utilizado em aviões, que reduz em 80% o gasto de água nos vasos sanitários. Softwares vão permitir o uso racional dos elevadores. Tanto a energia elétrica quanto o ar-condicionado serão controlados por uma central que evitará refrigeração ou iluminação de ambientes ociosos. |
De dimensões gigantescas, a área do terreno corresponde a duas vezes e meia ao da montadora Fiat, em Betim. A reserva ecológica que circunda o complexo será transformada no Parque Estadual Serra Verde, o que o torna o segundo maior em área da região metropolitana, depois do Mangabeiras. O parque será aberto à visitação pública até o final deste ano. A sede do governo funcionará no Palácio Tiradentes, um edifício que bate recordes mundiais, primeiro por ser o maior prédio suspenso em concreto do mundo, e por apresentar um vão livre de 146 metros de comprimento por 20 de largura. As secretarias serão divididas em dois prédios (o primeiro batizado de Minas e, o segundo, Gerais), e entre ambos foi erguido o centro de convivência, que funcionará como um shopping, mesclando lojas, postos bancários, restaurantes e serviços. Anexo ao Palácio Tiradentes fica o auditório Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, com 500 lugares. Também haverá unidades de apoio para equipamentos. Ao todo, vão trabalhar na Cidade Administrativa 16,5 mil servidores públicos. A previsão é de que cinco mil pessoas circulem diariamente pelo complexo. |
Segundo Oswaldo Borges, o escritório de Oscar Niemeyer desenvolve uma pesquisa para descobrir projetos similares de construções públicas em todo o mundo. “Até agora, temos conhecimento de modelos de centros administrativos que reúnem em uma área vários prédios isolados, como é o conceito da UFMG, no campus Pampulha. Por enquanto não encontramos nenhum modelo de complexo único, centralizado.” De acordo com o cronograma de transferência do funcionalismo, até o final de outubro todos os 43 órgãos estarão na nova sede. Com a mudança, o Circuito Cultural Praça da Liberdade será aberto ao público. A primeira inauguração, marcada para março, será o prédio do Espaço TIM UFMG do Conhecimento, e todo o complexo da praça estará em pleno funcionamento até o final de 2011, quando será inaugurado o último empreendimento, o Circuito Cultural Banco do Brasil. “O Circuito da Praça da Liberdade é um dos mais ousados projetos culturais do país”, elogiou o presidente da Codemig. Para Oswaldo Borges, só o tempo comprova as atitudes visionárias dos governantes. “Quando o Palácio da Liberdade foi construído, pensava-se que ele pudesse ser o centro do governo por muito mais de 100 anos. Lembrando o que disse o governador Aécio, quando anunciou o projeto da Cidade Administrativa, hoje planejamos a nossa capital para as próximas cinco décadas.” |
Mês a mêsRaquel Ayres Para garantir maior comodidade aos servidores, a transferência de secretarias e órgãos do governo estadual de Minas Gerais está sendo feita de forma gradual, entre fevereiro e outubro deste ano. Por mês, de 1,8 mil a 1,9 mil pessoas Cronograma de Mudança 22 DE FEVEREIRO
1º DE MARÇO
FINAL DE MARÇO
FINAL DE ABRIL
FINAL DE MAIO
FINAL DE JUNHO
FINAL DE JULHO
FINAL DE AGOSTO
FINAL DE SETEMBRO
FINAL DE OUTUBRO
|
De casa novaEstá no dicionário Aurélio: mudar é sinônimo de, entre outras coisas, “pôr em outro lugar, dispor de outro modo, remover, deslocar”. Aqui em Minas, alguns servidores públicos estão vivenciando o vocábulo desde fevereiro, quando se iniciou a transferência das secretarias para a Cidade Administrativa. A revista Viver Brasil esteve presente, em 22 de fevereiro, no primeiro dia de trabalho dos funcionários das secretarias de Planejamento e do Governo e colheu depoimentos sobre as impressões a respeito da mudança e os possíveis impactos. Texto: Nayara Menezes e Raquel Ayres "Estou adorando tudo aqui. Eu gosto de mudanças, do que é novo. O lugar é bonito, tem uma energia boa. É muito bom estar todo mundo trabalhando junto, acredito que haverá mais integração e proximidade entre os funcionários. Apesar de ser mais distante da minha casa, levei o mesmo tempo, porque vim de metrô. Mas já estou até providenciando minha mudança aqui pra perto, pois a região é boa e tende a desenvolver ainda mais. Nada melhor que trabalhar o mais próximo possível do trabalho." Rosângela Rodrigues Castro, |
Vinicius Marins, empreendedor "Sou um dos entusiastas do projeto. Acompanho desde o início e estou muito contente com sua realização. Acredito que há muitos pontos positivos, como a modernidade do projeto de gestão, a facilidade no deslocamento entre os órgãos, o melhor atendimento ao cidadão, que poderá resolver praticamente tudo aqui. Estou feliz em participar de processo como esse, que será um marco para a cidade, assim como foi a construção das obras na lagoa da Pampulha na década de 60. Sei que essa será uma experiência única para todos nós. No futuro poderei dizer que participei de um projeto que promete marcar a história." |
Leonardo Carvalho Ladeira, "Acho a ideia de unificar o serviço muito interessante. Para nossa equipe, em especial, será muito melhor, pois trabalhamos acompanhando projetos em vários órgãos do estado. Gastávamos 2 horas e meia só em deslocamento entre as secretarias. Agora só vamos pegar o elevador. Acho que essa fase é de adaptação, tem a dificuldade em descobrir a melhor forma de chegar aqui, o melhor caminho, mas acredito que logo todo mundo já vai estar bem ambientado. Afinal, o ambiente aqui é muito agradável, espaçoso, acolhedor. Há ainda algumas questões para serem resolvidas, como a do estacionamento que é distante e pequeno, mas no geral, nossa primeira impressão foi muito boa." |
José Martins, advogado da assessoria jurídica "As mudanças exigem adaptação a uma nova realidade. E como em toda cidade grande, a tendência é que os serviços saiam dos centros para serem concentrados, como está acontecendo aqui. Acredito que nenhuma cidade do Brasil terá um centro cultural como o que será criado na região da praça da Liberdade, antigo local de funcionamento de algumas secretarias. Também gostei da ideia do ônibus seletivo, com ar-condicionado, vindo direto para cá. Assim, não precisarei enfrentar trânsito todo dia." |
Tuliana Vasconcelos, "Sem dúvida a estrutura daqui é ótima. O ambiente é mais espaçoso, agradável, tudo novo. A proximidade entre as secretarias facilitará bastante o nosso trabalho. O único ponto negativo é não ter vagas de estacionamento para todos os funcionários, pois isso impede que a gente venha de carro e possa ir daqui direto para outros compromissos. Espero que em breve tenha uma solução, nem que seja um estacionamento privado próximo ao prédio." |
