Quinta, 09 de Fevereiro de 2012
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Colocação de próteses nos seios é, hoje, a cirurgia plástica mais realizada no Brasil. Saiba tudo sobre o procedimento e decida por engrossar ou não as estatísticas

Texto: Luciana Avelino | Fotos: Pedro Vilela, J. Domingos, Ilustração: Paulo Werner


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Thanmy Rossin: “No começo não gostei. Mas, aos poucos, fui me acostumando”

Difícil imaginar, mas na década de 80, as mulheres iam aos consultórios de cirurgia plástica desejosas por seios pequenos, superdiscretos, quase inexistentes. Na época, a redução era comum. Hoje, a referência de beleza é seios fartos, volumosos. A demanda nacional atual é tão significativa que ocupa o topo das intervenções plásticas. O implante de próteses mamárias é mais requisitado do que lipoaspiração. Detalhe: as mineiras estão no segundo lugar do ranking. Só perdem para as cariocas.

No último levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os silicones contabilizam 21% das intervenções plásticas, seguidos dos 20% das lipos. Das 629 mil plásticas feitas por ano no Brasil, 96 mil são de aumento de mama. O país só fica atrás dos Estados Unidos.  A mudança de padrão estético é mes­mo visível. Basta ligarmos a TV, folhearmos revistas, olharmos à volta. A técnica se popularizou para todas: atrizes, celebridades, donas de casa, funcionárias públicas, estudantes. Será que os seios também conquistaram seu espaço como preferência nacional? E as mulhe­res, por que andam tão seduzidas por seios turbinados?


Ângela Maria de Oliveira: novo preenchimento
Ângela Maria de Oliveira: novo preenchimento

Há um ano, a estudante de cinema Rosana Alves de Castro, 26, diz ter se dado o melhor presente de sua vida: duas próteses de exatos 265 ml. “Por causa dos seios muito pequenos, tinha baixa autoestima e muita vergonha. Com 14 anos,
coloca­va bolinhas de meia dentro do su­tiã.” Com a nova silhueta, Ro­sana conta que até seu jeito mu­dou. Es­tou mais feliz, confiante, bonita.” A nova postura também interferiu na relação a dois. “Sinto-me mais segura, à vontade.”  

Para o cirurgião plástico Emerson Melgaço de Castro, o recurso do silicone está em alta em função da própria relevância dos seios para as mulheres. “A mama é simbologia da feminilidade, sexualidade, sensualida­de, maternidade. É a distinção do se­xo feminino.” A influência da estética americana, tradicionalmente conhecida por seios avantajados, reforça o movimento das mulheres à mesa de cirurgia. Com a globalização, o modelo de bustos generosos ganhou o mundo. Na Venezuela, por exemplo, as debutantes pedem próteses de presente. No Brasil, a corrente de adesão atinge de adolescentes a mulheres de meia idade. "A maciça divulgação da exposição do corpo feminino, antigamente mais preservado, e a própria imagem de seios protuberantes, com formas delineadas e consistência associada à sensualidade contribuem para essa evolução estética-cultural", diz o cirurgião plástico Sebastião Nelson, presidente eleito da SBCP. “Hoje, vaidade não tem idade. Vive-se mais e com maior qualidade de vida”, completa Emerson Melgaço. Aos 63 anos, Adercília Resende decidiu investir nas próteses. Casada, com cinco filhos adultos amamentados até os nove meses, colocou 230 ml em cada seio em julho passado. “Gostei muito. Ficou discreto. Minhas filhas adoraram e até se animaram a fazer no futuro.”

Daniela Nogueira: peitos generosos são essenciais para trabalhos de lingerie
Daniela Nogueira: peitos generosos são essenciais para trabalhos de lingerie

De tão valorizados, os seios são dotes determinantes na contratação de modelos comerciais para catálogos e editorais de lingerie e moda praia. Para estas demandas e as de prova de roupa, a medida padrão para o busto varia de 85 a 90 cm. A fotógrafa de moda e proprietária da agência de modelos Why, Daniela Nogueira, considera que seios maiores abrem, sim, portas para profissionais de perfil de beleza comercial. "São essenciais. Trabalhos de lingerie, inclusive, são mais remunerados, já que a exposição do corpo é maior." No entanto, desaconselha excessos. "Peitos grandes demais deformam as roupas. Muitas vezes, fica até vulgar, a não ser que o objetivo seja atender ao segmento garota-cerveja."

