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CapaAnos 10Viver Brasil ouve 25 especialistas do Brasil e do exterior para saber o que poderá acontecer entre 2010 e 2020. Não se trata de futurologia, mas de tendências com bases científicas, em que se leva em conta experiências atuais e passadas
Texto: Silvânia Arriel, Nayara Menezes e Eliana Fonseca/ Arte: Paulo Werner | Fotos: Alexandre Mota, Pedro Vilela, Daniel de Cerqueira, Cristiano Mariz, Tommy Wiklind, Divulgação
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AstronomiaOs cientistas alargam o olhar ao universo. Dois potentes telescópios começam a espionar o espaço em 2011 e 2014: o espacial James Webb e o terreno Alma, nos Andes Chilenos. “Vamos tentar desvendar a origem das galáxias, das estrelas, do sistema solar e da vida”, diz Duilia de Mello, pesquisadora da Nasa, a agência espacial americana. Vão à procura da fagulha que deu origem ao mundo, de planetas parecidos com a Terra em outros sistemas estelares. “Eles serão descobertos de roldão”, prevê Luiz Nicolaci da Costa, astrofísico e pesquisador do Observatório Nacional. Estão aí neste vasto universo, com possíveis 70% de energia escura, que não se sabe exatamente o que é, mas existe por detectarem sua força gravitacional. Eis outro desafio para este período: saber o que é essa matéria, sem a ajuda da luz. O que deve ser vencido é o homem, comum, como eu, você, ir dar uma volta no espaço, fazer turismo nas estrelas. A Virgin Galactic, do empresário inglês Richard Branson, exibiu no final do ano passado a aeronave para levar seis passageiros e dois pilotos a um passeio de duas horas e meia a 110 quilômetros do nosso chão. “Quem se dispuser a pagar milhões de dólares para dar olhadinha na Terra de cima deve estar ciente dos riscos. Entrar em órbita não é nada trivial”, lembra Duilia. A imensidão do Universo tem que ser conhecido, domado. É tarefa supersônica. (texto Silvânia Arriel) |
Próximos PassosDe olho nas galáxias A visão do espaço será ampliada, alongada. Telescópio espacial mais potente que o Hubble está previsto para ser lançado em 2014. O James Webb Space Telescope (JWST) será capaz de ver objetos distantes e quer desvendar a origem das galáxias e procurar as primeiras estrelas. |
Nos confins do espaço As antenas parabólicas do observatório do Atacama Large Millimeter Array (Alma), nos Andes Chilenos, começam a monitorar o universo em 2011. São 66, cada uma com 12 metros de diâmetro, que vão vasculhar, mapear estrelas e galáxias remotas. |
Brotam planetas Centenas de planetas com tamanho e posição em relação às estrelas semelhantes aos da Terra devem ser descobertos pelo satélite Kepler. Nos últimos 10 anos foram detectados 300 planetas parecidos com Júpiter, não com o que vivemos. |
Luz no escuro Detector espacial pretende desvendar a energia escura, que parece estar em 70% do Universo. Ela existe porque se consegue medi-la por meio da força gravitacional que exerce. A missão JDEM está em fase de estudos. Os mais otimistas dizem que sairá em 2015, os outros na virada da década. |
Viagem nas estrelas Passear no espaço a vista. A Virgin Galactic, do grupo do empresário inglês Richard Branson, espera levar turistas para dar volta de duas horas e meia, a 110 quilômetros da Terra, entre 2011 e 2012. Acrescente-se ao roteiro o treinamento de três dias numa base aérea no Novo México. Tudo a 200 mil dólares. A nave tem capacidade para seis passageiros e dois pilotos. |
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EsportesBrasil é a vedete deste período, como nunca antes na história do país. Eis a Copa de 2014 e as Olimpíadas no Rio, em 2016 aí, a puxarem os holofotes para o centro da América Latina. Se o show será impecável, com grandes avanços, ou ofuscado vai depender de o país conseguir driblar e saltar os obstáculos da adversária falta de infraestrutura. Tudo pode com o desenrolar destes primeiros anos nesta economia estabilizada, mas sujeita a apagões aéreos e elétricos, congestionamentos, escassez de transporte de massa de qualidade, rodovias defasadas. “Torço para que a Copa e as Olimpíadas induzam a modernização de aeroportos, estradas, portos, saneamento. Só que o governo tem que fazer o dever de casa”, diz o professor universitário Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBI). A tarefa aí é profissionalizar o setor, tirar o ranço político, ter critério técnico, pragmatismo para tocar as obras necessárias, sem nada a empacar: burocracia, corrupção, lentidão. “Mas este será ano parado por causa das eleições e em 2011 quem entrar muda alguma coisa para falar que faz melhor que o outro.” O cronômetro disparou, o dever de casa é grande na matéria de infraestrutura, o tempo escasso e a nota tem quer ser alta. “A visibilidade será muito grande e o país tem que aproveitar. Será investimento não só turístico, mas também pode melhorar a condição de vida da população brasileira”, afirma Amir Somaggi, consultor do setor esportivo. Também dos clubes. Na Alemanha, depois da Copa, houve aumento na receita gerada pelos estádios de 55%, foi de 236 milhões para 365 milhões de euros. Mais ainda para o Rio de Janeiro, que terá bis nos holofotes com as Olimpíadas de 2016. “Lá o investimento deve ser maior e o retorno também”, diz Somaggi. Até sem o acerto na infraestrutura, o setor imobiliário reajustou os valores em 10% em dois meses e deve dobrar até os jogos em alguns bairros. Os números inflam ainda no turismo. O governo estima que de 2010 a 2020 o país deverá receber 11,1 milhões de visitantes estrangeiros, 113%, com os trampolins destas competições mundiais. Serão grandes shows, com retorno de bilheteria, se a casa estiver arrumada. (texto Silvânia Arriel) |
