Terça, 22 de Maio de 2012
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Márcia Queirós

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 | Por: Evandro Fiuza
Evandro Fiuza

Rumo à Alemanha

Aos 26 anos, a cantora lírica mineira Isabela Santos arruma as malas para a primeira experiência profissional fora do país. Em dezembro, ela se apresenta em concertos de Natal em igrejas de Hügelheim, Münschweier e Oberhausen, na Alemanha. O convite partiu do amigo, maestro e cantor Márcio da Silva, que atua no país europeu. Além da bela voz e da formação – Isabela é mestra em performance na UFMG, com o tema Lendas Amazônicas, de Waldemar Henrique –, a moça leva na bagagem figurino mineiro. Ela se apresentará com roupas da estilista Ananda Sette, da Botões, acessórios de Thais Valadares e sapatos de Virgínia Barros. Tem tudo para encantar o público.
 
 | Por: Divulgação Chevrolet
Divulgação Chevrolet

Teste delivery

O serviço de entrega em domicílio chega ao setor automobilístico. O lançamento do Agile, novo carro da Chevrolet, inova com o test drive delivery. Isso mesmo: carro novinho em casa para testar. O consumidor recebe o veículo no endereço solicitado, após o agendamento on-line. E tudo movido a tecnologia. Enquanto aguarda a chegada do Agile, ele pode acompanhar o percurso, transmitido em tempo real, pelo hotsite (acesso ao GPS via celular). No test drive, o cliente é fotografado enquanto dirige, e as imagens postadas no hotsite. “Trata-se de uma integração entre ferramentas digitais e o mundo real”, define Cristina Ponte, gerente de Marketing de Relacionamento de Mídias da Chevrolet.
 
 | Por: Reginaldo Azevedo
Reginaldo Azevedo

Volta a Minas

Ex-integrante do grupo Corpo, onde atuou de 1989 a 2001, a bailarina Inês Bogéa matou saudades de Minas. Não dançando no palco, mas como diretora da São Paulo Companhia de Dança, que se apresentou no Palácio das Artes nos dias 21 e 22 de outubro. O grupo foi criado pelo governo paulista ano passado com a proposta de tornar a dança cênica acessível ao grande público. “O José Serra (governador de São Paulo) e o secretário de Cultura, João Sayad, são amantes da dança. Vão para o exterior já com espetáculos agendados. Querem que a dança faça parte do universo paulistano”, diz Inês Bogéa, que assumiu a empreitada de dirigir a companhia com a também ex-bailarina Iracity Cardoso.
 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Cheias de graça

Decifrar a alma feminina não é tarefa fácil. Mas é nessa complicada seara que um sacerdote decidiu entrar. O padre galã Fábio de Melo, 38 anos, acaba de lançar pela Ediouro o livro Mulheres Cheias de Graça. A obra reúne 24 contos construídos a partir da ambiguidade que a língua empresta ao termo graça – que tanto pode definir dádiva ou bênção quanto significar elegância ou comicidade. Para construir a narrativa, o autor criou personagens femininas – jovens ou idosas; ingênuas ou reflexivas; românticas ou idealistas; sensuais ou pudicas.  Este é o 7º livro de padre Fábio de Melo, considerado um fenômeno editorial. Na certa, o sacerdote terá ainda mais prestígio entre as fãs.
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Bistrô no Belvedere

Dizem que as mulheres colocam nova ordem na casa. Foi assim com o charmoso Bistrô Divino Arte e Café, no Belvedere, que desde maio passou a contar com a administração da empresária Fany Costa Silveira. Ao lado de Adailton Caldeira de Melo, proprietário do restaurante há quatro anos, Fany renovou o espaço, que costuma lotar à noite com mesas nas calçadas. A casa, cuja cozinha é comandada pelo chef Miguel Arcanjo,  serve pratos da culinária internacional e tem vasta carta de vinhos. Ideal para aqueles que gostam de um clima romântico.
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Made in Brasil

