A crise acabou sendo uma oportunidade para o BMG, pois conseguimos racionalizar algumas tarefas.” Foi com estas palavras que o presidente do banco mineiro BMG, Ricardo Guimarães, explicou o crescimento da instituição financeira de 117% em 2009 em relação a 2008. O lucro líquido do banco subiu de 240,756 milhões de reais para 522 milhões no período. O bom resultado financeiro elevou o patrimônio líquido para 2,171 bilhões. A geração de crédito fechou o ano com 8,127 bilhões. Desse montante, 6,567 bilhões foram destinados a financiamentos com desconto em folha de pagamento, operação que chega a 80,8% do montante de créditos originados no decorrer de 2009. Os protagonistas na tomada de crédito consignado no BMG foram os aposentados e os pensionistas do INSS, responsáveis por 60% dos empréstimos. Os outros 40% foram tomados por servidores públicos.
“O ano de 2009 começou bastante desafiador. Era um ano com perspectiva difícil, de crise mundial profunda. Mas procuramos reduzir custos, racionalizar as tarefas, investir em tecnologia e focar no segmento que já era o principal, o crédito consignado para aposentados do INSS e servidores públicos. Com isto, conseguimos chegar a este desempenho extraordinário”, afirma Guimarães. O crédito consignado é a linha de frente do BMG, líder desse mercado no Brasil, do qual tem fatia de 15,5%. “Este é um mercado que já cresceu bastante nos últimos 10 anos, mas ainda tem potencial muito grande, pois apenas 40% do mercado de crédito consignado são explorados”, enfatiza o presidente do BMG. Já a captação de recursos do banco em 2009 foi de 17,802 bilhões, dos quais 61,9% representaram cessões de créditos por meio de parcerias com outras instituições financeiras. Para este ano, o banco pretende dar sequência a tudo que foi feito em 2009, mas Ricardo Guimarães acha difícil ter o mesmo desempenho. “Esperamos crescer de 20% a 25% na carteira de produção. Isto já seria bastante satisfatório”, diz.