Anos de ouro - 11,1 milhões de estrangeiros devem visitar o país entre 2010 e 2020 - 17,6 bilhões de dólares podem ser gerados com o turismo |
Copa de 2014
- Mais de 700 jogadores, fora as comissões técnicas |
Olimpíadas de 2016 - 1 milhão de turistas - 15 mil atletas - 4,4 milhões de pessoas devem assistir aos jogos pela TV Fonte: Ministério do Turismo |
EconomiaAs perspectivas econômicas para o Brasil nesta década são as melhores possíveis. Enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, arrisca projeção de crescimento entre 5% a 6%, tornando o país a 5ª economia do planeta, uma das maiores revistas econômicas do mundo, a The Economist, também aposta nesta decolagem. Especialistas estão otimistas, mas avisam que é preciso fazer um dever de casa nada fácil para entrar na lista dos maiores do mundo. A moeda brasileira tem atualmente forte sobrevalorização em relação às moedas de seus principais parceiros comerciais, o que põe em risco a produtividade e a competitividade da indústria nacional. O sistema tributário é outro problema – representa uma trava para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), atrasando o crescimento do país. A lista inclui ainda a necessidade de modernização dos serviços públicos e a solução para o crescimento acelerado dos gastos públicos, os baixos números de investimentos em infraestrutura, a violência, os problemas na educação, para citar algumas demandas. |
Membro de grupo da Fundação Dom Cabral que estudou as principais megatendências mundiais para esta década, o professor Francisco Teixeira destaca o desafio de uma produção maior de alimentos, com o crescimento da população que passa fome – hoje estimada em quase 1 bilhão e que pode crescer em 100 milhões ao ano. “O Brasil se tornará um fornecedor importante. A perspectiva é a duplicação da atual safra brasileira”, afirma Teixeira. Tudo porque com várias zonas ecoclimáticas e 300 dias de sol por ano, o país terá como responder a demanda de um mundo que terá zonas de guerra, mudanças climáticas violentas e alterações no preço do petróleo incidindo sobre a cadeia de alimentos. Na economia mundial, saem Estados Unidos do centro e entram vários polos econômicos mundiais. “O G-8 será engolido pelo G-20”, avisa Giorgio Romano. Nesta divisão, Brasil e América Latina poderão formar um só polo na conquista de maior espaço na economia mundial. “Neste cenário, o Brasil tem como vantagem sua imensa capacidade de dialogar com várias realidades, esse pé em vários mundos”, diz Romano. (texto Eliana Fonseca) (*) Colaborou Iracema Barreto |
ProjeçõesBrasil na ponta O G-8 está com os dias contados. A aposta dos especialistas é a consolidação do chamado G-20 do qual o Brasil, além de fazer parte, também terá papel fundamental. A projeção é que o país seja cada vez mais chamado a apresentar suas propostas para os principais desafios mundiais. -------------------------------------- A expectativa é que o Brasil se transforme na quinta ou sexta economia do mundo, com potencial de crescimento de 5% a 6%, podendo superar a França e a Inglaterra como potência econômica. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- A crise econômica mundial de 2008/2009 significou o fim da hegemonia dos Estados Unidos. Especialistas acreditam que, nesta década, o mundo se dividirá em polos e terá como lideranças os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), além do Japão, Estados Unidos, União Europeia. |
Moeda global Esta década será fundamental para o início da criação de ---------------------------------------------------------------------------------------------------- Para os especialistas, já não é delírio a possibilidade do real passar |
Remodelação O país deve passar por remodelação da infraestrutura de transportes. A ideia é tirar os caminhões das estradas e aumentar a malha ferroviária para garantir o escoamento mais eficiente e barato da produção interna. |
Megacidades Esta década pode significar o primeiro passo para projeto de mais de um século, mas estudiosos apostam na remodelação das cidades, que passariam a megacidades. O formato seria o de regiões inteiras – como o Sudeste brasileiro, a Costa do Pacífico, o Nordeste europeu – que se transformariam em locais de alta concentração de formação e capital humano, além dos principais investimentos. |
Safras A agricultura brasileira deve despontar nestes 11 anos, transformando o país num fornecedor mundial importante. Estudos apontam que guerras, aquecimento global, preço do petróleo devem influenciar negativamente nas safras mundiais e o número de pessoas que passam fome, hoje em torno de 1 bilhão, devem crescer cerca de 10% ao ano. |