Paulo Jasmim, "Pra mim, como para a maioria, o único ponto negativo foi a distância. Mas acredito que isso será minimizado com as novas linhas que serão colocadas para atender os funcionários que, assim como eu, moram na região Centro-Sul. A estrutura daqui é muito melhor, os equipamentos são novos. Acho também que no futuro vamos colher os frutos dessa economia que o estado fará com os aluguéis. Esperamos que o dinheiro poupado possa agregar-se ao nosso salário." |
Poliana Lopes, "Achei o ambiente de trabalho muito agradável, gostei da facilidade de deslocamento entre as secretarias, pois vai facilitar bastante nosso trânsito nas reuniões, o que tornará o trabalho mais eficiente. Para mim, o único problema daqui é a distância, porque antes gastava apenas 15 minutos e hoje foram 45. Então vou gastar mais tempo em deslocamento. Mas sei que durante o trabalho o tempo será mais bem aproveitado." |
João Luiz Soares, "Uma mudança deste porte não é elementar. Tudo que está sendo proporcionado aqui é de alta qualidade, desde mesas, cadeiras até a iluminação impecável. Um ponto muito importante é a sinergia entre as equipes. É notável que será mais rápido e fácil de nos comunicarmos, decidir, esclarecer. Este ambiente open-office aproxima as pessoas. Acabei de ir até a estação de trabalho de uma colega que antigamente ficava em outro prédio. Às vezes precisava falar com ela e não conseguia nem contato por telefone. É interessante observar o quanto o grupo que coordena a mudança está envolvido, estimulado e transmitindo para nós um bom clima. Vemos que estão tomando providências que fazem a diferença." |
Áurea Regina Franco de Carvalho, “Vejo a mudança de forma muito positiva. Consigo perceber que todos sentem a grandiosidade do projeto, sua importância para o desenvolvimento do setor Norte. Ao mesmo tempo parece que o ambiente já está melhor, todas as secretarias com o mesmo mobiliário; uma preocupação com a ergonomia e o conforto do funcionário. Há espaço para guardarmos bolsas e materiais. Fomos recebidos até com chocolates de boas-vindas, um luxo. As condições anteriores eram precárias; nem em todas salas havia ar-condicionado e até o café melhorou. Eu me vejo num documentário." |
Maria da Consolação Lourenço, auxiliar de "Eu gastava no mínimo 1h40 para ir da minha casa, em Justinópolis, até o trabalho, em Lourdes. Pegava o trem até a estação central, de lá o ônibus até o centro e depois para o Lourdes. Sem falar que acho que mudanças são sempre boas. O local de trabalho é mais confortável. Estou entusiasmada." |
Bruno Sanches Perdigão, "A estrutura, além de ter boas instalações e maquinário novo, aproxima as pessoas e os órgãos do estado. Acredito que realmente é uma iniciativa importante para desenvolver o setor Norte. Afinal, serão 15 mil servidores com demandas que trarão consumo de massa para uma parte da cidade que ainda não está tão desenvolvida. Haverá a chance de abrir novos empreendimentos. Também vai aliviar o trânsito para o lado da praça da Liberdade, onde funcionavam as secretarias.” |
O verde predominaUm jardim seria pouco para uma cidade. Por isso, um parque compõe a área que abriga a nova sede do governo de MinasNayara Menezes Um projeto verde que estivesse em plena harmonia com a obra monumental idealizada por Oscar Niemeyer. Esse foi o desafio dos paisagistas Thiers Matos e Flávia Renault. “A única orientação dele foi que não houvesse nada que tapasse os prédios,” conta Flávia. A exigência é traço característico de um dos mais renomados arquitetos brasileiros, que gosta que suas obras saltem aos olhos do público, sem interferências. Assim como foi feito em Brasília, o projeto paisagístico será simples. Plantas dos biomas brasileiros, em especial, espécies da mata atlântica e cerrado, nativas de Minas Gerais foram escolhidas para compor os 250 mil m2 de área verde. Para se ter noção da grandiosidade do projeto, no espaço caberiam mais de 35 campos de futebol. “Será um dos maiores canteiros públicos do Brasil”, comenta Flávia. Ela explica que o projeto não está sendo tratado apenas como um jardim, mas sim como um parque. O local vai funcionar ainda como germoplasma, ou seja, banco de material genético da flora brasileira. Ainda não dá para se ter uma ideia precisa de como ficará o projeto paisagístico, já que muitas mudas levarão anos para crescer. Mas, segundo os paisagistas, a área que hoje parece um descampado dará lugar a grande mata, com árvores frutíferas, como jabuticabeiras, pequizeiros e goiabeiras. “As plantas foram selecionadas também com a intenção de atrair a fauna, como pássaros.” Quaresmeiras, ipês e palmeiras também farão parte do parque. As únicas espécies não nativas da flora brasileira, segundo a paisagista, serão as palmeiras imperiais, que fazem um ligação histórica com a praça da Liberdade, primeira sede do governo de Minas. “Serão cerca de 200 palmeiras que ornamentarão o caminho que leva até o Palácio do Governador”, afirma a paisagista. Cerca de 30 mil espécies de sálvias já formam o triângulo no centro do jardim, uma alusão à bandeira de Minas. Um projeto simples, mas, sem dúvida, grandioso. |
Diversidade Plantas e flores:
Árvores frutíferas:
|
Canteiro de ObrasDiretores dos três consórcios responsáveis pela construção da Cidade Administrativa contam alguns segredos tecnológicos que permitiram que o cronograma fosse cumprido sem atrasosRaquel Ayres |
Consórcio 1Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Santa Bárbara EngenhariaResponsabilidades: construção do auditório, do Palácio do Governo e infraestrutura (abertura de ruas, terraplenagem, conformação de terreno, drenagem, redes de águas pluviais e de esgoto e contenção de taludes). Utilização de tecnologia e mão-de-obra extremamente sofisticada. Esta combinação foi fundamental para garantir ao consórcio formado pelas construtoras Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Santa Bárbara Engenharia sucesso no desafio de executar mais um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. “Pela utilização farta de linhas curvas na estrutura, as obras exigem apuro técnico significativo na execução. Os projetos de Niemeyer são únicos. Este, especialmente, por ter o maior vão livre suspenso do mundo em obras prediais. A técnica de execução foi exigente e refinada”, garante o superintendente regional da Camargo Corrêa em Minas Gerais, Eduardo de Camargo. Para ele, a Cidade Administrativa será proporcionalmente tão importante para os mineiros quanto Brasília foi para quem lá vivia à época de sua construção. |
