Este foi o título de artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com críticas ao presidente Lula, publicado no dia 1º de novembro e que, se de um lado repercutiu bem – na oposição principalmente – de outro foi muito mal recebido e interpretado como uma dose extremada de inveja de FHC em relação a Lula. De um lado o professor empedernido que chegou à Presidência e de outro o metalúrgico que se elegeu presidente e tornou-se um líder mundial respeitado e admirado, o que não aconteceu com FHC. O ex-presidente, responsável pela lei da re-eleição, diz que Lula quer o continuísmo no país, o que aliás, não é nenhuma novidade pois ninguém quer mesmo deixar o poder.
Pois bem, foi FHC que instituiu a re-eleição. O ex-ministro Sérgio Mota, que faleceu prematuramente, dizia para quem quisesse ouvir que o projeto dos tucanos era de ficar no mínimo 20 anos no poder. E um ex-ministro de estado, de total confiança do então presidente FHC, disse-nos que ele chegou a pensar num terceiro mandato, mas depois desistiu, após o seu governo entrar em derrocada no segundo mandato, ficando ele sem nenhuma chance de conseguir nova re-eleição. Hoje FHC assiste ao presidente Lula ter uma popularidade nos píncaros, superior a 80%, várias vezes se recusando a falar em terceiro mandato. FHC destila todo o seu veneno de quem não obteve politicamente o que Lula vem conseguindo. Quanto ao terceiro mandato há que se registrar que não era uma situação tão descartável, pois poderia até ser aprovada pelo Congresso Nacional. Lula não quis peitar a democracia ou viu que também, mesmo com toda popularidade e um governo aprovado pela maioria do povo brasileiro, não seria bom um novo mandato. Quer sim a continuidade de seu governo ou das políticas públicas de seu governo, elegendo como sua sucessora a ministra Dilma Rousseff que caminha firme em direção ao Planalto, com índices nas pesquisas que já assustam a oposição. O que todo mundo avalia é que não será com esta oposição que FHC vem fazendo que o PSDB conseguirá voltar ao poder. O candidato oposicionista com chances seria o governador Aécio Neves – atacado com intrigas plantadas por gente do estado serrista – que já afirmou, numa decisão acertada, que só aceita ser candidato a presidente se o seu partido fizer a escolha até dezembro. O plano B de Aécio está decidido: disputar o Senado e entrar na briga para fazer o vice-governador Antonio Augusto Anastásia, do PSDB, o seu sucessor no governo de Minas.
Neste mês de novembro não poderia deixar de registrar minha alegria em ver a Viver Brasil, lançada em novembro do ano passado pelos meus filhos Paulo Cesar (Paulinho) e Gustavo Cesar (GCO), chegar ao seu primeiro ano com sucesso ao lado de outros produtos como o Espaço V, o Correio Semanal e a RED, estes dois associados à JChebly, empresa de 40 anos de mercado na mídia externa. E foi com muito orgulho que em janeiro deste ano passei a integrar a equipe da VB Comunicação que chegou para ficar e levar o nome de Minas para o Brasil. Ainda neste ano a VB Comunicação terá uma novidade no mercado editorial brasileiro para orgulho dos mineiros. Tudo isso não seria possível se Ele não estivesse com a gente há 45 anos no mercado e 65 na vida. Como também Ele acompanha os meus filhos e esta equipe maravilhosa da Viver Brasil. E, para finalizar, o nosso agradecimento a todos aqueles que apoiaram e apoiam esta iniciativa desde a primeira hora: os anunciantes e os leitores.