SaúdeO destino da saúde vai estar em suas mãos. Neste período entre 2010 e 2020, você poderá ter o manual do seu corpo, decifrado cada camada pelo teste de DNA, com variações genéticas. Até hoje, o código foi decifrado, mas não toda base. “Usando técnicas de altíssima eficiência já estão sendo desenvolvidas ferramentas para o estudo das variações individuais de centenas de milhares de genes simultaneamente, massificando e reduzindo o custo do diagnóstico genético”, diz o médico geneticista Sérgio Danilo Pena. Aí, com o mapa de predisposições, a pessoa poderá ajustar seu estilo de vida ao genoma e prevenir o aparecimento das doenças. Também servirá para fazer os medicamentos com todas as medidas certas, como se fosse uma roupa. Vêm aí ainda os reforços das células-tronco na regeneração de tecidos e órgãos danificados por doenças crônicas, agentes infecciosos ou traumas. Potencializa mais ainda a medicina a nanotecnologia, ciência que estuda objetos de dimensão infinitesimal. |
Ela vai agir em medicamentos direcionados ao alvo, desenvolvimento de próteses e na reconstrução de tecidos e órgãos. “Será eficiente contra vírus da aids, dengue, malária e influenzas”, afirma o químico Antônio Cláudio Tedesco, do laboratório de nanotecnologia da USP de Ribeirão Preto. É, os vírus da gripe vão continuar a aparecer por aí e circular com rapidez, como o da suína, no ano passado. “Quanto mais animais domesticados, maior será a chance de se misturar vírus influenza do homem, porco e ave. Portanto, a chance de novos influenzas na Ásia, América e Europa é enorme”, explica o infectologia Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Oswaldo Cruz, de São Paulo. A medicina ajuda, mas também depende de nós. (texto Silvânia Arriel) |
Por uma década mais saudávelMexer no código da vida A ciência deve ler toda a base genética. Assim, poderá ter conhecimento das predisposições de cada pessoa, ajustar seu estilo de vida e prevenir o aparecimento das doenças. A medicina, ao contrário do que ocorria, passa a manter a saúde. |
Medicamento só meu Os medicamentos, com o conhecimento do mapa genético, serão produzidos na dose certa para aquela pessoa. Não falta, nem sobra. É só dela, sem efeitos colaterais e indicações certeiras. |
Prato individual A leitura do nosso código também vai mexer no prato. A nutrigenômica, que estuda a variação gênica e nutrição, prescreverá a dieta correta a cada pessoa. Com isso, podem ser prevenidas doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e câncer. |
Órgãos regenerados Tecidos e órgãos lesados por doenças crônicas, agentes infecciosos ou traumas serão regenerados, recuperados com células-tronco. Grupo do médico japonês Shinya Yamanaka conseguiu mudar células adultas |
Novos vírus Epidemias de gripes podem aparecer na face da terra. A explicação é que cresce a domesticação de animais e, consequentemente, a chance de se misturar vírus influenza do homem, porco e ave. Combinação nada boa nesta época de fácil trânsito de pessoas mundo a fora. |
Mínimo que cura Ínfimas, pequeninas, ajuntamentos de átomos vão revolucionar a medicina neste período. É a nanotecnologia, que chega com força para fazer remédios com mira infalível, próteses de alta eficiência, tecidos e peles artificiais. Câncer a mais Envelhecimento e obesidade podem elevar o número de novos casos de câncer de 10 milhões por ano no mundo para 16 milhões até 2020. Dados do Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer mostram que 7 milhões de pessoas morrem a cada ano com a doença. |
Meio ambienteReduzir os impactos do aquecimento global, encontrar formas de poupar recursos naturais, priorizar um sistema de produção mais sustentável, descobrir novas fontes de energia renovável e, acima de tudo, estabelecer um padrão consciente de consumo. Esses são alguns dos muitos desafios para que o planeta Terra continue a ser um ambiente viável para se viver. Aquecimento global - O principal desafio em pauta no meio ambiente é, sem dúvida, minimizar os impactos do aquecimento global. Durante o último mês, no entanto, o mundo presenciou um fracasso naquele considerado o maior evento relacionado ao meio ambiente até então. A Cop 15, Conferência das Nações Unidas sobre mudança climática, terminou sem acordo legal. Não houve consenso entre as 193 nações que estiveram presentes na Dinamarca para discutir metas de redução das emissões de CO² e outras ações para frear o aquecimento global. - Foi redigido documento, assinado entre Estados Unidos, Brasil, China, Índia e África do Sul, porém, sem valor legal. Em 2010 serão necessárias novas negociações para oficializar o documento. O acordo sugere 100 bilhões de dólares por ano até 2020 para ajudar países pobres a lidar com os impactos da mudança climática. Desastres naturais - Estudos apontam que até 2020 a Terra deverá estar em média 1,8ºC mais quente. Com essa elevação, o aumento de chuvas em algumas regiões pode provocar inundações e ainda há a possibilidade de expansão de áreas secas. O risco de extinção de espécies vegetais e animais passa a ser ainda mais real. Assim como o aumento de mortes, doenças e ferimentos por causa das ondas de calor, incêndios e secas. Doenças tropicais como malária, cólera e tuberculose também devem afetar a população de algumas regiões. - De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007-2008 do Pnud, entre 2000 e 2004, cerca de 262 milhões de pessoas foram anualmente atingidas por desastres climáticos. Se nada for feito para frear os efeitos do aquecimento