A modelo e estudante de engenharia da computação, Thanmy Rossin, 22, confirma que adotou o silicone em função da carreira de modelo. As novas propostas de trabalho recebidas, logo após a cirurgia, há quatro meses e meio, para casting e fotos de moda festa, sinalizam que a aposta valeu. A mudança de sutiã de 40 para 44 assustou à primeira vista. “No começo não gostei. Achei exagerado. Mas, aos poucos, fui acostumando. Coloquei pela aréola. Ficou perfeito, sem cicatriz.”

Além de interceder a favor da estética em razão de pouco volume ou ausência de mamas, alterações como gravidez, peso, genética, exposição ao sol e idade, há casos em que a mamoplastia de aumento resgata a feminilidade perdida. A reconstrução de mamas devido a mastectomias provocadas pelo câncer, contribui na aceitação do corpo modificado. Para Deise Guerra Carneiro, 51, a insatisfação com o busto após a retirada de nódulos axilares benignos a levou ao implante de próteses de 120 e 140 ml, há 12 anos. O objetivo não era dar volume, mas conceder forma mais bonita, arredondada. “Gos­tei do resultado.” A produtora de moda Cristiane Rajão, 32, filha de Dei­se, também aderiu ao silicone. A precoce colocação de próteses de 100 e 120 ml, aos 15 anos, resultou de uma junta médica em função da assimetria dos seios causada por descompassos hormonais. “Era superincomodada com um busto maior do que o outro. Com as próteses, fiquei maravilhada.”

Lara Vieira: “Não tive nenhuma dificuldade em amamentar”
Lara Vieira: “Não tive nenhuma dificuldade em amamentar”

A evolução tecnológica das próteses, que implica segurança e qualidade da matéria-prima usada, também vem incentivando a adoção do recurso estético, assim como o custo mais acessível, em torno de 5 mil reais. Tornou-se possível economicamente a quase todas as camadas da população. Comparadas às primeiras próteses lançadas em 1973, as atuais diferem, e muito. Pela composição interna de gel quase líquido com membrana de revestimento fina, havia tendência de complicações como ruptura e vazamento.


De acordo com o cirurgião plástico Jorge Antônio de Menezes, presidente da SBCP-MG, as próteses mais usadas hoje em função da segurança são aquelas à base de silicone.”São feitas de gel de útima geração de alta coesividade, que não se espalha no corpo, mesmo se perfuradas.” Em função do mercado, indústrias por todo o mundo investem no produto. Enquanto a China é recordista de em­presas fabricantes (16), França e Estados Unidos contribuem cada um com duas fábricas. No Brasil, a marca carioca Silimed reina na produção local. “As próteses têm ultrapassado barreiras culturais e relativas ao biotipo. Mulçumanas e chinesas estão cada vez mais aderindo ao silicone”, diz Gustavo Coelho, representante da Silimed em Minas. 


Os implantes contam com variedade de formas, texturas e perfis, assim como de técnicas usadas para inseri-los. Há cinco vias de acesso possíveis, que vão da aréola, inframamária (a mais usada) a axilar. As próteses podem ser redondas, anatômicas, ter superfícies lisa ou texturizada. O tipo e tamanho escolhidos são determinados pelo estilo de vida, contorno corporal, quantidade de tecido mamário e aparência desejada.


Na escolha do volume, são levadas em consideração altura, idade e largura do tronco. Harmonia é fundamental. “Uma garota de 20 anos ao optar por próteses de 300, 400 ml vai ficar linda, mas não pode se esquecer de que aos 40, 50 vai parecer uma matrona. Peitos muito grandes tendem a cair mais rápido e necessitar de intervenções cirúrgicas futuras”, diz Melgaço.