O guitarrista paulista Andreas Kisser, que formou em Belo Horizonte a consagrada banda de heavy metal Sepultura, sucesso no exterior, voltou à cidade neste mês para participar da partida de despedida do jogador Sorín, ídolo no Cruzeiro. Na capital, anunciou novidades na carreira: ele lança no Brasil, no próximo ano, o primeiro disco solo: Ubris. “A palavra de origem grega significa arrogância, no sentido daquilo que move o ser humano e o leva a extrapolar limites”, traduz. O CD – duplo e bem distinto do trabalho desenvolvido pela banda – conta com a participação de nomes como Zé Ramalho e Toni Bellotto, vocais em português, e resulta do conhecimento e formação do músico. O roqueiro estudou violão erudito, chorinho, bossa-nova e clássicos. “Há temas que compus há 15, 17 anos e ficaram guardados, e só agora estou usando. Foram cinco anos de trabalho; um marco legal”, comemora. Em janeiro seus fãs também poderão ouvir o CD A-lex, baseado no filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick.
 
 | Por: José Luiz Pederneiras
José Luiz Pederneiras

Túnel do Tempo - Eterno frisson

Mineiro de Ponte Nova e radicado no Rio de Janeiro, o cantor, compositor e violonista Tunai completa no próximo ano três décadas de carreira. A data será marcada pelo lançamento de CD e DVDs ao vivo, com participação de artistas que gravaram composições e marcaram sua carreira, como Milton Nascimento, Simone e Zélia Duncan. Esta última, sua afilhada musical. “Conheci a Zélia em Brasília, em 1984, quando ela ainda se apresentava como Zélia Cristina”, lembra Tunai.


O lançamento dos trabalhos fonográficos quebra o jejum do artista, que há quatro anos gravou o último CD, Dança das Cadeiras. Irmão do músico João Bosco, Tunai estreou em 1978 como compositor com o bolero Se Eu Disser, gravação de Fafá de Belém. Em 1979, Elis Regina o lançou com a emblemática As Aparências Enganam (Essa Mulher/Wea), que virou sucesso.
“Estudei engenharia em Ouro Preto, mas a música falou mais alto. O principal vestibular da minha vida foi passar pela escolha de Elis”, revela Tunai, que tem mais de 160 músicas gravadas por grandes intérpretes da MPB e oito discos de carreira. Um dos sucessos inesquecíveis é a canção Frisson. Quem não se lembra dos versos: “ Meu coração pulou. Você chegou, me deixou assim. Com os pés fora do chão. Pensei: Que bom! Parece, enfim, acordei”.


Enquanto não lança os próximos CD e DVD, Tunai compõe e cumpre agenda de shows pelo país. Casado há 29 anos, é pai de um casal – André, que acabou de se formar em Letras, e Daniela, estudante de nutrição. Perguntado sobre a sua relação com Minas, ele não esconde a saudade, mas nada que não possa ser resolvido com visitas à mãe, dona Lilá, 92 anos, em Ponte Nova. “Sempre vou rever minha família. E aqui no Rio moro em Santa Tereza em uma rua cheia de árvores, que remete à minha infância”, conta. Prova de que Minas ainda não saiu do coração do artista.

 
 | Por: Tião Mourão
Tião Mourão

Doze anos de música

O Projeto Música no Museu festeja 12 anos com concerto do pianista João Carlos Assis Brasil, no dia 27 de novembro, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro. A apresentação conta com participação especial da flautista norte-americana Jane Strauman. Neste ano, o projeto realiza 540 concertos no Brasil, além de Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Marrocos. Minas não fica de fora. Tem sido o maior sucesso o roteiro de concertos  2009 homenageando Villa-Lobos em Juiz de Fora, Barbacena, Ouro Preto, Belo Horizonte, Sao João del Rei, Diamantina e Tiradentes, com patrocínio da Cemig.  Criador e diretor do projeto, Sérgio da Costa e Silva recebeu no ano passado a Ordem do Mérito Cultural, decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a maior honraria da cultura brasileira.
 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Criações de princesa