global, as estimativas apontam que até 2020, mais de 3 bilhões de pessoas poderão ser afetadas pelos desastres naturais, como inundações, terremotos e outros eventos do tipo. - O documento do Pnud mostra que mais de 98% das pessoas que sofreram consequências dos desastres ambientais vivem em países em desenvolvimento. Projeções do mesmo estudo apontam que as consequências irão condenar os 40% mais pobres da população mundial – cerca de 2,6 bilhões de pessoas – a um futuro de oportunidades diminutas. Provavelmente, as desigualdades entre os países serão exacerbadas e os esforços para construir um padrão de globalização mais inclusivo cairão por terra, reforçando as grandes disparidades. Desmatamento - Um dos desafios da década, em especial para o Brasil, é reduzir o desmatamento e as queimadas. São esses fatores que fazem com que o país alcance o 4º lugar em emissão de gás carbônico. “É preciso fiscalização e política de substituição da fonte de renda”, aponta a superintendente da Associação Mineira de Meio Ambiente (Amda), Maria Dalce Ricas. Para ela, é inaceitável o desmatamento no país e em especial em Minas. “Cerca de 30% do carvão utilizado no estado provém de exploração ilegal de mata nativa. Parece pouco, mas é um número absurdo”. |
Legislação - A superintendente da Amda diz que para acabar com o desmatamento, o desafio para os próximos 10 anos será fiscalizar o cumprimento das leis florestais e criar políticas públicas de alternativa de renda para a população que dependia da exploração ilegal dos recursos naturais. “Em Minas Gerais, temos o exemplo da nova lei florestal, aprovada somente em 2008 pelo governo estadual. Ainda assim, até agora não foram pensadas formas de inserção social das famílias que trabalhavam com o carvão de origem ilegal”, comenta Maria Dalce. Matriz energética - Para o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente, José Cláudio Junqueira, as soluções para o aquecimento global passam primeiramente pela busca de novas formas de produção. “É urgente a substituição da matriz energética suja, proveniente dos derivados de petróleo, por matriz limpa, que dê preferência aos bicombustíveis”, opina Junqueira, que é também professor do curso de gestão ambiental da Universidade Fumec. - Para o professor, a mudança no clima pode afetar inclusive a produção de alimentos, levando a civilização a eventos bélicos. “Sabemos que em outras ocasiões, a comida foi alvo de disputa entre países. Nada impede que isso volte a ocorrer”, opina. Água - Para alguns ambientalistas, porém, há um desafio ainda maior do que o do aquecimento global: a água. “As pessoas falam muito de redução de CO² e em política de compensação de carbono. Mas se esquecem de discutir um elemento primordial que é a água. Sem ela não existe vida”, destaca o ambientalista Apolo Heringer. Para ele, no entanto, ao contrário do que se fala, não há chances de a Terra acabar em fogo. “É mais fácil morrermos todos afogados”. Heringer se refere principalmente às precipitações constantes e intensas que vêm causando inundações mais frequentes e de maiores impactos. - O ambientalista lembra ainda que nem 0,3 % do total de água da Terra é doce, ou seja, própria para uso. “Apesar do ciclo da água funcionar como reposição anual graças às chuvas e pela evaporação da água de rios e oceanos, a poluição faz com que nem sempre ela retorne para os lençóis freáticos e rios. “O solo poluído, desmatado e impermeabilizado, com excessiva drenagem, compromete esse ciclo”. Alimento - A questão alimentar será decidida à luz de nova racionalidade, que levará em conta os custos energéticos e ambientais, o caráter do uso da terra e outros princípios, podendo vir a priorizar radicalmente o consumo de proteínas vegetais. - As práticas agrícolas e de produção animal precisam adotar tecnologias compatíveis com a sustentabilidade. “Nossos processos de uso e ocupação do solo, tanto na área rural quanto urbana, precisam refletir outra mentalidade”, destaca Heringer. “Cada ano de demora nesta decisão significa a eliminação de diversas espécies animais e vegetais”, alerta. - Cientistas, pesquisadores e ambientalistas são unânimes em dizer que além da necessidade de ações globais por parte de governos, empresas e sociedade, as ações individuais também são desafio a ser superado nos próximos 10 anos. - “É preciso rever esse padrão de consumo que prioriza bens descartáveis. Hoje as pessoas trocam de carro, celular e televisão como trocam de roupa. Temos que pensar no custo ambiental de produção dessas novas tecnologias”, alerta o professor José Cláudio Junqueira. - Para ele, nos próximos 10 anos, será hora de repensar o estilo de vida e de - Já a ambientalista Maria Dalce lembra que a conscientização da população passa pelo conhecimento. “O governo e a mídia devem fazer campanhas educativas. É muito cômodo apertar o interruptor e ver a luz acender. Mas as pessoas não fazem ideia de quanta água precisou ser represada para que a luz se acendesse, qual o impacto ambiental desse processo e quais os efeitos do desperdício de se esquecer a luz acesa ou a torneira aberta.” (texto Nayara Menezes) |