Sabrina Boing Boing (ao centro da foto)
Sabrina Boing Boing (ao centro da foto)

Ao gosto pessoal da modelo e cantora gaúcha Sabrina Boing Boing, 24, seios maiores deixam a mulher mais bonita. Mesmo tendo certo volume de busto, desde o início da adolescência almejava seios fartos. Co­meçou com próteses de 300 ml aos 18 anos, na época em que a personagem Feiticeira, de Joana Prado, fa­zia sucesso na televisão com seus seios siliconados. Na sequência, vieram as próteses de 450 e 900 ml. Embora afirme que a adoção das próteses foi decorrente da própria satisfação como mulher, concorda que fo­r­am responsáveis por sua introdução na mídia. Ano passado, assim que aderiu às próteses de 1,5 litro em cada busto, posou para as revistas masculinas Sexy e Playboy. “Não pretendo aumentar mais. Estou feliz assim. Muitos acham exagero, mas acredito que o importante é me sentir bem”, diz ela, que jura ter tido aval médico. “Minha estrutura física era compatível. Não colocaria minha saúde em risco”, fala Sabrina, que agora investe na carreira de vocalista da banda de pop Sex Dolls.


E a preferência masculina? Eles curtem ou não seios grandes? Co­mu­nidades no orkut, como Adoro Mulher com Silicone, com 4.560 membros, levam a crer que eles aprovam. Na opinião de Flávio (nome fictício), solteiro, 32, implantes são bem-vindos por deixar as mulhe­res mais atraentes. “Para meu gosto, quanto maiores melhor, salvo os exageros. É impossível não olhar. Quanto ao tato, os seios ficam mais firmes, mas não iguais aos naturais.”

Além dos casos recomendados, o cirurgião plástico Jorge Menezes percebe que muitas mulheres optam pelas próteses para fazer parte da tri­bo. “Algumas até acreditam que o silicone confere status. A procura pelas próteses é, de fato, gigante. Temos de ficar alerta para não ceder aos de­sejos insensatos.” Outro erro na vi­são do cirurgião é achar que a próte­se deixa a textura da mama dura. “Na verdade, ela só preenche o volume.” As contraindicações, segun­do ele, ficam por conta do histórico familiar de câncer na família, pele flácida e quando a mulher já possui uma mama bem satisfatória. Ou ainda quando é colocado em excesso, o que pode levar a inúmeras complicações como dores nas costas, problemas de coluna.

Rosana Alves de Castro: “Sinto-me mais segura”
Rosana Alves de Castro: “Sinto-me mais segura”

Entre os problemas mais comuns decorrentes da inserção do silicone, como a abertura do corte e a alteração transitória de sensibilidade, a possível formação de cápsula fibrosa envolvendo as próteses é, sem dúvida, o mais grave. Com os implantes modernos de melhor qualidade, a incidência caiu de 30% para cerca de 2% a 4%. No processo, o organismo reage para expulsar o material estranho, fato que gera uma cápsula fibrosa, que começa a se desenvolver após algumas semanas da cirurgia. “O grau de encapsulamento é variável: de imperceptível (não necessita de tratamento cirúrgico) até dor e deformidade. Neste extremo, o tratamento é cirúrgico.”


Além desses fatores complicadores, há ainda possibilidade de reações anafiláticas decorrentes de alergia a anestesia, ao lá­tex. Apesar de raríssimas, podem acontecer com qualquer um. Jorge Menezes explica que a rejeição ao silicone não existe, já que é material inerte. “Dois terços das infecções cirúrgicas são provocadas pelos próprios germes da pele do paciente e 30% por infecção hospitalar.” E foi justamente em consequência de uma infecção de ferida operatória que a estudante de educação física Da­niela Myrrha Guimarães Al­mei­da, 25, teve de se submeter por um mês a pulsões, medicação de antibióticos e visitas quase que diárias ao consultório médico após a colocação de próteses de 245 ml. “Os pon­tos abriram e ficaram inflamados. Fi­quei receosa. A médica falava que, se não melhorasse, corria risco de trocar os implantes, o que, felizmente, não ocorreu.”


Associar o silicone a possíveis problemas na amamentação é constante entre as mulheres. O médico Se­bas­tião Nelson tranquiliza ao esclarecer que o temor é infundado. “Há técnicas que visam a preservação do tecido mamário, como a que insere o silicone atrás da mama e não atrapalha sua função.” A servidora pública Lara Piau Vieira, 38, é um exemplo. Dois anos antes de engravidar do filho de um ano e sete meses, trocou as próteses colocadas em 98 pe­las de 195 ml. “Não tive nenhuma dificuldade em amamentar, pelo contrário.”

