Segunda, 21 de Maio de 2012
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Márcia Queirós

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 | Por: Alexandre C. Mota
Alexandre C. Mota

Nada de nerd

A estudante Paloma Luiza Neves Silva, 19 anos, conquistou o primeiro lugar no exame de estado, teste aplicado nas escolas italianas entre os que concluem o ensino médio. Aluna do curso de turismo da Fundação Torino, escola internacional de Belo Horizonte, Paloma obteve 100 com louvor na prova. Nos 35 anos da fundação, ela e mais dois alunos conseguiram a façanha. Paloma domina inglês, espanhol e italiano, mas de nerd a moça não tem nada. É vocalista da banda de rock Storen, toca guitarra, joga futebol e adora a balada. “Sempre estudei muito, mas nada de virar a madrugada”, diz Paloma, que se prepara para o vestibular de Relações Internacionais na UFMG. Os concorrentes que se cuidem.
 
 | Por: Alexandre C. Mota/Aldeia
Alexandre C. Mota/Aldeia

Vik é pop

Quem foi ao vernissage da mostra Retrospectiva de Vik Muniz, no Museu Inimá de Paula, saiu encantado não apenas com a arte, mas com o artista. Um dos mais reconhecidos no exterior, Vik guiou visitantes, falou sobre cada obra e da ligação com Minas. Nascido no interior de São Paulo, ele vive há 25 anos nos Estados Unidos, tem avós mineiros e casa em Bocaina de Minas, Sul do estado. “Fui a um museu pela primeira vez aos 17 anos. Já meus pais foram para ver mostra minha. Quero exposição para todas as classes sociais”, diz.  Em Belo Horizonte, onde a exposição fica em cartaz até 2 de novembro, o sucesso é grande. Em apenas um sábado,  a mostra recebeu mais de 300 pessoas. O museu passou a abrir as portas aos domingos por causa de Vik.
 
 | Por: Alexandre C. Mota
Alexandre C. Mota

Ode a Darcy

O antropólogo, escritor, educador e político Darcy Ribeiro (1922-1997) ganha homenagem na Casa Cor 2009, mostra de arquitetura e decoração em cartaz até 4 de outubro na Pampulha. Montes-clarense como Darcy, o casal João Carlos Moreira Filho (foto) e Maria Thereza Terence – ele é arquiteto e ela, designer – criou ambiente inspirado na vida do antropólogo, que viveu entre os índios e inovou com ideias sobre educação. “A mesa da sala de jantar tem base de madeira nacional e tampo com pedra importada, representado os índios, africanos e europeus, que deram origem ao povo brasileiro”, diz João Carlos, que não se esqueceu de dedicar um cantinho de leitura ao intelectual, com livros e objetos pessoais.
 
 | Por: J. Urias
J. Urias

Moda solidária

A M&Guia, loja multimarcas das mais sofisticadas de Belo Horizonte, abre as portas da nova filial no shopping Pátio Savassi, no dia 23 de setembro, com ação do bem. Além de roupas de grifes famosas do planeta, as clientes encontrarão nas araras a bolsa solidária, bancada pela M&Guia com jeans da Covolan. A renda obtida com as vendas é revertida para a ONG Proação, que assiste a 275 crianças na região leste de Belo Horizonte. A bolsa, por sinal, já é um sucesso da loja em Lourdes, onde 60 se esgotaram no lançamento. A empresária Erika Mares Guia, da M&Guia, e Márcia Prudente, do Proação, (foto) comemoram o sucesso.
 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Túnel do Tempo - Cantor eclético

Alguém se lembra do Ovelha? Aquele dos cabelos cacheados que conquistou as paradas de sucesso nos anos 1980 com versões de canções estrangeiras. Pois é, seus cabelos continuam os mesmos. Um pouco mais ralos, mas louríssimos. O repertório, no entanto, mudou da água para o vinho. Ele grava hoje forró e derrapa nas curvas do rock. “Sou um cantor eclético”, diz. A trajetória de Ovelha, batizado Ademir Rodrigues, revela a diversidade de ritmos. Jovem, ele foi descoberto em Recife por Luiz Gonzaga, no início dos anos 1970, quando passou a acompanhar o Rei do Baião. Logo conheceu Chacrinha, que lhe deu o apelido de Ovelha. O sucesso veio nos anos 1980, com versões de músicas estrangeiras, quando caiu nas graças da mídia, ganhou discos de ouro e troféus. Hoje o cantor diz manter agenda de shows no Brasil e exterior, mas pretende trocar a música pela carreira de empresário da noite. O primeiro passo foi dado com a compra de um bar em Pinheiros. “Não quero chegar aos 70 cantando”, planeja. Mas, aos 54 anos, solteiríssimo, ele diz arrasar. “Nado, me alimento bem, tenho músculos e nada de rugas. Dou inveja à rapaziada”, garante.
 
