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Especial
Um por todos...
Maksoud Plaza completa 30 anos e continua sendo símbolo de pioneirismo e glamour no setor hoteleiro do país
Texto: Ana Cristina d´Angelo | Fotos: Marcos Rosa e Divulgação
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Símbolo da hotelaria de luxo desde anos 80 |
Dona Célia e mais três ajudantes colam motivos natalinos nos presentes de fim de ano que cada um dos 400 funcionários do Maksoud Plaza vai receber. O ateliê provisório fica no 21º andar, o Tower, o mais elegante onde estão as suítes de dois andares, com escadinha e vista do centro de São Paulo. Talvez o doutor Henry – como é tratado o dono do hotel por todos ali – não tivesse gostado de ver o corredor tomado pelos papéis vermelhos, glitter, embrulhos e sua mulher e amigas imersas naquela tarefa. Mas ele há de concordar que a cena delata o espírito familiar do Maksoud. O símbolo da hotelaria de luxo e conforto na década de 80, destino certeiro de celebridades internacionais e da alta sociedade paulistana, completou 30 anos no final de 2009. Uma balzaquiana elegante, sem perder os laços com a origem, e de olho no futuro.
Mas como sobreviver num mercado bombardeado por flats e hotéis mais simples e baratos? A equipe da Viver Brasil foi conhecer os serviços, funcionários e instalações do Maksoud Plaza durante um final de semana e se surpreendeu com tantas histórias e peculiaridades. “Nossa prioridade e lema é o conforto e a conveniência do cliente”, diz Paulo Patullo, diretor comercial. Para isso, o empreendimento chega ao extremo de fabricar as portas dos apartamentos. Elas ganham várias camadas para bloquear o barulho vindo da rua e isso não é pouco. A rua é avenida Paulista, de onde o hotel está a duas quadras, no caldeirão da Bela Vista, bairro central de São Paulo.
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Maksoud tem complexo gastronômico aberto 24 horas |
Mas, uma vez dentro do Maksoud Plaza, você pode até achar que está num mosteiro budista, tamanho silêncio, interrompido por um suave jazz ou bossa nova tocados nos elevadores ou um duo de chorinho na medida que acompanha as feijoadas de sábado. Nos corredores de cada andar os funcionários trabalham rápido e silenciosos porque os quartos são dotados de um do not disturb digital, são sóbrios e elegantes, divididos nas categorias standard, executivo e torre Premium. Uma das estratégias para os novos tempos – em que a oferta de leitos em São Paulo supera em três vezes a procura – foi reservar três andares, do 3º ao 6º para tarifas de baixo custo, cerca de 50% mais baixas que a dos apartamentos executivos.
Adaptações tecnológicas – como a redução de 40% do consumo de energia através da troca da iluminação – com vistas à sustentabilidade são outros dos caminhos que o Maksoud tomou para garantir sua vitalidade aos 30 e daqui para frente. Lembrando que beleza é ingrediente da sustentabilidade, o hotel ganha ainda mais pontos. A fachada do imponente prédio ganhou um presente de aniversário. Placas de poliuretano foram aplicadas sobre o concreto e colorem a vista com suas intervenções de tinta colorida. A obra – mais de 2 mil m2 de desenhos – foi ideia de Henry Maksoud, uma alusão aos quatro elementos da natureza.
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Espaço Atrium: acolhida especial para os olhos |
Na entrada, o hóspede se depara com o Atrium. Ali ele tem uma acolhida especial para os olhos. A estrutura do teto solar, as torres coloridas dos elevadores panorâmicos, as fontes e espelhos d´água, jardins suspensos de plantas tropicais e obras de arte de Bruno Giorgi, Toyota e a grandiosa escultura de concreto armado Terraços de Arroz das Filipinas, de Maria Bonomi. A área mais interessante do hotel reserva uma nostalgia certeira para quem dispõe de algum tempo.