Consórcio 2Construtora Odebrecht, Queiroz Galvão e OASResponsabilidades: execução das obras do lote 2, composto por um prédio de 17 pavimentos que abrigará secretarias de Estado, com área construída de 116,2 mil m2. A construção exigiu que a Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS buscassem disponibilizar recursos em equipamentos, tecnologia, logística, em função da execução das fachadas de alumínio e vidro com sistema unitizado usado nas edificações mais modernas do mundo. Também com intuito de cumprir prazos com qualidade, segurança, responsabilidade social e respeito ao meio ambiente para que tanto cliente como comunidade fossem plenamente atendidos. “Todos os painéis são pré-fabricados, resumindo o processo in loco à instalação da fachada em painel de vidro duplo insulado com persiana embutida responsável pelo tratamento térmico e acústico do edifício, racionalizando o gasto de energia”, diz o diretor de contrato do consórcio, Fernando Victor Gondim Ribeiro. |
Consórcio 3Construtora Andrade Gutierrez, Via Engenharia e Barbosa MelloResponsabilidades: execução das obras do lote 3, composto por um prédio de 17 pavimentos que abrigará secretarias de Estado, com área construída de 1.16,2 mil m2, a construção do centro de convivência, uma coroa circular com 60 m de diâmetro e 7.556 m2 de área, além da execução de central de água gelada com 3.326 m2 de área construída que atenderá às secretarias 1 e 2 e, emergencialmente, ao Palácio do Governo. “A solução de pré-montar as vigas e lajes proporcionou redução no prazo da armação, com impacto no ciclo da concretagem dos setores e pavimentos do prédio 2”, destaca o superintendente da Andrade Gutierrez, Bruno Villani, a respeito da industrialização do processo de armação das vigas e lajes. Tais estruturas foram cortadas, dobradas e pré-montadas em central de armação. Para fabricação e lançamento de todo concreto utilizado na obra foi instalado no canteiro industrial uma usina de concreto. As fachadas dos edifícios contarão com pano de vidro constituído de fechamento duplo com sistema de venezianas internas que proporcionarão flexibilidade na iluminação. |
Vou de MetrôGrande maioria dos servidores que irão trabalhar na Cidade Administrativa optou pelo uso do transporte público para se deslocarTexto: Cláudia Rezende Desde o dia 22 de fevereiro, quase 2 mil pessoas deixaram de ir para o centro de Belo Horizonte para trabalhar. O percurso que elas fazem, agora, é para a região de Venda Nova. São servidores do estado que vão para a Cidade Administrativa (CA), a nova sede do governo estadual, no bairro Serra Verde. Até o final do ano, o número de funcionários públicos que terão que fazer o mesmo trajeto chegará a 16,5 mil, sendo que 73% deles vão preferir utilizar o transporte público. Para tornar possível o deslocamento desses milhares de funcionários para a CA – mais os cerca de 4 mil visitantes diários –, o sistema de transporte público de Belo Horizonte precisou ser rearticulado e reforçado. A base principal é o incentivo ao uso do metrô, que, nos horários de pico, faz o trajeto centro/Venda Nova praticamente vazio. E é nesse período que os servidores estão indo para o Serra Verde. “O metrô é um meio mais ágil, e os funcionários vão utilizá-lo no contra-fluxo do grande fluxo de passageiros, na ida e na volta”, observou a secretária de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Renata Vilhena. Assim, foram criadas sete novas linhas – totalizando cem ônibus – pela Empresa de Trânsito e Transporte de Belo Horizonte, a BHTrans. Seis delas fazem conexão com estações do metrô. No momento inicial, não são todas as linhas que estão em plena operação, mas, de acordo com Renata Vilhena, o sistema estará em completo funcionamento até outubro deste ano. A estação Vilarinho, em Venda Nova, é a que fica mais próxima da Cidade Administrativa, a cerca de 5 km, o que dá, aproximadamente, sete minutos de carro ou de ônibus. Como muitos dos servidores pegarão ônibus ou trem para ir em direção à estação, foi criada uma linha de ônibus fretado, gratuito, com capacidade para levar 120 passageiros até a CA. “O ônibus fretado vai levar somente os servidores, que vão se identificar com o crachá da Cidade Administrativa”, destacou. Segundo Renata Vilhena, nos horários de pico, os coletivos normais vão até a CA. Fora deles, os fretados é que irão completar o trajeto. Ao chegar à cidade, o funcionário poderá utilizar os ônibus de circulação interna, já que há pontos muito distantes dos outros. Até o mês de setembro, será colocado em circulação um ônibus especial, com ar-condicionado e tarifa mais cara, que sairá da Savassi, Centro-Sul de Belo Horizonte, com destino à Cidade Administrativa. |
Com relação aos servidores que moram em municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a secretária informou que 80% deles já utilizam o serviço metropolitano de transporte, coordenado pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop). Como os demais funcionários que irão utilizar ônibus e metrô, caso precisem pegar dois ou mais veículos, terão direito de usar a integração. A partir desse sistema, há desconto na passagem de menor valor. Por exemplo, se pagam 2,30 reais em um coletivo e 1,80 real no metrô, a tarifa do metrô vai sair por 90 centavos. Para facilitar o uso da integração, os crachás dos servidores também servirão como cartão do BHBus para que possam carregar os créditos do sistema de transporte, que não é custeado pelo governo do estado. Para quem fez a opção de ir de carro particular para a Cidade Administrativa, há vagas de estacionamento, mas algumas são mais baratas e outras, mais caras. De acordo com a secretária, cada órgão do governo está recebendo um determinado número de lugares para os carros com mensalidade de um centavo. “Cada gestor vai definir, dentro de sua unidade, quem deverá receber a vaga”, informou. |