A princesa Paola de Bourbon Orleans e Bragança abriu e fechou o primeiro desfile coletivo da 5ª edição do Minas Trend Preview, no condomínio Alphaville, em Nova Lima. Além de integrar o casting de eventuais desfiles, a carioca de 26 anos está na TV e colocando em prática o que ama fazer: criar. Formada em desenho industrial, acaba de assinar a segunda coleção de joias para a joalheria Dryzun. “O processo de criação é superinteressante. Trabalho dinâmico, criativo, me identifico muito.” Além de DJ nas horas vagas, apresenta o programa I Wanted It, da Fashion TV, que aborda temas do universo do luxo. De Minas, fora BH, Paola diz conhecer apenas Juiz de Fora e Tiradentes, que considera apaixonante.

 

* Colaboraram nesta edição Luciana Avelino e Raquel Ayres

 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Bate-papo - Confidências de Costanza

Uma das maiores autoridades em moda no Brasil, Costanza Pascolato chega aos 70 anos cheia de boas vivências e histórias para contar, e não apenas sobre o universo fashion. Ela acaba de lançar pela Con­fi­den­cial, segredos de moda, estilo e bem-viver.  Na obra, escrita em primeira pessoa, a autora revela as escolhas, preferências e opiniões que a tornaram tão respeitada e admirada. Sócia da tecelagem Santa­cons­tan­cia, com dois livros no currículo e requisita­da em consultorias de moda, ela falou à reportagem da Viver Brasil.

Quando surgiu a ideia de escrever o livro Confidencial?
Minha filha queria que fizesse um livro em que revelasse mais minhas escolhas, preferências e opiniões. Não canto, não danço, nem represento, mas todo mundo quer tirar foto comigo, ouvir o que digo. Achava pretensão e continuo achando, mas decidi escrevê-lo. Publiquei depois de acrescentar mais capítulos, um sobre a simplicidade, que enriquece a vida.

É considerada uma das mais elegantes do país. O que é uma mulher elegante?
Uma mulher bem vestida não é necessariamente elegante. A elegância está mais ligada à atitude, à maneira de pensar, à ética e ao modo de a mulher se comportar ao longo da vida. É mais fácil você encontrar uma mulher elegante entre as mais crescidas, maduras, do que entre meninas bem vestidinhas.

O que acha do comportamento feminino atual?
Nasci nos anos 30. Vivi a adolescência nas décadas de 40 e 50. Era tudo tão diferente. A partir dos anos 60, veio a grande revolução que mudou costumes. Uma grande vitória, mas acho que as pessoas precisam conviver melhor com a liberdade. Vivemos o momento em que querem o prazer a todo o custo. Antigamente, você conquistava uma coisinha aqui, outra ali e ficava desejando, era ótimo. O homem também está perdido porque não tem mais o papel de provedor, com as mulheres mais independentes.
 
Qual o segredo para estar em forma aos 70 anos?
Não tenho fórmula. Sou esforçada, disciplinada.  Acordo às 6 horas todos os dias, faço meditação, pilates. Vou para fábrica às 10h30, 11 horas, e só termino o trabalho às 17h30. Não cheguei a essa idade ressentida, sou cheia de atividades, filhos e netos. Tento me livrar das coisas inúteis e pensar naquilo que vale a pena.

Percebo que as pessoas hoje se preocupam muito com a imagem para serem aceitas socialmente. O que acha disso?
Vivemos na era do império da imagem. Na minha época, mal se tinha uma TV, uma revista. Hoje as TVs exercem papel forte sobre as pessoas. Uma novelinha bem-feita não é um primor de ética e informação, mas é a escola para muitos no Brasil. Eles veem as celebridades e querem chegar lá, serem iguais. Falta às pessoas olharem para si próprias, viverem suas vidas e não uma imitação.

Qual a sua opinião sobre a moda mineira?
Sempre achei Minas o máximo. Fiz muitos amigos no estado, como a Mabel Magalhães, a Tereza Santos e a Sheila dos Mares Guia. Mineiro quando é amigo é fiel para sempre. Minas tem também o estilista Ronaldo Fraga, uma figura especial e inteligente do mundo da moda.  

 
 
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