Deise e Cristiane: recurso reparador para mãe e filha
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Já no pós-operatório, a indicação de drenagens e massagens divide cirurgiões. Quando recebe a liberação médica das clientes, Carolina Madu­reira Viana, fisioterapeuta especialista em dermatofuncional, faz drenagem linfática manual para amenizar os ede­mas e, quando necessário, manobras específicas para melhorar o aspecto da cicatriz e aplicação de produtos à base de óleo. Ambos recursos são feitos após duas semanas da intervenção, com os pontos retirados. “As maiores alterações giram em torno da cicatrização, que costuma ficar alta.” 

Em relação à propagada prótese permanente, Emerson Melgaço esclarece. “A troca de implantes sempre será necessária em algum momento. Aqueles que prometem vida eterna, mentem. Quando se introduz um corpo estranho no organismo, há o desgaste natural.” Conforme o médico, não há como prever o tempo útil das próteses. Pode ser que dure toda a vida ou que não tenha mesmo necessidade de trocá-la por 15, 20 anos. “Os controles e exames médicos anuais, como toque, ultrassom, mamografia e ressonância magnética, é que determinam o prazo de validade.”


A duração de uma cirurgia de prótese gasta cerca de meia hora, com anestesia local e sedação ou anestesia geral. A paciente é liberada no mesmo dia. Fica apta a voltar a executar atividades rotineiras em 15 dias, desde que sem extravagâncias, dirigir em um mês e ir à academia em 90 dias. “Seguindo as recomendações médicas, não há surpresas”, relata Ângela Maria Meireles Pires de Oliveira, 44, fisioterapeuta, com filhos de 18 e 21 anos. Há quatro meses, substituiu as próteses de 115 ml pelas de 215 ml. “Quis dar um up no visual. Aproveitei para retirar excesso de pe­le e dar maior preenchimento”, diz, orgulhosa do novo visual.

Na contramão da corrente turbinada, há ainda quem resista ao silicone, como a apresentadora Adri­ane Galisteu, as atrizes Carolina Dieck­man e Cláudia Raia e tantas outras anônimas. A psicóloga clínica Jade Goulart lembra que o mais relevante é não se perder em função de modismos, influência da mídia, facilidade financeira e exigência da sociedade e, sim, agir com consciência.“É importante não perder a dimensão do feminino que abarca o todo do corpo e sua representação subjetiva, não instalando apenas nas mamas o significado de ser mulher”

Famosas com silicone

- Deborah Secco
- Amy Winehouse
- Fernanda Lima 
- Xuxa
- Fernanda Vasconcellos
- Daniela Cicarelli
- Sthefany Brito
- Daniele Winits
- Sabrina Boing Boing

Vias de acesso cirúrgico

Axilar: A cicatriz fica escondida na região da axila, imperceptível. Geralmente,
a prótese é implantada abaixo do músculo. Como o risco de hematomas e
equimoses (áreas arroxeadas) é maior nessa via de acesso, bem como alterações
de sensibilidade e assimetria mamária, seu uso é bastante restrito. Indicada para pacientes desprovidas de mamas e com aréolas pequenas


Areolar: A cicatriz cirúrgica irá se localizar na região areolar (transareolar: bico do seio; e periareolar: parte inferior da aréola).
A cicatriz é de boa qualidade, com exceção dos casos em que a paciente tenha tendência à cicatriz hipertrófica. Também possui risco elevado de alterações na sensibilidade mamária (fato que provoca rejeição pela maioria das pacientes) 

Sulco inframamário: A cicatriz é posicionada abaixo das mamas. É a via mais utilizada pela maioria dos cirurgiões plásticos, devido à facilidade do procedimento e do menor índice de complicações. Possui a vantagem do descolamento não passar pelo tecido mamário. É a via mais rápida quanto à duração da cirurgia, porém é a que requer maior atenção e cuidado em relação à qualidade da cicatriz, que geralmente não ultrapassa 4 a 5 cm de extensão 


Umbilical: A colocação da prótese de capa de silicone e interior de soro fisiológico é feita a partir do umbigo, quando o médico vai descolando até a região do peito. Não deixa cicatriz. Há, porém, mais riscos de complicações (hematomas, seromas, inflamação), além de prolongar o tempo operatório e necessitar de anestesia geral. Tem alto grau de resistência entre cirurgiões brasileiros. É considerada técnica agressiva