Os funcionários que não tiverem direito de usar o espaço terão o estacionamento comum, com diária de 20 reais. A expectativa é de que cerca de 4.320 servidores (27% do total) utilizem veículos particulares para ir até o Serra Verde. Ao todo, estarão disponíveis 3.946 vagas de estacionamento e haverá lugares no subsolo dos prédios para veículos oficiais. Para tentar reduzir o número de carros que vão para a CA, a Seplag criou o Projeto Melhorar, que vai incentivar a carona. Interessados em pegar ou oferecer lugar no veículo para a cidade deverão se cadastrar no site HTTP://melhoramg.meioambiente.mg.gov.br e informar onde moram. O sistema vai cruzar as informações, colocando em contato uma pessoa que reside próxima a outra para que possam combinar a forma de ir juntas para o trabalho. O arquiteto Rafael Prates Yanni, que trabalha na Seplag, está torcendo para que o sistema de caronas dê certo. Ele mora no bairro Prado, na região Noroeste de Belo Horizonte e, enquanto não consegue um colega para ir de carro, fez a opção por utilizar metrô e ônibus. “Sou usuário convicto do transporte coletivo. Vou andar 15 minutos a pé até a estação Carlos Prates. Em 35 minutos, devo chegar à estação Vilarinho e, lá, pego o ônibus fretado. Devo levar uma hora para chegar”, disse. Quando trabalhava no bairro Funcionários, Centro-Sul da capital, ele ia para o serviço de táxi lotação e voltava a pé para casa. O metrô também foi o transporte escolhido pela gestora Raissa Veloso, que trabalha na Seplag. Antes da mudança, ela ia de casa, no bairro Anchieta, Centro-Sul, ao trabalho, no Funcionários, de ônibus. “Acho que essa mudança vai melhorar muito a qualidade de vida em Belo Horizonte, diminuindo o fluxo de veículos no centro”, disse. Segundo ela, a maioria dos colegas de trabalho está optando pelo transporte coletivo. |
NúmerosComo moram os servidores do estado em % |
|
Como pretendem ir para a Cidade Administrativa Novas linhas da BHTrans Estacionamento para o transporte particular Valores do estacionamento
|
|
Transporte RMBH – Setop Conexão importante Estação Eldorado % de servidores da RMBH: 34 Linha 1380 – Industrial/Cardoso B Cidade : Santa Luzia Conexão importante Estação São Gabriel % de servidores da RMBH: 13 Linha 4160 – Imperial/Estação São Gabriel, 13 Cidade : Sabará Conexão importante Estação José Cândido % de servidores da RMBH: 11 Linha 4988 – Sabará/BH, 4665 – General Carneiro/BH Cidade : Ribeirão das Neves Conexão importante Estação Vilarinho % de servidores da RMBH: 10 Linha 5460 – Inácia de Carvalho/ Estação Vilarinho/ Venda Nova Cidade : Nova Lima Conexão importante Estação Lagoinha % de servidores da RMBH: 5 Linha 3832 – Nova Lima/ Belo Horizonte 3838 – Rio Acima/ Belo Horizonte Cidade : Ibirité Conexão importante Estação Eldorado/ Lagoinha % de servidores da RMBH: 4 Linha |
Opções de AcessoSindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano promove algumas mudanças e estuda a criação de novas linhas para atender ao aumento da demanda na região Norte de BHTexto: Cláudia Rezende Foto: Alexandre Mota A transferência dos 16,5 mil servidores para a Cidade Administrativa, no bairro Serra Verde, região de Venda Nova, exigiu adaptações também no transporte metropolitano, já que há funcionários que precisam se deslocar das cidades vizinhas para Belo Horizonte. Por parte do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), existem mudanças em curso para facilitar a vida de quem vai para o local. Entre elas, estão a dinamização e aperfeiçoamento do uso da bilhetagem eletrônica e o estudo de criação de quatro novas linhas para atender à região. De acordo com a diretora de comunicação e marketing do Sintram, Valéria Reis Couto, o sindicato apoia a iniciativa do governo de transferência dos órgãos para a Cidade Administrativa. “Achamos que vai representar um ganho em agilidade e produtividade. O Sintram está se estruturando para atender à população e o servidor com qualidade”, diz. A entidade congrega, hoje, 48 empresas de ônibus que fazem o transporte intermunicipal na Região Metropolitana de Belo Horizonte, reunindo a frota com 3 mil veículos, 16 mil operadores e cerca de 19,2 milhões de passageiros por mês, conforme dados de 2009. Segundo Valéria Couto, atualmente, seis linhas do Sintram atendem ao vetor Norte, mas, conforme o aumento da demanda e o movimento dos usuários da Cidade Administrativa, poderão ser criadas mais quatro linhas. Os itinerários ainda não estão definidos. “Tudo será avaliado de acordo com a transferência dos servidores”, afirma. Outro projeto em estudo pelo Sintram é a implantação de um ônibus executivo, com ar-condicionado, para fazer o percurso. Além disso, existem cerca de 60 linhas que passam pela MG-010 e podem ajudar no deslocamento até a Cidade Administrativa. Em fase de implantação, o sistema de integração entre as linhas do Sintram – que vai permitir desconto de 50% na segunda passagem – também tem o objetivo de facilitar a movimentação para o Serra Verde. Hoje, só existem coletivos metropolitanos e os da BHTrans. De acordo com informações do departamento técnico do sindicato, para diminuir o fluxo de veículos na região central da capital e dar mais opções para o usuário, serão construídos terminais metropolitanos. O passageiro poderá pegar um coletivo de linha alimentadora, descer em uma dessas unidades e escolher outro que possa levá-lo com mais rapidez e conforto ao destino. Serão 20 terminais, construídos pela Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) e utilizados pelas empresas que formam o Sintram. O mais próximo da Cidade Administrativa será o Linha Verde, no bairro Morro Alto, em Vespasiano, na região metropolitana. |
Ações do Sintram para a Cidade Administrativa
Onde consultar endereços de postos do Ótimo: O Sintram Fonte: Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) |
Valéria Couto afirma que o grande avanço obtido pelo Sintram com a mudança do governo estadual para a Cidade Administrativa foi a unificação do sistema de bilhetagem eletrônica Ótimo (das linhas intermunicipais) e o BHBus (da BHTrans) em um só cartão, que também funcionará como crachá de acesso do funcionário ao complexo. “O servidor não vai precisar usar dois cartões. Terá tudo dentro de um só”, diz. Dentro da Cidade Administrativa, será montado um posto de carga do Ótimo para que as pessoas não precisem se deslocar para colocar créditos no cartão. De acordo com o gerente de bilhetagem eletrônica do Ótimo, Ricardo Porichis, o sistema unificado foi implantado por decisão do governo. Cada cartão terá chip com três áreas separadas – uma para o cartão Ótimo, outra para o BHBus e a última para utilização como servidor na Cidade Administrativa. Os leitores dos ônibus e da sede do estado, para cada função, vão reconhecer o chip. “É como se fossem três cartões em um só.” Cada funcionário terá um crachá personalizado. Assim, é possível saber de quem são os cartões e os créditos da bilhetagem eletrônica. Em fevereiro, chegou ao Sintram o cadastro de 3.993 servidores para validação do Ótimo. O sistema integrado deve estar em pleno funcionamento até o final de março. O Ótimo foi implantado há um ano e meio e, hoje, tem cerca de 500 mil usuários. De acordo com Ricardo Porichis, serão instalados 10 novos pontos de venda de créditos em Contagem, Santa Luzia, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Sabará, Betim, Brumadinho, Igarapé e Nova Lima. Ele também informa que, até o final de março, a bilhetagem eletrônica do Sintram estará instalada nas estações do metrô. Assim, o usuário poderá utilizar o mesmo cartão do ônibus metropolitano para pagar a passagem dos trens urbanos. Segundo Ricardo Porichs, serão montados 50 postos de vendas do Ótimo nas estações. |
