Domingo, 19 de Maio de 2013
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Bate-papo

Energia de sobra

Texto: Márcia Queirós | Fotos: Alexandre Mota


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Com Flávio Pentagna Guimarães

Aos 82 anos, o banqueiro Flávio Pentagna Guimarães tem tudo para ficar de pernas pro ar usufruindo do império que construiu, mas não quer viver longe dos desafios. Fundador de empresas nos setores in­dustrial, imobiliário e financeiro – entre eles o banco BMG –, ele investe agora em projetos de energia alternativa. Um deles fabrica fogão a lenha que gera energia, batizado de BMG Lux. Outro, em fase de aperfeiçoamento, produz motor movido a ar com­primido. “Não vamos parar”, avisa.  Num misto de  serenidade de quem conhece os apuros da vida e  o entusiasmo de um jovem, o banqueiro falou à Viver Brasil sobre os múltiplos sonhos e projetos. Confira a seguir:

Por que decidiu apostar em energia alternativa?
Há uns dois anos, o engenheiro Ronaldo Sato me trouxe um produto: o fogão a lenha que gera energia. Esse fogão aquece água, que vaporiza. O vapor é canalizado numa turbina, produzindo energia. Decidi apostar na invenção dele porque acho que o mundo está precisando de energia barata. O Brasil, por exemplo, tem o programa Luz para Todos, em que um padrão custa de 18 a 20 mil reais. O fogão a lenha custa 5 mil reais e gera energia suficiente para manter ligados, simultaneamente, quatro lâmpadas, uma geladeira e uma TV.
 
Quantos fogões já foram produzidos?
Desde que começamos a socieda­de, já vendemos para o Acre, por isso fizemos uma fábrica lá também. Temos linha de montagem em Belo Horizonte. Estamos vendendo muito, só para o governo do Acre foram 400 unidades. Agora existe negociação com a África e grganizações não governamentais (ONGs). Vamos agora doar 5 fogões para o Haiti. Estivemos em um congresso em Bangladesh só sobre fogões. O nosso era o único que produzia energia.

Como é essa sociedade com os inventores?
Damos dinheiro para entrar como primeiro capital, no valor de 2 milhões de reais, e 40% da produção para o socioinventor.

Quais são as outras apostas do senhor?
Além da Energer, que produz os fogões, temos investimentos na área de tratamento de esgoto e um motor que gera energia a partir de ar comprimido. Este último ainda em fase de aperfeiçoamento. Temos sociedade com um grupo egípcio em Sabará para produzir relógio de medição de energia elétrica.

E as outras empresas do grupo?
Meu pai Antônio Mourão Guimarães fundou o Banco Minas Gerais e a mineradora Magnesita (a empresa foi vendida para o GP investimentos por 1,24 bilhão de dólares). O banco BMG está com meu filho, Ricardo Pentagna Guimarães. Tivemos ótimo resultado no ano passado. Esperamos o mesmo em 2010. Somos líder em crédito consignado. Vamos expandir também a concessão de crédito para fornecedoras de grandes empresas. E vou continuar trabalhando para criar empresas novas.


 
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