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TurismoPara ir a doisCasais de enamorados encontram no resort Kiaroa, na Bahia, ambiente propício para dias românticos emoldurados por uma natureza quase intocada
Texto: Silvânia Arriel | Fotos: Nélio Rodrigues
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“Quando cheguei, não achei tão requintado como havia pensado. Depois vi que a sofisticação estava na simplicidade”, diz a arquiteta Gláucia Britto. Em os funcionários saberem os nomes dos hóspedes, no jantar à luz de vela, sem entra-e-sai nem disputa de lugar ao sol, à mesa ou qualquer lugar que seja. Na liberdade de usar o que bem entender, sem exigências de trajes para ir ao restaurante de apurado cardápio, renovado todo santo dia pelo chef Antônio Bispo, ex-Fasano, de São Paulo. Só não permite menores de 12 anos. A exceção é feita nos meses de julho e dezembro. Lá se vê mais casais, em lua-de-mel, em comemoração aos anos juntos, em busca da proximidade largueada com o tempo ou nem tanto. Não há como não se achegar naquele pedaço de 240 mil m² e 2,8% de área construída, antes uma fazenda, sem casa. “Meu pai era gerente e vim aqui para mostrar a divisa no dia 1º de maio de 2002”, lembra Valdenor Fernandes dos Santos. Virou paisagista a pedido do novo dono, o italiano Ferruccio Bonazzi, que ergueu o hotel em 13 meses e começou pela pista de pouso. Precisava facilitar o acesso. Investiu na decoração com trabalho de artesãos locais. “Queria um lugar fora da vila e aqui está a 1,2 km de lá, com praia que não tinha ninguém”, diz Bonazzi. |
A vila aí é de Barra Grande, sem calçamento, o que o motivou também a construir o resort ali, a enviar a roupa de cama para ser lavada fora, antes em Salvador, hoje em Ilhéus, a pensar em estação de tratamento de água. Era o segundo amor ao correr de olhos. O primeiro foi Morro de São Paulo, quando ao ir vender barco se encantou com o lugar, comprou uma pousada, convenceu a mulher, a psicóloga Sandra Lopes, a morar lá. Havia se cansado da vida em São Paulo, onde se aportou para montar estaleiro. “Ele pretendia curtir, viver sossegado, mas trabalha mais aqui do que lá”, conta Sandra. “É instrutor de mergulho e nunca mergulhou”. Decepcionou com a falta de estrutura de Morro de São Paulo e parou na península de Maraú, no Kiaroa, inaugurado em dezembro de 2003.
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“A proposta é ter lazer natural”, diz o empresário. Há 80 funcionários a cuidar do local, do spa e de espichar o passeio a outros locais, de bicicleta, monociclo ou de lancha, numa volta pelas ilhas ao redor. “Já começa com a aventura de ir de caminhão de boia-fria”, diz Gláucia, que estava com o marido, o empresário Otei Nogueira Filho. É, até entrar na lancha, atracada no píer da vila ou do Centro Náutico da Ilha do Campinho, extensão do resort, os hóspedes vão nesta condução, pelas estradas de terra que chocalham, mas nada desagradável para quem tem o almoço quente e o barco que desliza pela frente rumo a ilhas desertas. A primeira, um monte de areia, a Coroa Vermelha, depois, Pedra Furada. Há pedra por todos os cantos, paga-se 2 reais por pessoa para ir lá. Seguem Ilha Grande, do Sapinho, onde pode almoçar debaixo de árvores, do Goió e Tremembé, o encontro de cachoeira com o mar. O pessoal mergulha na água fria e depois é retornar, com o pôr-do-sol, afinado com a natureza, ao produzir imagens que superam o olhar. Mas aí, veio o corte naquela bela paisagem: um dos motores da lancha parou. “Acho que é gasolina adulterada”, avisa o comandante Diesel. Ele e o guia Rodrigo Gomes de Magalhães pedem socorro, por celular, e 40 a 50 minutos depois outra lancha chega para resgatar os 14 passageiros. |
Voltam ao hotel no caminhão de boia-fria, nas estradas que chocalham, mas têm pela frente o jantar à luz de vela, preparado pelo chef Bispo, com pratos de comida internacional e regional. “Aqui a gente vira meio baiano, sem pressa, sem compromisso”, afirma a arquiteta. Sem estresse naquela mata de tantos anos, com o mar ao fundo, o oceano Atlântico. Quase não passa, só os hóspedes.
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Retrato do KiaroaComo é- Fica em 240 mil m², sendo 2,8% de área construída - São 28 acomodações: 14 suítes e 14 bangalôs. Estes últimos têm piscina privativa ou banheira de hidromassagem, no caso do Malindi - Piscina comum de 800 m² - 80 funcionários, média de 3 para cada quarto - 65% dos hóspedes são brasileiros, 35% estrangeiros (ingleses, portugueses, norte-americanos, argentinos) - Não aceita menores de 12 anos. A exceção é nos meses de julho e dezembro - Há o Spa Armonia, com massagens para casais, individuais, que vão do watsu, reflexologia até as feitas com especiarias e preços de 80 a 550 reais www.mywaytrip.com.br |
Diárias*- Suíte Tropical: 700 (*) Em reais, mais 10% de serviço e 5% de ISS. - A diária inclui café da manhã, jantar com bebidas não alcoólicas e o translado de avião quando superior a 6 noites. Menos que isto, paga-se 450 por pessoa, ida e volta de Salvador ao Kiaroa Fonte: Kiaroa Os bastidores desta matéria você confere a partir de quarta-feira, 21 de outubro |