Eu gosto de celulite. Ok, eu não gosto, apenas não me importo. Não ligo quando a bunda dá uma mexidinha discreta, bem de leve, acho natural. Quando realmente passa dos limites, aí complica, mas geralmente quando isso acontece, o resto também já está muito estragado, então não faz diferença.
Acho covardia cobrar da mulher que ela tenha uma bunda perfeita. Aliás, é burrice. Mulher já tem paranoia demais, insegurança demais, pra que ficar alimentando mais uma? Tenho muitas dúvidas em relação a esses caras que exigem mulheres saradas e penso que elas também deveriam ficar espertas. Ou ele se acha muito gostosão e por isso merece alguém à altura, o que não é coisa de macho, ou se acha muito fraquinho e quer levantar a própria autoestima empinando a bunda alheia.
Celulite é igual ciúme. Em alguma quantidade, toda mulher tem. Pelo menos um pouquinho, em algum lugar, bem escondidinho, mas tem. Se não tiver um, tem o outro. Se não tiver nem ciúme, nem celulite, então é travesti.
A natureza da mulher é incorrigível. Não adianta lutar, bater a cabeça, estressar-se ou querer moldá-la à força. É perda de tempo e de sexo. Talvez o segredo seja adaptar-se àquela cujos defeitos incomodem menos, mais fáceis para se fazer uma vista grossa. Cobiçar a do próximo também não adianta, porque ele certamente sofre do mesmo problema.
Homem tem mania de achar que a grama do outro é sempre mais verde, ou melhor, que a bunda do vizinho tem sempre menos buracos. Doce ilusão. Trocar de mulher é trocar de defeito.
Mais fácil do que tentar mudar a mulher é procurar alternativas inteligentes que facilitem a convivência. Por exemplo: se ela for ciumenta, não dê motivos, mas sim uma risada. Se tiver celulite, em vez de dar uma bronca, aproveite e dê um tapa.
A bunda pode até balançar, mas a relação continuará firme.