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Zoom
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Nélio Rodrigues |
Nova estrela na cozinha?
Filha de chef, chefinha é. Naiara Faria, a caçula, quer mostrar que sim. Prepara o avental, tecnicamente desamassado, para assumir lugar na cozinha do pai, o estrelado chef Ivo Faria, no início de 2010. Não vai assim do nada: começou em casa um prato aqui, outro lá, foi para a faculdade de gastronomia, nutrição se aperfeiçoar em épocas de devoção aos nutrientes e vitaminas. “A comida tem que ser saudável”, diz Naiara. Gostosa também. O pai provou e aprovou. “É muito bom. As oportunidades que ela tem, eu nunca tive.” Depois da experiência no restaurante do pai, onde Naiara acredita que será muito cobrada por ele, vai para a Europa trabalhar com chefs... amigos de Ivo Faria. “Mas vai fazer o próprio nome, trilhar seu caminho.” Sem o nome do pai como peso.
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Alexandre C. Mota |
Destaque nacional
O arquiteto mineiro Gustavo Penna encerra 2009 com duas vitórias obtidas pela execução do projeto do condomínio Vila Gardner, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Implantado no Vale dos Cristais pela Odebrecht Realizações Imobiliárias, o projeto acaba de receber em São Paulo o prêmio Melhor Arquitetura 2009 – Categoria Condomínios Residenciais. A premiação, concedida pela revista Arquitetura & Construção destaca soluções sustentáveis, criatividade, ideias inovadoras e aspectos técnicos e estéticos de projetos arquitetônicos. Em sua Décima Premiação de Arquitetura, o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-MG) também concedeu, neste ano, o primeiro lugar ao projeto do condomínio Vila Gardner na Categoria Obras Construídas – Habitação Multifamiliar.
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Daniel de Cerqueira |
Psicóloga na praça.
Sua profissão de psicóloga é usada para saber nas entrelinhas ouvidas e vistas o que o povo quer. O restante vem da criatividade na distribuição com harmonia de 500 mil microlâmpadas, 200 figuras decorativas e 2,5 mil luminosas pela praça da Liberdade, a grande vedete do Natal em Belo Horizonte. Não há como não se deslumbrar ante aquela visão, planejada pela psicóloga Cláudia Travesso. Este é o segundo ano que ela desenha a decoração, analisada desde o final de 2008. “Vinha para a praça ver a atitude das pessoas. A maioria tirava fotos. Então, este ano programei locais estratégicos para isto.” Só não consegue resolver o problema que pode ser causado por tempestades comuns nesta época, mesmo com materiais mais resistentes. Fica para são Pedro decidir se a decoração será 100%
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Daniel de Cerqueira |
Morro imortalizado
A professora universitária e jornalista Márcia Cruz foi consultar becos, vielas da sua memória e também documentos para escrever o livro Morro do Papagaio, da coleção BH. A cidade de cada um. Cenário inédito imortalizado em 118 páginas de histórias verídicas do local que abarca cinco comunidades, 35 mil moradores e diversidade na arquitetura, religião, música, costumes. Foram oito meses de pesquisa, fora a experiência da vida lá, onde nasceu e mora até hoje. “Quando vi o livro pronto, superou minhas expectativas”, diz Márcia. Mais o retorno que teve dentro e fora do morro.
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Renata Murta |
Mostra interativa
Quem visita a exposição Fragmentos, em cartaz até 10 de janeiro na Galeria Contemplo, no Santo Antônio, pode fazer sua própria arte. Pensando em criar maior interação com o público, a artista plástica Juçara Costta criou quadros de 25 centímetros por um metro, com os quais os visitantes podem montar painéis na parede ao seu gosto. Das 50 telas em exposição, 38 são para os visitantes brincarem de artista. “Minha ideia é convidar o público a expandir o olhar e sair do conforto. Preferi não expor algo pronto para as pessoas”, diz. A ideia, segundo ela, veio da sua experiência como atriz. “Não perco o contato com o público. A arte deve ser a ferramenta para homem se encontrar”, defende.