O complexo gastronômico 24 horas é composto pelo restaurante La Cuisine Du Soleil, Pizzeria Bela Vista, Trianon Piano Bar, Batidas & Petiscos Bar, Amaryllis Bar, Arlanza Grill e Café Brasserie Bela Vista. Patullo lembra que o hotel foi pioneiro ao trazer a cozinha francesa para São Paulo e o grupo fez parcerias com grandes chefs no início de operação. Hoje as casas funcionam de maneira integrada ao hotel. Assim como acontece com lavanderia, marcenaria, salão de beleza, casa de pequenos consertos, tudo é gerido pelo Maksoud e todos os funcionários são do grupo. Esta é uma maneira de manter, não apenas as 5 estrelas ostentadas pelo hotel, mas o atendimento diferenciado, explica Patullo.
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Detalhe de um dos bares que funciona integrado ao hotel |
O turismo de negócios do qual São Paulo é considerada a capital latino-americana é um dos focos importantes da gestão do Maksoud. São 39 salas moduláveis para eventos. Patullo aponta uma delas: “Foi aqui que o Frank Sinatra fez o show de inauguração do hotel.” São dois andares no subsolo destinados a eventos. O teatro para 420 lugares abriga convenções, mas também foi lugar de momentos impagáveis, como a eliminatória brasileira do balé Bolshoi na década de 80.
Durante os anos, a área foi pouco modificada, a não ser pelo quesito tecnologia. O hotel tem um ramal próprio de fibra ótica que permite acesso amplo e rápido à internet.
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O hotel foi pioneiro ao trazer a cozinha francesa para SP |
Menudo, Axl Rose e Bibi
A história do Maksoud Plaza já começou célebre. Um show do cantor Frank Sinatra inaugurou o hotel, em dezembro de 1979. Durante os anos seguintes, outras celebridades passaram por lá. Além de Sinatra, Sammy Davis Jr., Rick Martin, Catherine Deneuve e a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher foram alguns dos nomes que se hospedaram no Maksoud. Os Menudos, febre das adolescentes naqueles anos, hospedaram-se no Maksoud e exigiram sagacidade dos funcionários. “Muitas meninas ficaram hospedadas aqui só para vê-los e elas ficavam penduradas nos andares, gritando. Em volta do hotel, dia e noite, ficavam centenas de fãs, também gritando”, lembra Manoel, funcionário na portaria do Maksoud há também 30 anos.
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Conforto e conveniência são os lemas do Maksoud |
Outro episódio acompanhado pelos funcionários foi quando o vocalista do grupo Guns N’ Roses, Axl Rose, lançou uma cadeira do segundo andar em direção às fotógrafas da imprensa que estavam no andar térreo. “Até pouco tempo ainda tinha a marca da cadeira no piso”, diz Sérgio, companheiro de Manoel na portaria. Mas ainda hoje celebridades 8 preferem o Maksoud aos hotéis mais jovens. A atriz Bibi Ferreira é um exemplo. Quando está com alguma peça em cartaz em São Paulo, transfere sua residência para o Maksoud durante toda a temporada. A reportagem da Viver Brasil viu o cantor Paulinho da Viola e seus músicos pelos corredores do hotel. Segundo os funcionários, ele também é um hóspede fiel (e famoso).
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Maksoud abriga teatro para convenções com 420 lugares |
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Entrevista com Henry Maksoud
1) A que o senhor credita a longevidade do Maksoud Plaza? O Maksoud Plaza foi concebido e projetado para estar sempre na vanguarda tecnológica e na sua arquitetura, mesmo que sofrendo frequentes reformas ao longo dos anos. E mantém uma equipe permanente de conservação e manutenção, operando 24 horas, todos os dias do ano. 2) Quais os principais trunfos e qualidades que diferenciam o Maksoud de outros hotéis? Como está escrito nos sites do hotel (maksoud.com.br e maksoud.com): O Maksoud Plaza foi concebido para ser um hotel diferente, que se destaca não pelo luxo em si mesmo, mas pela qualidade dos serviços e pelo conforto agradável, prazeroso e lúdico de todos os seus ambientes. Não houve a preocupação de mostrar coisas de aparência luxuosa que não passariam de simples make-up como muitas vezes se encontra por aí. O deluxe do Maksoud Plaza está, realmente, escondido no tratamento de pormenores de engenharia e arquitetura revelando um casamento sofisticado com o meio ambiente verde, nas artes em todo o seu conjunto e na tecnologia, a mais avançada, tudo visando ao prazer, bem-estar e satisfação das necessidades de trabalho das pessoas que frequentam com regularidade suas múltiplas áreas de eventos, seus restaurantes, bares, lojas, teatro, centro de fisioterapia e, principalmente, aos que se hospedam em seus apartamentos e suítes .