Mobilidade urbanaOs carros devem se escassear das ruas do mundo até 2020. Não pelo livre arbítrio das pessoas, da redução do poder aquisitivo, mas por necessidade: chegou-se a um ponto de saturação nas vias e no ar, com grande emissão de gás carbônico, que aquece o planeta. “Há 20 anos falar de meio ambiente era moderno, há 5 bonito, hoje é fundamental”, diz o consultor Luiz Carlos Augusto, diretor da Jato Dynamics do Brasil, especializada na indústria automobilística. A necessidade vai levar os veículos, a exemplo do que ocorre na Europa, a serem compactos (estes que cabem duas pessoas, mas são luxuosos) e a elevar o status dos populares. |
“Quem tem carro grande virá para os menores”, prevê Augusto. Isto gradativo, num primeiro momento, com o perceber do sinal vermelho da natureza e do espaço cada dia mais apequenado, que vai acabar no andar de bicicleta ou a pé. “Os modos não motorizados são a bola da vez”, diz o engenheiro Marcelo Cintra, especialista em trânsito. O lado negro, os carros: tanto que ele acredita na cobrança de pedágio para a utilização das vias. “O uso é privativo.” Vê como única alternativa para desafogar as pistas, abaixar o 1,3 milhão de mortes por ano e os gastos com acidentados, bandeira hasteada neste 2010 pela ONU. Está em nossos pés. (texto Silvânia Arriel) |
Chegou-se no limiteAdeus carros grandes Tendência da Europa e Estados Unidos de veículos compactos deve se espalhar, ao longo desta década, por todo o planeta. Ditada em nome do meio ambiente e da falta de espaço nas grandes cidades mundiais. Os de luxo (olha aí Cinquecento, Smart, Mini Cooper) para quem anda só de carrão e os populares a quem é assim. Grandes nas ruas? Só se forem elétricos, que emitem 30% menos de CO².
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De bicicleta, a pé Andar e pedalar vão ser mais comum nestes anos 10 do século XXI. Nada desgastante: as bicicletas serão elétricas ou terão marchas mais potentes, capazes de amenizar o esforço nos morros. Chegar suado ao trabalho? As empresas vão ter que espichar os banheiros, enfileirar chuveiros. |
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Usa a via, paga Cobrar pela utilização das pistas nas cidades pode ser uma das saídas para conter a chegada de mais e mais carros. A frota mundial não para de crescer (no Brasil a média é de mais de 9%). O argumento é que se paga pela energia elétrica e por que não pelo uso privativo das vias. |
Sinal vermelho Frear as mortes no trânsito. A ONU demarcou de 2010 a 2020 como a década de ações para segurança no tráfego. Quer reduzir de 1,3 milhão de pessoas que perdem suas vidas em acidentes, na maioria dos casos, em países pobres e em desenvolvimento. Em algumas regiões a violência no trânsito é a maior causa de mortes na faixa etária dos 15 aos 44 anos, a mais produtiva. |
PolíticaQuando se trata do complexo tabuleiro político brasileiro, especialistas são unânimes em não fazer previsões a longo prazo. Estão otimistas quanto ao futuro do país, mas também mantêm certo ceticismo se haverá grande mudança na agenda política. Alguns, como o cientista político Bruno Reis, dizem-se moderadamente otimistas. “Acho que o percurso dos próximos 11 anos não será muito diferente da década passada”, afirma. Outro cientista político, Carlos Ranulfo destaca a entrada do Brasil no atual ciclo positivo e acredita que, para atrapalhar, só a possibilidade de instabilidade e de governantes meio malucos. “Mas não vejo sinais de governantes que queiram retroceder nesse processo que o Brasil se encontra hoje. Então, acho que a tendência é um ciclo sem perspectiva de turbulência. Claro que há os desafios da corrupção, da desigualdade, da marginalização”, diz. Para Ranulfo, um dos grandes balizadores deste processo será a consolidação das políticas sociais e maior distribuição de renda para a população. “O desafio é o da inclusão social do cidadão. Esse foi um grande salto do governo Lula e acredito que esta é uma ação que tem de ser mantida.” Também otimista com os rumos do país está o deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), um dos coordenadores da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção. Ele é um dos parlamentares que subscreveram o projeto de iniciativa popular com 1,3 milhão de assinaturas que tenta estabelecer novos critérios para a disputa de cargos públicos, o chamado ficha limpa. O projeto que, se aprovado, só passaria a valer para as eleições dos próximos anos, estabelece que não podem concorrer às eleições pessoas condenadas ou com denúncias recebidas sobre crimes como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas, parlamentares que renunciaram aos cargos para evitar a abertura de processos por quebra de decoro parlamentar e pessoas condenadas por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa. “Progressivamente, a sociedade se conscientiza. Os fatos estão sendo revelados, alguns punidos. O ficha limpa, por exemplo, é um movimento da sociedade civil organizada e, apesar da resistência que sofre na Casa, o fato é que a movimentação aqui (no Congresso) ocorre muito em função da opinião pública. Então, com a pressão continuada, tende a surtir efeito”, afirma Biscaia. A executiva Lizete Verillo, diretora da Amarribo, ONG de alcance nacional que atua junto ao lado de lideranças políticas e da iniciativa privada com o objetivo de acompanhar a gestão dos bens públicos, acredita que essa mudança deve demorar pelo menos duas eleições até que as restrições para candidatos com problemas na Justiça passem a vigorar. Mas não desanima. “O Congresso retira de pauta projetos importantes, tem o poder de prolongar situação que não é boa, mas o quadro atual é uma verdadeira panela de pressão. A sociedade vem aumentando a demanda, tem coragem de falar e, em breve, isso vai explodir. Sou otimista com a possibilidade de mudanças.” (texto Eliana Fonseca) (*) Com Iracema Barreto |