Hora da MudançaAntes da transferência de 16,5 mil servidores para a Cidade Administrativa, duas empresas cuidaram para que tudo estivesse organizado em detalhesAna arsênio e Lilian Lobato Colocar a máquina em funcionamento. Literalmente esta é a função da Accenture, empresa especializada em consultoria, tecnologia e terceirização de processos de negócios, contratada em concorrido processo licitatório, em janeiro de 2009, para operacionalizar a Cidade Administrativa, nova sede do governo de Minas. “Vamos colocar o avião em velocidade de cruzeiro”, resume o consultor da Accenture, Cesar Pilli. A empresa, cuja matriz fica nos Estados Unidos, atua em 120 países. No Brasil, possui escritórios em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. |
“Estamos em Minas há mais de 20 anos, com clientes tanto na iniciativa privada quanto no setor público”, diz Pilli. Segundo ele, sua empresa veio suprir a necessidade do governo do estado de integrar a construção à operação da Cidade Administrativa. “Toda obra deste porte tem que ser operacionalizada para que não corra o risco de se tornar um elefante branco. Fica pronta e não se executa a mudança”, argumenta. O papel da Accenture neste contexto, de acordo ainda com o consultor, é definir, entre outros, modelos de transporte, alimentação, acesso à internet, enfim, ações que se coadulem visando ainda a diminuição de custos. A ideia, segundo Pilli, é reduzir os custos do governo em 85 milhões de reais por ano com a máquina da administração do estado. “Com a concentração das secretarias na Cidade Administrativa, por exemplo, teremos redução em serviços de locação de imóveis, água, correios e vários outros”, exemplifica. |
Segundo Cesar Pilli, para fazer a operacionalização da Cidade Administrativa, a Accenture se baseia em três fases. A primeira delas, iniciada em janeiro de 2009, logo após a empresa vencer o processo licitatório, foi a definição dos modelos de negócios e concepção de operação. Neste processo inicial, que teve a duração de seis meses, foram trabalhados seis grandes grupos: transporte, alimentação, utilities (energia, água), escritório, tecnologia de informação e comunicação (TIC) e serviços prediais (limpeza, jardinagem, segurança). “Definimos desde a melhor forma de se chegar ao local, se de metrô, ônibus ou carro, à melhor maneira de acesso à internet, visando mais segurança ao sistema”, afirma Pilli. A segunda fase foi a contratação de prestadores de serviços, tudo, é claro, com base em processos licitatórios. O interessante deste processo é que as empresas contratadas passam por constante avaliação e recebem por seus trabalhos de acordo com o índice de satisfação dos usuários. “Por exemplo: os usuários do restaurante irão avaliar o desempenho dos serviços por meio de notas diárias, valores que serão computados todo mês. Se a empresa responsável pela alimentação não atingir a meta, ela recebe apenas uma parte da remuneração por seus trabalhos. Se no final de um ano a avaliação for negativa, o contrato é desfeito. São medidas previstas no contrato”, diz. E assim ocorrerá com o transporte, fornecedores e até mesmo os serviços prestados por empresas do governo, como Cemig e Copasa. Todos serão avaliados. |
A terceira e última fase desenvolvida pela Accenture na Cidade Administrativa é a transição e implantação definitiva de políticas, processos e normas de operação. Onde entram ainda serviços básicos como horários de carga e descarga, reciclagem de lixo e outros essenciais para o funcionamento adequado do local que irá abrigar 16,5 mil servidores. Cesar Pilli conta ainda que cada um dos funcionários recebeu kit personalizado, que tem por objetivo diminuir os ruídos da transferência. “Estamos planejando a mudança órgão a órgão. Consultando o kit, o servidor poderá se informar desde o modelo de alimentação oferecido ao local onde irá trabalhar, sua mesa, seu ramal. Tudo personalizado”, diz Pilli. “Nosso objetivo é apresentar soluções práticas para o bom funcionamento da Cidade Administrativa”, completa, lembrando que todo este trabalho será coordenado por um núcleo do governo de Minas. O contrato da Accenture com o estado termina em dezembro deste ano.
|
Ao chegar ao novo local de trabalho, o servidor público irá encontrar ambiente corporativo organizado, moderno, eficiente e atualizado. Quem garante é Ivo Wohnrath, da Athie Wohnrath Associados Arquitetura Corporativa, empresa selecionada, dentre vários escritórios, para cuidar do plano diretor de ocupação e organização dos ambientes e escritórios da Cidade Administrativa. “Há cerca de um ano, o trabalho foi iniciado. Somos responsáveis pelo planejamento espacial. Entendemos a demanda do governo de Minas e, a partir dos dados levantados, de quantas pessoas ocupam as secretarias, programamos o que seria feito”, conta Paulo Homem de Mello, arquiteto responsável pelo processo na Athie.
|
Ivo Wohnrath destaca que a Cidade Administrativa é o complexo de maior expansão do Brasil. São 240 metros de áreas de interiores, volume representativo. “Montamos uma equipe com cerca de 50 pessoas, entre arquitetos, engenheiros e profissionais responsáveis pelo planejamento de campo. De março a julho de 2009, definimos o conceito dos móveis e demos apoio à licitação dos fornecedores. Depois, lapidamos o leiaute e acompanhamos a implantação”, diz. Segundo Wohnrath, esta foi a primeira vez que sua empresa realizou trabalho para uma entidade pública. “Ficamos surpresos com o grau de competência e profissionalismo que existe”, destaca. Wohnrath afirma ainda que os móveis foram desenhados exclusivamente para a Cidade Administrativa. Segundo ele, a intenção foi de não depender de um único fabricante. Dessa forma, foram escolhidos 17 fornecedores por meio de licitação. “Os móveis são iguais, independentemente dos fabricantes. Com isso, houve redução de 20 milhões de reais no custo.” No total, foram investidos 80 milhões.
|
“Além de pensar em um ambiente moderno, pensamos também em promover a interação e a sinergia entre os profissionais e as secretarias”, diz. Para isso, a estrutura é dinâmica, as divisórias entre as mesas são baixas, o ambiente é aberto e todos podem se ver e se comunicar. Os móveis foram padronizados em cada detalhe, permitindo uma melhor relação das pessoas no ambiente de trabalho. “A qualidade e a beleza da Cidade Administrativa irão motivar os funcionários do govenro, que vão se sentir bem em trabalhar com equipamentos novos, que atendem às necessidades”, acredita.
