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LazerBalada chiqueCopacabana Palace, o hotel mais glamouroso do Brasil, agora é também endereço para se curtir música eletrônica em ambiente pós-moderno
Texto: Ana Magalhães | Fotos: Divulgação
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Nas noites de maior movimento, como sextas e sábados, o Bar do Copa recebe cerca de 400 pessoas e a pista se movimenta até o amanhecer. “No último sábado fechamos às 7h”, lembra o gerente Ricardo Gaspar. A música house e os melhores DJs da cidade comandam a festa. O público é predominantemente jovem, entre 25 e 40 anos, mas Gaspar afirma haver uma interessante mistura de gerações. “Já vimos pais e filhos se divertindo juntos aqui.” De acordo com ele, outro ponto interessante é o fato de o bar atrair o carioca para visitar o Copacabana Palace. “Muita gente só conhece o hotel por fora, e agora, com o bar, as pessoas podem fazer parte de todo esse requinte”, completa. Como não poderia deixar de ser quando se trata do mais charmoso hotel do Rio de Janeiro (e apesar de ter somente cinco meses de idade), o Bar do Copa já recebeu famosos como Rodrigo Santoro, Luana Piovani e Luciana Gimenez. Os famosos, aliás, estão por todo o cardápio. Você pode pedir um Katherine Hepburn, um Brigitte Bardot ou um Lana Turner. São deliciosos e exclusivos drinques da casa elaborados com ingredientes premium. Os petiscos também são marca registrada do Bar do Copa. Cerca de 20 opções, todas elaboradas pelo chef executivo do Copacabana Palace, Francesco Carli. Seja pelo atendimento impecável, pela decoração arrojada, pelas delícias do cardápio ou pela excelente música, uma coisa é fato. O Bar do Copa é imperdível para quem quer viver uma noite de diversão e glamour. |
Se as paredes falassem...Mario Vargas L1osa não escondeu seu encantamento pelo Copacabana Palace quando visitou o Rio de Janeiro há anos. “Estou feliz por ter passado alguns dias nesse belíssimo hotel desta belíssima cidade. Se estas paredes falassem, quantas coisas maravilhosas e terríveis contariam.” Como deixou registrado no Livro de Ouro do hotel, o escritor peruano tinha razão. Se essas paredes falassem, lembrariam do tempo em que Copacabana era mais uma praia semideserta do que um bairro; de quando o Rio, cidade fundada de costas para o mar, começava a voltar-se e abrir-se para o Atlântico; da época em que pegar praia era considerado insalubre pela elite carioca. Se essas paredes falassem, ameaçariam casamentos da alta sociedade, abalariam governos, lembrariam histórias de amor vivenciadas (literalmente) por atores de Hollywood e confidenciariam depressões de celebridades como Carmem Miranda, Ava Gardner ou Santos Dumont. Mas essas paredes não falam, e foi tentando romper com essa afonia que o jornalista Ricardo Boechat passou 11 meses fazendo extensa pesquisa sobre o hotel mais charmoso do Rio de Janeiro. O seu livro Copacabana Palace, um Hotel e suas Histórias ganhou este ano sua terceira edição atualizada em comemoração aos 85 anos do hotel e tem belas fotografias de Sergio Pagano. Boechat revela alguns segredos dignos daquelas paredes. Uma de suas descobertas, por exemplo, foi a de que o presidente Washington Luiz, hospedado no hotel em 1928, levou tiro no abdome disparado por uma amante. Ele foi internado e, para evitar escândalos, divulgou-se que era crise de apendicite. “Esse caso é interessante porque não consta nem nos livros de história”, revela o jornalista. |
Mas não basta ser famoso e ter dinheiro para se hospedar no Copa. Em alguns casos curiosos, grandes personalidades foram recusadas devido a exigências inconvenientes ou impossíveis de serem cumpridas. Numa delas, Jon Bon Jovi pediu que, durante sua estadia, nenhum funcionário lhe dirigisse a palavra, o que contrariava os princípios de classe e educação que o hotel seguia à risca. O cantor nunca conseguiu hospedar-se no Copa. Em outro caso curioso, o rei Juan Carlos I da Espanha demandou, em 1982, que todo o sexto andar fosse bloqueado para sua estadia, mas essa medida obrigaria a desocupação da suíte onde vivia Mariazinha Guinle, a viúva de Octávio Guinle, dono e fundador do hotel (em 1989, a família Guinle venderia o Copa para o empresário norte-americano James Blair Sherwood). A reserva da comitiva real terminou cancelada e somente 18 anos depois o rei espanhol conseguiria assinar o Livro de Ouro do hotel. “O Copacabana Palace foi um observador privilegiado da história do Rio e do Brasil” analisa Boechat. Mas o luxuoso hotel também fez história, e a principal delas talvez tenha sido impulsionar e misturar-se com o desenvolvimento de Copacabana. “Copacabana foi sem dúvidas o bairro mais cosmopolita do Rio de Janeiro”, lembra o jornalista carioca. E o Copacabana Palace é, sem dúvidas, o hotel da cidade cujas paredes mais têm histórias para contar. |
Bar do Copa- Terça-feira a sábado, a partir das 20h - Terças e quartas: entrada livre - Nas quintas, homens pagam R$ 50 e mulheres têm entrada livre - Sextas e sábados, homens pagam R$ 80 e mulheres R$ 40 |