ProjeçõesEstabilidade - Os cientistas políticos destacam que a estabilidade política do Brasil se consolidará nesta década, com a democracia fortalecida, instituições funcionando bem, eleições diretas. Ficha limpa - Se aprovados os novos critérios para a disputa de cargos públicos, os brasileiros terão menos trabalho na hora de escolher seus candidatos. Não poderão concorrer às eleições pessoas condenadas ou com denúncias recebidas sobre crimes como racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas, parlamentares que renunciaram aos cargos para evitar a abertura de processos por quebra de decoro parlamentar e pessoas condenadas por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa. Reformas - As reformas política e estrutural do país devem ser prioridades na agenda da próxima década. É a forma, segundo especialistas, de fortalecer e melhorar as instituições democráticas e superar os escândalos com dinheiro público e as acusações de corrupção de políticos. Fora de casa - Cresce o papel político do Brasil como player importante na política mundial. Segundo relatório do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, os integrantes do BRIC não só terão lugar na mesa internacional, como irão trazer novos interesses e regras ao jogo. Mais arrecadação - Os especialistas acreditam que, independentemente de quem assumir a Presidência da República em 2011, 2015 e 2019, a agenda política deve permanecer como nos últimos 10 anos, ou seja, o governo vai conseguir aumentar a arrecadação, manter a estabilidade, mas com instrumentos precários. A defesa é de criação de fundo de longo prazo que capacite o estado a fazer investimentos em infraestrutura para melhorar o seu desempenho econômico e social. |
SociedadeO traçado do meio em que vivemos se expande, muda ali, refaz aqui, dilui preconceitos. A medicina, com o espichar dos anos da existência, a tecnologia, com as facilidades da vida, dão força propulsora. Tão decantada pelos antes modernistas, a família continua, retira ranços e se perpetua como instituição inabalável por séculos e séculos. Com mudanças, muitas como as que devem prosseguir nestes 11 anos, impulsionadas pelo que já começou e se acentua. “A família terá cada vez mais formas diversas de arranjos”, diz a socióloga Lia Zanotta Machado, professora da Universidade de Brasília (UNB). |
São casamentos eternos enquanto houver amor, afeto, cuidado. Depois é cada um para seu canto, outro relacionamento. “A busca de companheiros com os quais se pode viver em conjunto, refazer as relações, vai duplicar”, afirma Lia Machado. Será tão comum que abrandará as tensões entre ex-mulheres, ex-maridos. Tudo na paz, no respeito, como também entre os homossexuais, mais aceitos pela sociedade destes anos. “Direitos e deveres serão cada vez mais contemplados no mundo sem preconceitos.” Numa sociedade com taxas de natalidade baixas e aumento da expectativa de vida. É a família de um filho só. “Poucos terão irmãos, primos, tios. Isso levará a estrutura familiar vertical”, diz o sociólogo inglês Michael Willmott, da Fundação do Futuro. Mas de relacionamentos reforçados com a ajuda da tecnologia. “Será uma rede social mais rica, aberta.” (texto Silvânia Arriel) |
Novas famílias, menos filhos, mais idososDe filho a bisavó A vida se alonga. Com o esticar de anos à frente, as famílias vão passar a ter mais gerações convivendo juntas: filho, pais, avós, bisavós ou até tataravós. Poucos terão irmãos, tios. A estrutura familiar será mais vertical do que horizontal. Amor sem documento O que já acontece e deve se realçar nesta década são casamentos sem obrigatoriedade de dar certo, nem eternidade. É a busca por relações amorosas satisfatórias para os dois, com exigência de reciprocidade no afeto e no cuidado. Cada vez mais vão morar juntos primeiro para depois ir à igreja e à frente do juiz. Sem preconceitos Mais casais homossexuais vão se formar. Passarão a viver juntos, adotar filhos ou tê-los, com a ajuda da medicina. Os seus direitos tenderão a ser cada vez mais respeitados. |
Mais famílias O número de divórcios deve crescer mais ainda e desencadeará em segundos, terceiros casamentos. Serão vários arranjos familiares, inclusos aí os homossexuais, que se tornaram comuns, sem rixas nas convivências de ex-mulheres e ex-maridos. Também serão normalizadas as relações entre novos padrastos e novas madrastas, o meu e o teu filho. Vida online A cada dia, com o desenvolvimento quase instantâneo da tecnologia, se terá mais contato com as pessoas por e-mail, telefone e redes de relacionamentos. O que duplicará, triplicará a convivência com conhecidos da hora. Ponto em casa A tendência é crescer o trabalho em casa, as videoconferências. Haverá novas e mais eficientes formas de trabalhar, o que levará a menos vagas de emprego ou redução da jornada. O desafio da década é gerir essa transição.