|
De acordo ainda com Ivo Wohnrath, os gabinetes não possuem espaços grandes demais, nem sobras, apenas o suficiente. Além disso, houve preocupação com a segurança e o desenvolvimento imobiliário, para que atendessem às normas brasileiras de ergonomia. Em março, o palácio inteiro, três andares da Torre 1 e dois da Torre 2, estarão concluídos. “A migração das secretarias será feita gradativamente. Tudo está dentro do cronograma”, diz, lembrando que a decoração de algumas áreas do palácio ficou a cargo do escritório de Oscar Niemeyer. A Athie Wohnrath está no mercado há 20 anos, com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro. A empresa é voltada para a arquitetura corporativa e se desenvolveu muito com apoio na eficácia, otimização dos custos, sustentabilidade e segurança, com metodologia e softwares próprios. “Hoje, são 270 colaboradores e já fizemos projetos na Europa e também na América Latina”, afirma. |
Obra do Mestre NiemeyerAna Arsênio e Terezinha Moreira Acho que este conjunto vai ficar tão bonito, tão imponente, que diante dele criei uma larga rua de passeio – só pedestres – onde o povo, satisfeito, possa também apreciar a beleza desta obra que, a meu ver, vai marcar o início dessa arquitetura monumental que, em certos casos, se faz monumental.” A previsão inicial do mestre da arquitetura brasileira, Oscar Niemeyer, sobre mais uma de suas obras, se concretizou. Hoje, a Cidade Administrativa, com toda a sua imponência, representa um dos marcos mais importantes na história arquitetônica e urbanística de Belo Horizonte. A obra já se transformou em mais um cartão-postal da capital mineira, ao lado de outras de Niemeyer como o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o Edifício Niemeyer, o Iate Clube e o Conjunto JK. Cada uma dessas obras se destaca por suas peculiaridades, que o diga o arquiteto e estudioso sobre os trabalhos do mestre, Danilo Matoso Macedo. “A obra de Oscar Niemeyer tem vários momentos distintos. Não acho que a Cidade Administrativa possa ser comparada à Pampulha, por exemplo. São fases distintas de sua arquitetura”, diz. Segundo o arquiteto, que já realizou vários projetos de iniciação científica sobre a arquitetura moderna mineira, talvez o único ponto em comum entre elas seja a habilidade de Niemeyer em trabalhar com o espaço vazio. |
“Suas obras sempre fazem uso de vazio complementar, de modo a tornar visíveis os volumes puros por vários ângulos distintos, criando uma situação urbana. Em alguns casos, como no Conjunto Governador Kubitschek ou no Edifício Niemeyer, ele aproveita o vazio das praças existentes. Quando não há este vazio, ele o cria dentro do próprio terreno, por meio de uma habilidosa implantação. Esta estratégia diferenciada destaca-se naturalmente no tecido urbano tradicional”, diz o arquiteto.
|
Danilo Matoso Macedo nasceu em Brasília, mas se formou em arquitetura pela UFMG. Sua dissertação de mestrado, concluída em 2002 também pela UFMG, tinha por temas as obras de Oscar Niemeyer em Minas Gerais, projetos no período de 1938 a 1955. Lembrando que em 1940, Niemeyer deu vida ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha, a pedido de Juscelino Kubitschek, prefeito de Belo Horizonte. Até hoje chamam a atenção a Casa do Baile, o Museu de Arte da Pampulha, a Igreja São Francisco de Assis e o Iate Clube, este construído também na mesma época. Já o imponente Conjunto JK, nas imediações da praça Raul Soares, foi erguido em 1963. A obra mais recente de Niemeyer em Minas, a Cidade Administrativa, idealizada pelo governo Aécio Neves, vai abrigar todas as secretarias e órgãos do estado. Ao todo, o conjunto possui cinco edificações, sendo a mais imponente o Palácio Tiradentes. Sede do governo, ele é suspenso por cabos de aço, formando o vão livre de 147 metros no térreo. As secretarias ficam em dois prédios idênticos, feitos em curva, com 15 andares cada um. O centro de convivência em formato redondo, com lojas, restaurantes e bancos, além de auditório de quase 500 lugares completam o cenário. A construção côncava, com espaço vazado na parte de cima, representa a figura de um olho e lembra a igrejinha da Pampulha, obra que reflete bem o estilo arquitetônico de Niemeyer. “Tivemos, desde o primeiro momento, a preocupação de simplificar e fazer o mínimo de prédios possível. Buscávamos uma solução que fosse adequada à importância do projeto e que, ao mesmo tempo, garantisse o menor custo possível”, diz o principal parceiro de Oscar Niemeyer, o engenheiro calculista José Carlos Sussekind, durante visita ao ainda canteiro de obras da Cidade Administrativa. Na ocasião, Niemeyer, ao lado do colega, também se expressou: “É preciso haver entusiasmo e a certeza de que essa obra vai ser importante para Belo Horizonte.” |
Segundo Danilo Macedo, é sempre importante frisar que a obra de Oscar Niemeyer não existe como um fato individual e isolado. Ela é fruto de ambiente cultural bastante frutífero, em que diversas pessoas e grupos desempenharam seus diversos papéis. “Sem uma cultura excepcional de cálculo e execução de concreto armado, por exemplo, coisa que tínhamos no Brasil na época, a Pampulha não teria sido possível”, destaca Danilo Macedo. No entanto, ele afirma não concordar com o clichê popular que diz que a arquitetura de Niemeyer é bonita, mas não é funcional. Para ele, trata-se de visão míope da questão da funcionalidade. As funções de um edifício mudam dia a dia. Na maioria dos casos, alteram antes mesmo de que a obra fique concluída, gerando adaptações durante a execução. Nesse sentido, na opinião de Danilo, não há edifício que seja inteiramente adaptado às suas funções. Há, isso sim, prédios que são mais adaptáveis a funções diversas. “E, nesse aspecto, acho que as obras de Niemeyer são bastante funcionais, pois a simplicidade de sua concepção admite diversos usos, mantendo a integridade formal. Convido esses críticos a refletirem se há algum edifício que considerem inteiramente funcional. Não haverá nenhum. E entre um prédio bonito e não funcional e outro feio e não funcional, eu fico com o primeiro”, completa. |
Justa HomenagemCidade Administrativa é inaugurada no dia em que Tancredo Neves completaria 100 anos. O nosso preito é relembrar um pouco da trajetória deste político mineiro que fez história no BrasilAlex Capela (Colaborou Iracema Barreto) Com a derrota da chamada emenda Dante de Oliveira, que instituía as eleições diretas para presidente da República no Brasil, em 1984, depois de 20 anos de governos militares, o ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves (1910-1985) foi o nome escolhido para representar uma das mais multifacetadas alianças políticas da história republicana. Não poderia ter sido diferente. Afinal, quem vê hoje o governador Aécio Neves (PSDB) colocar-se como um conciliador sabe que o tucano herdou a principal característica do avô. Crítico mordaz em seus discursos, Tancredo usava um amplo repertório de frases para desestabilizar quem estivesse em seu caminho. Mesmo se o adversário fosse o também implacável general João Baptista Figueiredo. O ex-presidente militar também deixou um legado de críticas a diversas autoridades brasileiras. Tancredo foi uma delas. No entanto, o general elevou o mineiro ao hall dos políticos mais notórios da sua geração. Afinal, de Minas, Tancredo lançava lufadas na direção dos quartéis em favor da democracia, enquanto preparava as bases para a campanha Diretas Já – ação popular que mobilizou os jovens e pregava as eleições diretas para presidente. Debaixo dos olhos dos generais, tendo o senador José Sarney como vice, foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, representando o partido da oposição e derrotando Paulo Maluf, o nome da direita. “O Tancredo usava uma espécie de transformismo como força política na ação de cooptar os seus aliados. E ele conseguiu fazer, naquele momento, com que o país encontrasse uma solução moderada para a crise. A população já estava nas ruas num grande movimento popular”, explica o cientista político Fernando Massote. |
Com isso, o mineiro de São João del Rei conseguiu reunir, na mesma campanha, os autênticos e os moderados do PMDB, partido que ajudou a fundar e foi um de seus principais líderes, ao lado de Ulisses Guimarães. Apenas o PT optou por ficar de fora do acordo. “O nome de Tancredo sintetiza a conciliação na história da política brasileira. Enquanto todos pensavam que seguiria o rumo da radicalidade, ele fazia o inverso. Era um político pragmático e usava essa característica para conseguir apoiadores”, diz Ricardo Caldas, professor do Instituto de Ciência Política (IPOL) da Universidade de Brasília (UnB). Aos interlocutores, gostava de repetir a frase: “Nunca me convidam para um banquete. Só se lembram de mim na hora da tempestade”. Na véspera de tomar posse, em 14 de março de 1985, foi internado em estado grave no hospital e o vice-presidente José Sarney assumiu o cargo. Morreu no dia 21 de abril, em São Paulo, mesmo dia em que o país rende homenagens ao mártir Tiradentes. Diante da comoção nacional, Tancredo ficou, mais uma vez, de fora do banquete do que viria a ser a ressurreição da democracia brasileira. Filho de Francisco de Paula Neves e Antonina de Almeida Neves, Tancredo era o sexto de 13 filhos. Se ainda estivesse vivo, teria completado 100 anos no dia 4 de março. |
FRASES DE TANCREDO“Então não me conte. Se você, que é o dono do segredo, não consegue guardá-lo, imagine eu” (Quando alguém tentou contar-lhe um segredo) “Eu não merecia isso” (Ao neto Aécio, indo para a sexta operação) “É tapar o nariz com o lenço e ir ao Colégio Eleitoral, se isso for necessário. Pode ser ruim, mas não ir pode ser péssimo” (Em junho de 1984, quando sua candidatura indireta à Presidência da República já era fato consumado) “Até agora ele só enfrentou amadores, não enfrentou ninguém “Não é nada disso, minha filha. Macho é hoje uma palavra unissex” “O meu será um governo de centro, com tendências para a esquerda conservadora” (Após sua escolha como primeiro-ministro do governo João Goulart, em 1961) |
Exemplo na PolíticaAlguns passos de Tancredo.....
