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Moda
Hora de recriar
Momento de extravasar,
brincar e colocar a imaginação
para funcionar em belas
produções carnavalescas
Texto: Luciana Avelino | Fotos: Daniel Nogueira / Produção de Moda: Andréia Pimenta
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Não importa se a folia será no ritmo de axé, samba-enredo, frevo, bumba-meu-boi, marchinhas de Carnaval... Se o local eleito para extravazar a energia for Salvador, Rio de Janeiro, Olinda, Belém do Pará ou as cidades históricas mineiras. A poética expressão de Fernando Pessoa “Tudo vale a pena se a alma não é pequena” pode bem resumir a maior celebração pagã da humanidade. Para se vestir ou despir à altura, resta-nos guiar conforme a ocasião ou a fantasia (no sentido literal que remete a desejos e afins) em questão. Segundo a consultora de moda, etiqueta e comportamento Regina Falci, produções carnavalescas são como criações conceituais de estilistas. Não precisam vir com legendas. “Bom momento para sair do comodismo, consumismo e lançar mão da reciclagem, do que já se tem em casa. É hora de se dar ao luxo de criar. No mínimo, o esforço-prazer terá como prêmio destaque entre a multidão de mesmices.” A seguir, sugestões da consultora para os carnavais da vida.
BAILES DE CARNAVAL: “Em clubes tradicionais, a folia pede investimento na produção. É permitido abusar das estampas, mistura de tecidos, brilhos e até ser over. Boa forma de driblar o estresse dos dias rotineiros. As menos empolgadas também podem ir simples e confortáveis e ousar apenas nos acessórios e maquiagem. Agora, se o Carnaval for no Copa ou hotéis do estilo, o dress code é over-chique mesmo. Roupas e acessórios arrojados, comprimentos curtos para as adeptas, paetês coloridos, make up e cabelos elaborados, joias e máscaras. Visual de extremo capricho.”
Bruna (à frente) usa short e blazer de paetês Iorane Rabelo, body Patachou, sapatos Iris Clemência, brincos de ouro branco, brilhantes e cristal Inéria Scarpelli e pulseira Elisa Atheniense. Thalita usa ) Afghan para VI Store, calça de paetês Goodmood, sapatos Arezzo, brincos Patrícia Dias e broche de pavão Patachou
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CAMAROTES “Neste caso, a composição é informal com toques atraentes como adornos de cabelo, maquiagem de destaque e salto altos, dependendo do ânimo da foliã. Na casa de amigos, sítios, a informalidade pode ser ainda maior: camiseta, short, chinelo, rasteirinha.”
Bruna usa blusa de malha e colete de paetês Mixed, minissaia Iris Clemência, tênis All Star de paetês Goodmood e pulseiras B&S
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NA PRAIA “Com certeza, se o reduto é a beira-mar, você já está vestida a caráter: biquíni, maiô, canga, saída de praia, saruel estilosa, de preferência de tecidos tecnológicos, aqueles que secam superrápido. Não podem faltar: filtro solar, boné, chapéu. Sem o trio-proteção, a empolgação pode render insolação e afins.”
Thalita usa biquíni Cila, calça Graça Ottoni, brincos Cila, pulseiras e colar B&S e rasteiras Elisa Atheniense
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CARNAVAL DE RUA “Para aproveitar o clima ao ar livre, mantenha o estilo sugerido para os = camarotes. Adote, porém, um bom par de tênis ou sandálias hiperconfortáveis, proteja-se com filtro solar, esqueça a bolsa. O menos é mais. Se não quiser abrir mão do vestido, lembre-se de usar um shortinho por baixo. Liberdade é essencial.”
Thalita usa vestido Maria Bonita Extra, sandálias Elisa Atheniense, pulseiras, braceletes e colar B&S
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BAILES À FANTASIA “Para quem gosta de entrar no clima, como a baiana estilizada, em clubes ou não, o passaporte é a criatividade. Quanto mais personalizada a confecção da fantasia, mais exclusiva.”
Bruna usa maiô Ninfa de Gaia, bolsa Elisa Atheniense, saia de filó bailarina e meia-calça acervo, sapatos La Porte, pulseiras de brilhantes e braceletes Patrícia Dias
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FICHA TÉCNICA
- ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: CAROL BREVIGLIERI
- MODELOS: BRUNA RABELO E THALITA (WHY MODELS)
- BELEZA: ODYR BARREIRAS
- ADEREÇOS DE CABEÇA: Alunos de pós-graduação da Universidade Veiga de Almeida (RJ)
- AGRADECIMENTO: Escola de Samba Bem-Te-Vi de Belo Horizonte
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