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Divulgação |
Minha vida é um filme
Ela está por trás das telas e faz produções mineiras aparecerem no país. “Os filmes são a forma que encontrei para me expressar. Minha motivação é conseguir fazer isso melhor”, afirma a cineasta Marília Rocha. Parece que está conseguindo: o longa-metragem A falta que me Faz foi indicado para o troféu Candango, não levou a estatueta, mas atraiu a atenção do público. Havia deixado sua marca nos documentários Aboio e Acácio. “Acho que podemos falar de fato de uma retomada da invenção do cinema nacional.” Sua inspiração para o último filme veio de grupo formado de meninas de Curralinho, em Minas, de suas amizades, separações, perdas.
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Andréa Maia |
Atrizes iniciantes
Ana Karine Lopes e Ingrid Xavier (primeira à esq.) começaram tímidas nos ensaios. Elevaram a autoestima e vão pisar firme nos palcos do teatro do colégio Monte Calvário, no dia 18 de dezembro, e no da comunidade da Serra, no dia 21, com a peça A Máquina, de Adriana Falcão e João Falcão. “Ingrid chegou para mim e pediu: Como faço para ter mais texto”, lembra Danielle Braga, diretora do espetáculo. Deu mais falas e viu a personagem e a menina franzina crescerem. “O projeto me trouxe felicidade e vontade de fazer as coisas”, diz Ingrid. O projeto aí é o Toda Quinta, de inclusão social desenvolvido no Aglomerado da Serra, em BH. “Muitas pessoas que vão ao teatro podem descobrir novos talentos entre a gente”, acredita Ana.
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Renato Cobucci |
Fotógrafo de Fidel
Em 1958, aos 28 anos, o cinegrafista Hector Ochoa acompanhou o levante dos guerrilheiros liderados por Fidel Castro contra o governo cubano. “Não fazia ideia de que a história estava sendo redesenhada.” Dali em diante Ochoa ficava sempre ao lado de Fidel e de Che Guevara, registrando tudo, como o fotógrafo oficial da revolução cubana. “A câmera tinha filme preto e branco 8mm, era pesada, exigia domínio da técnica e horas na sala de revelação.” Se o processo era precário, por outro lado ajudou a eternizar fotos exclusivas do levante, sob o olhar de quem estava no centro da batalha. Ochoa guarda inúmeras fotos, em várias aparece conversando com Fidel, com seu inconfundível uniforme militar. Hoje, aos 78 anos e 64 ininterruptos de trabalho, Ochoa é diretor na TV estatal de Cuba, em Havana. Seu maior sonho é re-encontrar Fidel, que desde 2006 se afastou da vida política por motivo de saúde.
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Gustavo Scatena/Imagem Paulista |
TÚNEL DO TEMPO
No embalo dos anos 80
Puxar a memória, os refrões Sou Boy, eu sou boy e Isto me dá me tic tic nervoso e chegar ao criador, o cantor Kid Vinil, desbravador deste tipo de música de humor mais popular no país. Está aí, ainda com shows onde estas músicas fazem sucesso nos nostálgicos embalos dos anos 80 em alta neste século XXI. Também é DJ, produtor musical, blogueiro, colunista, estudioso do rock. O auge televisivo passou, mas não se importa. “Nunca fui pop star, nem tinha esta pretensão. Não sou bonito, nem sex simbol”, diz. Havia feito todo trabalho antes e o sucesso veio como consequência numa época em que programas de televisão, o do Chacrinha incluso, abriam espaço para as bandas, mais restritas ao rock. “Hoje é mais difícil. Você vê, não tem tanto conjunto na mídia. Também há proliferação de ritmos populares: axé, sertanejo, pagode.” O que não havia tanto na época em que embalava multidão com tic tic nervoso. “Não fiz sucesso com uma música, mas com duas.” Teve também Comeu, tema da novela global A Gata Comeu. “É mesmo, havia me esquecido.” Mas guarda coleção de 20 mil LPs e CDs, escreveu o Almanaque do Rock e no primeiro semestre do próximo ano lança livro sobre a história deste tipo de música. Não passou, só deixou de ser boy.
Com colaboração de Silvânia Arriel, Vanesa de Cobucci, Luciana Avelino.
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