|
Empresa GlobalPioneira em trabalhos no exterior em sua área de atuação, Mendes Júnior vive nestes primeiros meses de 2010 a expectativa de voltar a atuar no mercado internacionalAna Arsênio e Lilian lobato Temos sido constantemente procurados por governos e empresas estrangeiras e nacionais para levarmos nossa engenharia para outros países. Estamos analisando projetos em Angola, Emirados Árabes, Panamá, Peru, Haiti, Mauritânia, entre outros", revela o vice-presidente de mercado da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes. Segundo ele, nos países em que atuou, a empresa deixou sua marca de qualidade e credibilidade. No final da década de 1970 e início dos anos 80, a empresa deu o grande passo para o seu crescimento no mercado externo, no Iraque. Foi contratada para a construção da ferrovia Baghdah-Akashat, da rodovia Expressway e de uma estação de bombeamento de água do rio Eufrates (Projeto Sifão). Na ocasião, cerca de 10 mil trabalhadores brasileiros foram mobilizados para as obras no Iraque. Foi montada a estrutura de 725 casas, 744 acomodações, hospital, escolas, supermercado e clubes. A atuação da Mendes Júnior no Iraque consolidou a empresa entre os grandes destaques da construção pesada nacional e internacional. Em 1985, foi entregue ao Ministério de Transportes do país a ferrovia Baghdad-Akashat, um projeto no valor de 1,3 bilhão de dólares. Já a rodovia Expressway foi construída de 1981 a 1986. Em 1984 foi dado início à construção do Projeto Sifão. |
"O Iraque é um país onde a Mendes Júnior fez história, mas, em princípio, não pensamos em voltar a atuar por lá. Hoje, as condições são outras e, apesar de o mercado de engenharia estar aquecido, a questão da segurança ainda nos preocupa bastante. Afinal, temos como premissa não expor nossos colaboradores a situações de risco", diz Sérgio Mendes. Além do Iraque, a empresa atuou no Chile, com projetos como o metrô de Santiago, o mineroduto de Collahuasi, a estação de tratamento de água de La Florida, túneis Corrales e a barragem de Puclaro. A Mendes Júnior esteve presente também na China, com a construção da usina hidrelétrica de Tianshengqiao I. E em países como a Mauritânia, Bolívia e Colômbia. Atualmente, no entanto, a Mendes Júnior atua mais no mercado interno, que está extremanente aquecido. Dos desafios de engenharia que têm estimulado e motivado a empresa, nos últimos anos, Sérgio Mendes destaca projetos como o da Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira (SP), as expansões das refinarias Duque de Caxias (RJ), Gabriel Passos (MG), Alberto Pasqualini (PR) e de Paulínia (SP), da Linha Verde do metrô de São Paulo, a manutenção de plataformas para a Petrobras, o gasoduto Cacimbas Catu (BA), o Rodoanel (SP), BR-101 (PE), BR-429 (RO), irrigação dos platôs de Guadalupe (PI), torre de TV digital, veículo leve sobre trilhos e estrada Parque Taguatinga (todos no DF) e o porto de Maceió (AL). |
A grande participação atual da Mendes Júnior em Minas Gerais é na Cidade Administrativa, nova sede do governo do estado, onde participou de dois consórcios. "Um deles executou o Palácio do Governo, projeto que conta 8
com o maior vão livre do mundo, com 147 metros de comprimento, além do auditório e de toda infraestrutura do local. No outro, liderado por nós, executamos o projeto do túnel de acesso à Cidade Administrativa", diz. Segundo Sérgio Mendes, a empresa realizou outros grandes projetos no estado, como o do aeroporto de Confins, a da siderúrgica José Mendes Júnior (atual Arcelor Mittal, em Juiz de Fora), a de hidrelétricas de Furnas, Itumbiara, Marimbondo, entre outras; a Via Expressa, metrô de Belo Horizonte, Boulevard Arrudas e a expansão da Rio Paracatu Mineração. |
Já o presidente da Mendes Júnior, Murillo Valle Mendes, destaca que Minas Gerais passa por uma fase promissora, de renascimento, o que colabora com os negócios de sua empresa. Ele revelou ainda que, em 2009, a companhia cresceu 60% frente a 2008. "O mercado da engenharia é muito grande e aumentou ainda mais. A fase do Brasil é de dar um salto maior. Obras para o setor de engenharia são essenciais e demandam firmas confiáveis. 2010 deve ser um ano bom e o Brasil tem tudo para abandonar as crises periódicas", prevê. De acordo com ele, a Mendes Júnior é um grupo forte e possui valores de competitividade e compromisso em honrar os contratos. "Nossa estratégia é ser uma empresa sólida, com o crescimento sendo consequência. O Brasil enfrentou muito bem a crise econômica mundial, mas o mundo ainda não resolveu os problemas que levaram a ela. Nosso país não foi pivô da crise, mas sofreu as consequências e ainda é preciso cautela", diz. Para Murillo Mendes, a empresa, no entanto, passou bem pela crise econômica, seguindo o planejamento estratégico."O setor de serviços de engenharia no país continua tendo alta demanda e o que não faltam são oportunidades. Só em problemas urbanos, de transporte, saneamento e energia, há muito trabalho que ainda não será solucionado este ano", acredita. |
Serão 30 lojasAlém dos restaurantes, servidores públicos da Cidade Administrativa contarão com comércio e serviços diversificados na edificação circular batizada de centro de convivênciaRaquel Ayres Para atender a população da Cidade Administrativa, 30 lojas estarão à disposição dos servidores e visitantes, formando o centro de convivência. Além de serviços essenciais como farmácia, terá agência de correio e praça de alimentação, lojas de celular, presentes, chocolates, papelaria e quiosques de artesanato e coleta de roupa para lavanderia. “Serão 16,5 mil pessoas que ficarão ali o dia todo e, quando forem embora, o comércio também já estará fechando. Elas precisarão resolver tudo por ali”, avalia Adriana Gribel, diretora financeira da Tenco Realty, empresa vencedora da licitação responsável pelo planejamento, desenvolvimento e gerenciamento dos negócios a serem disponibilizados no piso térreo, subsolo e no 9º andar. Neste pavimento, segundo Adriana, funcionarão três restaurantes – um self-service e dois à la carte – que terão a finalidade também de atender o governador, que recebe comitivas e delegações internacionais. De tamanho médio – por volta de 43 m2 –, as primeiras unidades comerciais serão inauguradas a partir de maio. Até o fechamento desta edição ainda não havia a definição de nomes e marcas que iriam compor o centro de convivência. A edificação conta com dois pavimentos em formato circular e localiza-se entre os prédios das secretarias. Seus 4,5 mil m2 são ligados aos dois prédios por meio de túnel e área externa. Formado por vigas que partem dos centros para as extremidades e outras circunferenciais que contornam o prédio, suas estruturas em curvas e vãos livres guardam a marca do arquiteto Oscar Niemeyer. |