População envelhecida (em %) Idade (anos) 2010 2020 0 a 14 25,58 20,07 Fonte: IBGE |
TecnologiaA vida será ainda mais facilitada. Vêm por aí supercomputadores tão inteligentes quanto o homem. Mas nada de ficção científica: eles não vão tomar o lugar dos terráqueos. Pelo contrário. “Quanto mais inteligentes, mais nós vamos ser forçados a nos concentrar em atividades humanas básicas, como cuidar, ensinar e assim por diante”, afirma o futurólogo inglês Ian Pearson. O humano será realçado, com a ajuda da máquina, que também facilitará tatos virtuais: a pessoa lá e você aqui, mas com sensações como se estivesse do seu lado. Nestes anos vai estar nos laboratórios e para poucos, populariza-se após 2025. Tornam-se normais agora, corriqueiros, os aparelhos compactos, convergentes, que acessam a internet e quando apontados para determinado lugar fornecem informações turísticas ou de imóveis. “Os chips encolhem, os gastos de energia também”, diz Reinaldo Affonso, diretor de desenvolvimento tecnológico da Intel para a América Latina. Eles vão estar nas portas para autorizar quem pode entrar ou não, num aposentar das chaves de casa; nos manequins das lojas que vão informar lá dentro quem está a espiar a vitrine. Os computadores também vão diminuir de tamanho, condensar os CPUs nos teclados. Não vão rivalizar com notebooks, netbooks, mas conviver bem neste espaço da virtualidade em alta ascendente. O que se espera com a inclusão digital, tão aquém ainda no planeta todo. Hoje 1,7 bilhão de pessoas está conectada. “Isto equivale a somente 25% da população mundial. O importante nestes anos é que bilhões de pessoas possam ter acesso à internet”, informa Karla Valente, diretora de serviços e produtos da empresa Icann, dos Estados Unidos. Aí, a tecnologia fará mais pelo homem. (texto Silvânia Arriel) |
Parece ficçãoIguais humanos Supercomputadores serão tão inteligentes quanto as pessoas em 2020. Até mesmo os PCs irão realizar série de tarefas tão bem como os seres humanos. |
Tudo mini Os aparelhos diminuem com o passar dos anos, se renovam, se convergem. Fazem de tudo em menos tamanho, mais compacto, tornam-se pouco visíveis. Você poderá colocar todas as informações importantes do celular num brinco, por exemplo, sem a necessidade de teclado. Haverá sistema de rastreamento na ponta dos dedos e lentes de contatos ativas. |
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Visual e virtual Deixar registrado quem pode entrar na sua casa. A porta se abre, sem a necessidade de chave. Manequim com chip que registra quem está na porta da loja, homem, mulher, criança. Pois é, coisas da tecnologia embarcada, que lê no visual e transforma em mensagens. Vão estar perto de nós nos próximos anos. |
Leitura de prédios É virar a câmera do celular para determinado prédio e saber todas as informações sobre ele. Procura imóvel para comprar? É só apontar o aparelho para qualquer canto e vir na tela todas as informações. É a realidade aumentada em teste fora do país, mas que deve chegar logo ao mercado. |
Em 3D Filmes em 3D lideram absolutos no cinema e vão fazer os de 2D virarem relíquias do passado. A terceira dimensão também vai estar nos computadores. |
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Tato virtual Devem surgir protótipos, que conectam terminações nervosas com terminais, que gravam e transmitem as sensações. Será possível apertar mãos, beijar ou abraçar e sentir. Você verá os outros em 3D usando lentes de contato ou em visor de vídeo. Mas isto será para poucos neste período. Deve se massificar em 2025, com preços acessíveis e em todos os lugares. |
Datas marcantesEscorregar o dedo no calendário, parar nos anos de 1910 a 1920, ver quanta mudança se projeta dali e reflete até hoje no mundo. Fez e faz história. A Primeira Guerra Mundial embaralhou limites entre os países, matou 10 milhões de pessoas, feriu o triplo, arrasou cidades, fermentou pólvora para detonar a segunda batalha no planeta. De coadjuvante neste período, em 1917, a revolução russa gerou a União Soviética, o comunismo e a guerra fria que esquentou a Terra. Época em que se subverteu a certeza de que o transatlântico Titanic, construído cada palmo com tecnologia de ponta, jamais afundaria. Naufragou, levou 1.563 pessoas para as profundezas do