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Plenário
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FOTO: DIVULGAÇÃO/ ARTE: PAULO WERNER |
PROMOÇÃO
Vinicius de Moraes pode virar embaixador. A Câmara dos Deputados aprovou a promoção do diplomata 30 anos depois de sua morte, mas o projeto ainda precisa passar pelo Senado. O ato reabilita a trajetória profissional do poeta, que foi perseguido pela ditadura militar e expulso do Ministério das Relações Exteriores em 1969. Também garante aos atuais dependentes do artista-diplomata os benefícios de pensão correspondentes ao cargo de ministro. Contrariando a orientação do seu partido, o PP, o deputado Jair Bolsonaro (RJ) votou contra a honraria. Claro. Ele defende abertamente a ditadura militar instalada no Brasil em 1964.
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José Cruz/ABr |
SEM PALANQUE
Não bastasse a crise política por que passa o Distrito Federal, atingindo em cheio o governador José Roberto Arruda e o vice, Paulo Octávio, do DEM, o PT rachou na briga pelo governo nas eleições do final do ano. Antes de a crise estourar, o deputado Geraldo Magela tinha fechado acordo em que ele sairia candidato ao Senado e o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queiroz disputaria o governo. Agora, pós-crise, Magela voltou atrás. Quer por que quer disputar o palácio do Buriti. E Agnelo não abre mão do acerto feito.
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José Cruz/ABr |
GREGOS E TROIANOS
No dia em que propôs uma solução intermediária de reduzir a jornada de trabalho de 44 para 42 horas – e não para 40 horas como querem as centrais sindicais – o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), recebeu a visita do presidente da Fiemg, Robson Andrade, que é contra diminuir o tempo de trabalho. Detalhe: neste ano o representante dos empresários mineiros deve assumir a presidência da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), quando Armando Monteiro deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado e o primeiro vice, Paulo Skaf, o governo de São Paulo.
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr |
FIEL DA BALANÇA
Consciente de que a candidata do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, vai precisar de uma votação expressiva em Minas Gerais, os peemedebistas mineiros resolveram endurecer o jogo para conseguir o apoio do PT no estado ao candidato ao governo Hélio Costa. O presidente da legenda, deputado Antônio Andrade, diz que, se não conseguir um acordo com os petistas, o PMDB mineiro tem condições de influenciar a cúpula partidária a lançar candidatura própria ou a apoiar outro candidato, no caso, o tucano José Serra.
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Adriano Machado |
ESTILO
Depois de Fernando Gabeira e Clodovil Hernandez, o deputado Domingos Dutra (PT-MT) se orgulha em ser apontado como o mais estiloso parlamentar de Brasília. Seus ternos são, no mínimo, diferentes. Chamam atenção pela gama de cores, que pode ir do verde limão ao roxo, passando pelo laranja cítrico. Ou, até mesmo no tom prata, modelo estreado neste ano. Os acessórios também se destacam. As gravatas primam pela ousadia e, nos pés, sandálias franciscanas dão um toque de despojamento. “Tem que ter estilo”, recomenda.
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DEMOCRACIA CARA
Depois da enxurrada de escândalos no Senado, em 2009, a instituição está na mira de muitos que questionam sua utilidade. E já tramita na Câmara proposta de emenda à Constituição que institui o unicameralismo no Brasil. A proposta extingue o Senado e a Câmara dos Deputados, substituindo-os por um congresso nacional unificado, composto por congressistas federais, eleitos pelo sistema proporcional, em cada estado, com mandato de 5 anos. Segundo Francisco Tenório (PMN-AL), autor da proposta, duas casas legislativas tornam a produção muito lenta. Outro ponto é o custo excessivo de manutenção. Os orçamentos da Câmara e do Senado superam, cada qual, os 3,5 bilhões de reais ao ano.
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Alessandro Souza |
OSSOS
O deputado Rafael Guerra (PSDB-MG) ficou na maior saia justa na abertura dos trabalhos do Congresso. Como primeiro-secretário da Mesa, coube a ele ler mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Legislativo. No texto, o presidente citou as realizações de seus dois mandatos. O deputado tucano confessa que achou graça de alguns trechos da mensagem por causa dos exageros do presidente. Mas brinca: “São os ossos do ofício.”
FRASE DA VEZ
“Um erro que cometemos, e digo nós porque fiz parte do PT por 30 anos, foi o de não estabelecer um ponto de contato com o PSDB no período em que ele foi governo. E a mesma coisa aconteceu no período em que o presidente Lula é governo”
Trecho da entrevista da candidata à Presidência da República, senadora Marina Silva (PV-AC), concedida à TV Estadão
plenario@revistaviverbrasil.com.br
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