A festa, a palestra ocorre na mais perfeita ordem aos olhos dos participantes. Poucos imaginam o que acontece por trás, nos bastidores dos eventos, grandes ou pequenos. Levantar a cortina e espiar a engrenagem que rola meses até chegar àquele dia, onde tudo está organizado e que pode também ter imprevistos. “O planejamento é tão importante quanto à realização do evento”, diz Leonardo Siqueira, da agência Bis, no mercado há 2 anos e 300 produções no currículo.
O último e o maior foi o festival de gastronomia de Tiradentes, que reuniu 30 mil pessoas em 9 dias, no final de agosto, e exigiu da Bis 5 meses de produção, 300 funcionários. Metade deles da própria região. “Nós nos ocupamos desde o tempero para os festins à montagem da estrutura”, lembra Siqueira. Ficaram detrás e dentro do festival. “Um dia percebi que o prato chegou frio à mesa. Fui ver o que aconteceu: o chef é que havia atrasado 15 minutos na entrega, não era culpa do garçom.” São detalhes e não tão pequenos que têm de ser levados em conta para continuar nesta atividade, atrás das cortinas, com poucas empresas em Minas.
Foi nesse vácuo que Leonardo, Kiko Siqueira, da agência de publicidade Fala!, e Bruno Carneiro, da nS Eventos, resolveram, junto com suas empresas, lançar a Bis (o nome aí por causa de aplausos). Primeiro se ativeram aos clientes fixos Vivo e Fiat, depois incluíram pequenos trabalhos e foi num desses para a Souza Cruz, no Café Gourmet, em Tiradentes, no Campo das Vertentes, que chamou a atenção dos organizadores do festival. Este ano, lá estava a Bis nos bastidores deste evento gastronômico.
Adicionaram lançamentos imobiliários e turísticos. Crescer mais? “Não. A nossa meta é entregar o trabalho, fazer bem-feito, não abraçar o mundo”, afirma Leonardo Siqueira. Até porque arrancar bis da plateia detrás da cortina exige trabalho mais que dobrado.