Você sabe o que as campanhas Adote uma Criança, Eleições Limpas e Contra o Nepotismo no Serviço Público, todas de grande repercussão nacional, têm em comum? Foram encampadas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que acaba de completar 60 anos de existência, e é a responsável por várias transformações que ocorreram no país. Outra informação que poucas pessoas sabem é que a AMB foi idealizada pelo juiz mineiro José Júlio de Freitas Coutinho, em 1936. Mas ele não viveu para ver seu sonho concretizado. Morreu dois anos após a idealização da AMB, que foi efetivada 13 anos mais tarde, em 10 de setembro de 1949.
Hoje, seis décadas depois de sua fundação, a entidade tem como associados 14 mil juízes federais, estaduais e trabalhistas e mais de 40 associações. A AMB funciona de maneira autônoma e independente do Judiciário, mas atua junto aos Três Poderes, com papel preponderante no Congresso Nacional durante as discussões da reforma do Judiciário. “Alguns dos principais avanços e melhorias no âmbito do Judiciário e da democracia foram propostos pela AMB junto aos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, com os quais temos excelente relacionamento”, relembra o vice-presidente Institucional da AMB, Doorgal Andrada. Ele é um dos três magistrados mineiros que fazem parte da atual diretoria da entidade. Os outros dois são os desembargadores Tiago Pinto, membro do Conselho Fiscal, e José Nepomuceno Silva, vice-diretor da Escola Nacional da Magistratura.