Abdominal: A técnica via abdome é usada quando a paciente se submete a uma abdominoplastia (cirurgia no abdome). Na oportunidade, o silicone é introduzido na mesma via de incisão da abdominoploastia. Procedimento rápido, com a vantagem da exclusão absoluta da cicatriz

Indicações

- Ausência congênita de mamas (amastia)
- Volume diminuído das mamas (hipomastia)
- Nos casos de uma mama ser muito menor do que a outra (assimetrias)
- Quando há desejo de aumento das mamas mesmo tendo volume considerado normal (mastoplastia de aumento)
- Em reconstruções mamárias secundárias a defeitos morfológicos resultados pela ressecção de cirurgias anteriores, como câncer de mama
subglandular X submuscular
subglandular X submuscular

Passo a passo do implante

- Após definida a via de acesso para inclusão do implante, a pele é incisada no local previamente marcado
- A gordura e o tecido mamário são também incisados até que se atinja o plano subglandular, ou seja, um plano que fica abaixo do tecido mamário, situado acima do músculo peitoral
- É criado espaço onde será colocada o implante, 10% a 20% maior do que o tamanho da prótese para se evitar a formação de dobras e para que se acomode na melhor posição possível 
- O cirurgião realiza a hemostasia, cauterização dos vasos sanguíneos, para que não haja sangramento posterior, de forma a evitar o risco de formação de hematomas. Nesse momento, o cirurgião pode testar alguns moldes de prótese de silicone de diferentes tamanhos para melhor adequação ao biotipo da paciente
- O próximo passo é o implante das próteses nas lojas mamárias previamente descoladas. É realizado o fechamento por planos até chegar na pele

Formas de implantação das próteses 
As próteses podem ser inseridas abaixo do tecido glandular, entre a glândula e o músculo peitoral (subglandular) ou abaixo do músculo peitoral (submuscular). A via cirúrgica submuscular é reservada para pacientes com pouquíssimo ou quase nenhum tecido mamário, já que tendo pouco tecido para cobri-las, as próteses podem ficar muito evidentes e com contornos bastante marcados

Perfis de prótese de silicone

Baixo: Têm base mais larga e são mais baixas, sendo mais indicadas quando se deseja uma maior projeção do colo mamário e pouca projeção para a frente. São pouco utilizadas 

Alto: Possuem  base menor e são mais altas, sendo, portanto, melhor indicadas quando se deseja maior projeção dos seios para frente sem tanta necessidade de preenchimento do colo mamário. São mais requisitadas pela maioria das pacientes  

Perfil anatômico: Perfil em gota indicado para  pacientes que têm mamas com formas e contornos estéticos e desejam aumento proporcional. Possui projeção frontal menor que as próteses de silicone de perfil alto  

O antes e o depois

Pré-operatório

- Por reduzir a circulação sanguínea, o uso de cigarros pode comprometer a cicatrização, provocando necrose (morte) de tecidos. É recomendado suspender o hábito por 4 semanas antes e até 4 depois da cirurgia
- O uso de medicamentos (como AAS, Buferim, Bufedil, vitamina E, gingko biloba) deve ser interrompido 2 semanas antes da cirurgia, já que alteram coagulação sanguínea e propiciam sangramento 
- Interrupção de consumo crônico de corticóides 15 dias antes da operação pela possibilidade de prejudicar a circulação

Pós-operatório

- Assim como as cirurgias em geral, a colocação de prótese pode ocasionar cicatrizes inestéticas (em virtude de predisposição genética a quelóides, alergia a fios cirúrgicos, patologias associadas – diabetes, infecções, anemias, carências de vitaminas, exposição solar precoce e prolongada), edema (inchaço), equimoses (manchas roxas na pele), seromas (acúmulo de líquidos), hematomas, alterações transitórias ou definitivas de sensibilidade, alergias, trombose, embolia e até risco de vida. Contudo, os problemas mais comuns são: contratura capsular (endurecimento da prótese) e rotura (quando a prótese se rompe). Muitas vezes a paciente não percebe e só é constatada a partir de ressonância magnética


 
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