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Artes Plásticas
A leveza do néon, que ilumina as frestas e recortes da escultura rígida e oca, dialoga com a superfície entrecortada de aço inox e dá luz à arte escondida, revelando seus pormenores e tonalidades. Constituída por grandes chapas coloridas, o verde e a púrpura se interagem e distribuem mais vida às formas variadas. Moldadas pela versatilidade da artista plástica Helena Netto, do quebra-cabeça de peças podem surgir quadriláteros e até mesmo triângulos, elementos que brotam da superfície de granito de Iluminada, obra que apresenta, ao toque do imaginário, diversas esculturas em uma única. Com o propósito de buscar o significado filosófico da luz, o trabalho foi destaque na exposição La Estrategia de la Forma, realizada em fevereiro deste ano no Museu de Arte Contemporânea de Monterrey, no México. O sucesso da obra se deveu, além do resultado estético, à beleza do aço inox colorido, uma novidade criada no Brasil por Minas Gerais mediante intensa pesquisa e até então existente apenas no Japão, Estados Unidos e Suécia. Atualmente, Iluminada integra o acervo da Fundação Cultural e Cívica Villacero, também em Monterrey, doada como forma de agradecimento por seus constantes incentivos à cultura e arte.
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A artista
É com saudade que Helena se lembra da infância quando, aos 4, 5 anos, moldava bichinhos e objetos de barro da mistura de água e terra argilosa que cavava no quintal de casa. Qualquer trocado que sobrasse, ainda jovem, ela conta com orgulho que guardava para investir em objetos de cerâmica que tanto gostava e gosta. Nascida em Três Corações, mudou-se pequena para Montes Claros, onde se tornou professora primária, casou-se e teve filhos. Mas foi com a mudança para Belo Horizonte, em 1973, que investiu de fato na carreira artística, antes mera diversão em um ateliê no fundo de casa. Graduou-se em arte na escola Guignard e, desde então, dedica-se integralmente ao talento de criar, seja no desenho, pintura, cerâmica ou escultura. Em mais de 30 anos de carreira, é versátil e experimenta diferentes materiais, sem barreiras para idealizar. Seus trabalhos são como autobiografias, cada qual com sutis toques de sua vida. Com predileção indiscutível pela terceira dimensão, que a acompanha desde as ingênuas brincadeiras de modelar, a trajetória de Helena é recheada pela abstração, fruto de seu gosto pelo que a arte pode sugerir e não pelo que dela sai de óbvio, dando asas a sonhos, imaginações e pensamentos. Artista premiada, já expôs na Europa e vários países da América do Sul. Atualmente, ela comemora mais uma vitória: um convite recebido para expor na Sétima Bienal de Arte Contemporânea de Florença, na Itália, em dezembro deste ano.
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