Missão CumpridaPresidente da Codemig, Oswaldo Borges, emociona-se ao falar, em evento promovido pela VB Comunicação, sobre os desafios de um projeto grandioso: a construção da Cidade AdministrativaTexto: Vanessa de Cobucci Uma obra de dimensões gigantescas. A construção reúne o que há de mais eficiente e moderno em acústica, climatização e de uso racional de recursos. Esses são apenas alguns dos parâmetros apresentados pelo diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Borges da Costa Filho, para explicar aos presentes em almoço no Espaço V o processo de planejamento e de construção da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, já em funcionamento no bairro Serra Verde, região Norte da capital. Até outubro deste ano, o complexo será o local de trabalho de 16,5 mil funcionários públicos. Promovido pela VB Comunicação, o encontro reuniu empresários da construção civil, comércio, indústria, entidades de classe, além de representantes do Legislativo e do Executivo. Responsável pela implantação da Cidade Administrativa, a Codemig é uma empresa de economia mista, com foco no desenvolvimento econômico e de infraestrutura de Minas Gerais. O órgão possui receita própria, ou seja, seus recursos independem do tesouro público. Oswaldo Borges lembrou que os 1,2 milhões de reais de investimentos consumidos no complexo projetado por Oscar Niemeyer – que até o fechamento da edição chegava a 90% de conclusão e de pagamento às construtoras –, veio desse caixa único. A previsão é de que as obras sejam finalizadas em abril. “Tudo foi feito com recursos próprios, não utilizamos nada dos cofres públicos. O estado não deixou de atender a nenhuma de suas áreas para construir a Cidade Administrativa. Foi tudo minuciosamente planejado para que enfrentássemos a obra com tranquilidade.” O complexo foi construído por nove empreiteiras que venceram o processo licitatório. Ao final do evento, todas foram homenageadas pela VB Comunicação. |
Para Oswaldo Borges, a Cidade Administrativa é um marco por apresentar técnicas de construção ousadas que vão além da beleza arquitetônica. “É de se espantar o que há de tecnologia e funcionalidade embarcadas ali, quebrando vários recordes: é a maior obra de edificação em um só local, ou seja, em área construída, da América Latina. Sem contar o vão livre do Palácio Tiradentes, que é um recorde mundial de construção feita em concreto suspenso.” A dinâmica adotada do pré-projeto até a obra foi inédita. “Ao contrário do que ocorre em obras públicas, tivemos um período de planejamento e projeto maior do que o de execução. Seguimos o exemplo de países avançados. Um bom planejamento dispensa modificações durante seu andamento e reduz o tempo no canteiro de obras. Em 2004, o governador encomendou o projeto. De 2004 a 2007 foi para planejamento e levantamento de recursos. Em 2007, licitamos a obra.” A transferência dos 43 órgãos que serão deslocados para a Cidade Administrativa até outubro deste ano representará uma economia anual de 92 milhões de reais para o governo, acabando com a redundância de serviços, gastos com aluguéis e manutenção dos 53 prédios anteriormente utilizados, além da economia nas telecomunicações, que passam de chamadas locais para ligações entre ramais. |
|
|
Ao final da palestra, Oswaldo Borges fez um depoimento emocionado sobre a Cidade Administrativa e falou sobre a sensação de dever cumprido. “São várias conquistas mais a ousadia do governador Aécio Neves que nos entusiasmaram e nos levaram a concluir a obra. Conseguimos, dentro dos objetivos traçados pelo governador, cumprir todo o cronograma.” Segundo o diretor-presidente, a Cidade Administrativa mudou o conceito da gestão pública. “É um motivo de muito orgulho, pois em Minas estávamos desacostumados a grandes obras. O governador resgatou a posição do estado, não só no cenário político nacional, e o seu maior legado, além das centenas de obras que realizou, é deixar para o povo mineiro a recuperação da nossa autoestima. Percebo que a população, os empresários e os próprios funcionários públicos sentem orgulho em falar dessa obra. O que o povo quer é que seus impostos, contribuições e serviços sejam investidos de forma inteligente e que também leve desenvolvimento a sua região.” Ainda em 2010, a Codemig fará investimentos na área de turismo e negócios em eventos. Responsável pela implantação da Expominas, na Gameleira, e pelas unidades Expominas em Araxá e em Juiz de Fora, a Codemig vai aumentar a oferta de centros de eventos. “Em breve implantaremos uma Expominas para Teófilo Otoni, e já iniciamos a contratação do projeto da Expominas para São João del Rei”, disse o diretor-presidente. Mais fotos do evento aqui. |
VIVER_BRASIL PROMOÇÃO - Concorra a pares de convites para o musical "Gonzagão", no Teatro Bradesco. Acesse o link e saiba mais on.fb.me/14yHtKw:
TudoBH Mãe de Eliza quer pena máxima para Bruno - Minas jornaltudobh.com.br/minas/mae-de-e? via @TudoBH
VIVER_BRASIL "Achar mão de obra qualificada também é um dos nossos grandes desafios", afirma Paulo Castellari.