3) Diante da concorrência dos flats e da grande oferta de leitos em São Paulo, o Maksoud tem adotado estratégias novas como a reserva de alguns andares com tarifas mais baixas. Como tem sido o resultado dessa experiência? Um bando de verdadeiros bárbaros, principalmente da indústria imobiliária, há anos invadiu subrepticiamente a indústria hoteleira, começando inicialmente por São Paulo, e que se espalhou por todo o país, criando uma excrescente operação de pseudo-hotéis que até há pouco eram chamados de flats. A lei da oferta e procura foi por eles revogada e, além de não aplicarem recursos próprios, driblaram os códigos tributários, o de obras, segurança e zoneamento urbano, movidos apenas pelo lucro imobiliário que, após colhido, desapareceram, deixando de mãos beijadas o butim, para ser operado, praticamente também sem custos, por certas empresas hoteleiras, principalmente estrangeiras, que antes não existiam no país. E assim, na esteira de verdadeira fraude conceitual e legal surgiram não só milhares de flats em todos os lugares do país e das cidades mas também imenso número de incautos que aplicaram suas poupanças na compra desses falsos hotéis, economicamente inviáveis na economia de mercardo. Recentemente, no entanto, esses que sempre foram conhecidos como flats, passaram, da noite para o dia, a se autodenominar hotel como se fossem de verdade, confundindo a opinião pública, e aparentemente também, as autoridades que não fazem caso da tramóia como se por um milagre legalístico esses flats e suas empresas, tivessem sido repentinamente privilegiados por um estranho upgrade na indústria hoteleira. E assim emergiu da fraude esse mundaréu de flats supostamente legalizados como hotéis; e a verdadeira indústria hoteleira danou-se, sabe-se lá por quanto tempo! E essa danação se agravou pela também insidiosa invasão de novos hotéis geralmente de capital nacional porém encapuzados em bandeiras hoteleiras estrangeiras ávidas pelo mercado brasileiro, mas que por não terem que aplicar capital próprio no negócio, fizeram vista grossa à crise e à falta de mercado rentável a todos eles. No entanto, para aliviar a crise a seus clientes, o Maksoud Plaza, com sua grande e variada capacidade instalada, lançou em 2007 um inédito sistema que, denominou 4 hotéis em 1, visando ao baixo custo na hospedagem num hotel de luxo. E, embora com sacrifícios, mostrou ser possível operar esse conceito numa infraestrutura cinco estrelas com melhores preços e custos/benefício que quaisquer outros hotéis de todas as categorias. Os sites do hotel (maksoud.com.br) e (maksoud.com), descrevem esse sistema.
4) O que o senhor vislumbra para o futuro do hotel? Quais os planos para 2010, por exemplo? Quanto ao futuro, garanto que o Maksoud Plaza continuará sendo o melhor hotel de São Paulo, principalmente pela sua magnífica infraestrutura e pela sua reconhecida ótima qualidade de serviços que presta, ambiente calmo, agradável e silencioso, na parte mais alta e nobre da cidade, junto à avenida Paulista, livre de enchentes e de mosquitos, afastado de cursos d’água poluídos, com grandes pavilhões de eventos, teatro, centro de fisioterapia, centro gastronômico 24 horas, e com infraestrutura tecnológica de acesso ultrarrápido e seguro à internet via wiFi e seu exclusivo Fast Track Internet ®.
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