Oceano Atlântico, criou lendas sobre o que ocorreu a bordo, mudou o direito marítimo e com a descoberta do local do naufrágio inspirou o cineasta James Cameron a fazer o filme, mais visto e rendoso: 1,8 bilhão de dólares. Perenizou-se. Pular 50 anos e chegar a 1960 a 1970, do movimento hippie, do hasteamento da bandeira do feminismo, da liberdade. Na América Latina de ditaduras, revoltas, mais mortes. A ida da capital do Rio para a aridez da recém-construída Brasília, a renúncia de João Goulart, o golpe militar, o fim da liberdade, a ditadura, aqui na Terra. Nos céus, mais suaves, a ida do homem ao espaço, à Lua, o envio de sonda a Marte. O começo do descobrimento do espaço virtual: a informática e a Arpanet, embrião da internet. Influenciam o hoje, 50, 100 anos depois. (texto Silvânia Arriel) |
Há 100 anos1912 Naufrágio do Titanic Maior navio de passageiros choca-se, no dia 14 de abril, com iceberg no Oceano Atlântico. Duas horas e 40 minutos depois, na madrugada do outro dia, afundou |
1914 Canal do Panamá Os oceanos Atlântico e Pacífico são ligados no dia 15 de agosto, com a inauguração do canal. São 82 quilômetros de extensão |
1914 a 1918 Primeira Guerra Mundial Príncipe Francisco Ferdinando, do império austro-húngaro é assassinado em Sarajevo e implode a batalha, que se espalha pela Europa. Foram quatro anos de embate |
1917 Revolução Russa Insatisfeitos com a situação econômica, advinda com os gastos do país na Primeira Guerra Mundial, os sovietes, grupos de trabalhadores, tomam o poder, criam a União Soviética e instituem o comunismo |
Há 50 anos1960 Inauguração de Brasília No dia 21 de abril corta-se a faixa da cidade artificial, feita para ser a capital do país. Idealizada por Juscelino Kubitschek e planejada por Oscar Niemeyer e Lucio Costa |
1961 O homem no espaço A União Soviética lança o primeiro astronauta ao espaço. Yuri Gagarin, a bordo da nave Vostok 1, gasta 108 minutos para dar a volta em torno da Terra |
1964 Golpe militar No dia 31 de março, tropas de Minas e São Paulo saem às ruas, João Goulart, presidente do Brasil, refugia-se no Paraguai e os militares tomam o poder. Cassam mandatos legislativos, suspendem direitos políticos |
1968 Maio de 68 Movimentos estudantis na capital francesa desencadeiam greve geral, ganham proporções revolucionárias e espalham-se pelas capitais da Europa. O Maio de 68 mudou relações entre raças, sexos e gerações |
1969 O homem na Lua O astronauta norte-americano Neil Armstrong pisa em solo lunar no dia 20 de julho. Por quase duas horas, ele e Edwin Aldrin, coletam amostras do solo e tiram fotografias |
Pré-internet Bases militares e departamentos de pesquisas do governo dos Estados Unidos são ligados pela Arpanet. Não havia centro definido ou rota única para as informações. Depois a rede se expande para outras instituições e |
Woodstock Festival reúne, no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, 500 mil pessoas em três dias de amor, música, sexo e drogas |
Centenários - Quem nasceu 100 atrás2010 Tancredo Neves |
Chico Xavier
(médium, escritor) |
Jacques Cousteau
(explorador e inventor francês) |
Madre Teresa
(missionária católica) |
2011 Ronald Reagan |
Paulo Gracindo
(ator) |
2012 Adoniran Barbosa |
2013 Richard Nixon |
Vinicius de Moraes
(compositor e escritor) |
Albert Camus
(escritor e filósofo argelino) |
2014 Orlando Vilas-Boas |
Dorival Caymmi
(cantor e compositor) |
2015 Carequinha |
Ingrid Bergman
(atriz sueca) |
Antônio Houaiss
(filósofo) |
Frank Sinatra
(cantor) |
Edith Piaf
(cantora francesa) |
2016 François Mitterand |
2017 Jânio Quadros |
Sidney Sheldon
(escritor) |
Chacrinha
(apresentador de TV) |
2018 João Goulart |
Ingmar Bergman
(cineasta sueco) |
Nelson Mandela
(presidente da África do Sul) |
Rita Hayworth
(atriz) |
2019 Jackson do Pandeiro |
2020 João Cabral de M. Neto |
João Paulo II
(papa) |
Clarice Lispector
(escritora) |
Amália Rodrigues
(cantora portuguesa) |
VIVER_BRASIL PROMOÇÃO - Concorra a pares de convites para o musical "Gonzagão", no Teatro Bradesco. Acesse o link e saiba mais on.fb.me/14yHtKw:
TudoBH Mãe de Eliza quer pena máxima para Bruno - Minas jornaltudobh.com.br/minas/mae-de-e? via @TudoBH
VIVER_BRASIL "Achar mão de obra qualificada também é um dos nossos grandes desafios", afirma Paulo Castellari.