 | Por: Eduardo Rocha/RR
Eduardo Rocha/RR

Meninas da Usiminas

As meninas do vôlei do Minas Tênis Clube estão repaginadas. Desde 18 de agosto, a equipe minas-tenista passou a se chamar Usiminas/Minas, graças ao apoio da empresa do setor siderúrgico. A parceria não se restringe ao esporte. Na educação, o clube implantará suas escolas de esportes em Ipatinga, Belo Horizonte e Cubatão (SP), que receberão filhos de empregados da Usiminas e crianças das comunidades do entorno das plantas da siderúrgica. Será criado ainda o Espaço Cultural Usiminas, na área do Centro de Facilidades da Unidade I, em construção na rua da Bahia. O espaço contará com teatro para 630 lugares, salão de festas e memorial. O primeiro efeito da parceria no esporte veio rápido. O grupo ganhou duas novas atletas de peso: a norte-americana Nancy Metcalf e a dominicana Annerys Vargas.
 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Mazelas da política

Vice-Presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, o conselheiro Antônio Carlos Doorgal de Andrada lança no dia 24 de setembro o livro Política: Ainda É Possível?. A obra aborda as fragilidades do processo político na pós-modernidade e a realidade brasileira. Ele analisa com rara transparência e profundidade as mazelas do sistema político do país. Editado pela Del Rey, o livro tem apresentação do senador Marco Maciel e prefácio do presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Almeida Melo. A sessão de autógrafos será, a partir das 19 horas, na Academia Mineira de Letras.
 

Zoombidos

- Artbhz Produtora, responsável pela vinda de Roberto Carlos a Belo Horizonte, está a todo vapor com os preparativos do show do Rei. O cantor se apresenta na capital mineira em 14 de novembro, no Mineirinho.

- Os bambambãs em moda Rodrigo Cezário e Natalie Oliffson visitam Paris neste mês. Vão percorrer feiras e prometem novidades para o mercado mineiro.

- A cervejaria Backer investe em novidades. Criou a roleta da sorte, na qual o cliente gira e concorre a brindes, como rodadas de chope. A primeira foi implantada no restaurante Parrillero, na Pampulha.

 
 | Por: Alexandre C. Mota
Alexandre C. Mota

Nova Oscar Freire

Belo Horizonte está prestes a ter a sua Oscar Freire, rua onde estão os pontos de comércio mais elegantes da região de Jardins, em São Paulo. O dentista Nélson Galizzi, 50 anos, não poupa esforços para isso. Há três anos, ele abraçou o projeto Via Albuquerque, que consiste em agregar valor à região da rua Antônio de Albuquerque, onde mora e trabalha, na zona sul de Belo Horizonte. Com envolvimento de comerciantes, batendo de porta em porta, ele já construiu nove canteiros na via, mas busca apoios público e privado para executar o projeto. Quer construir marcos, estátua e placas alusivas ao ilustre Antônio de Albuquerque, o primeiro governador de Minas.
 
 | Por: Aldeia
Aldeia

Casas poema

Um dos mais consagrados arquitetos do Brasil, o mineiro Gustavo Penna está com mais um livro no forno. No início do mês de setembro, foi lançada em Belo Horizonte obra da editora Viana e Mosley abordando o trabalho de Gustavo Penna, escrita pelo italiano Roberto Segre, um dos maiores críticos de arquitetura da atualidade. Penna foi o primeiro mineiro enfocado na série. Mas as obras do arquiteto não param por aí. Dentro de quatro meses, ele lança pela editora C4 o livro Casas. “Vou reunir 20 projetos de casas nos últimos 15 anos”, avisa o arquiteto, que compara suas casas a pequenos poemas. “São como haicais, cada uma tem lugares e histórias diferentes”, diz.
 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Bate-papo com Cláudia Matarazzo

Olhar de frente

Você aprendeu com os pais a não fazer perguntas a um portador de deficiência ou nem olhar muito, a fim de evitar constrangimentos? Se a resposta for sim, sua conduta está erra­da. Quem garante é a jornalista Cláudia Ma­ta­razzo. Especialista em moda e comportamen­to e autora de 12 livros sobre etiqueta, Cláudia dedica a última publicação a um universo especial. O livro  Vai Encarar? –   A Nação (Quase) Invisível de Pessoas com Deficiência trata dos problemas relacionados às pessoas com limita­ções físicas. A obra, além de informações so­bre o papel do estado na inclusão social, traz dicas sobre como receber pessoas com deficiência, vida sexual e moda adaptada, uma das maiores queixas dessa população.

Por que você decidiu dedicar uma obra à questão dos portadores de deficiência?
Foi numa conversa com a Mara Gabrilli, que é portadora de deficiência. Ela foi secretária da Pessoa com Deficiência e vereadora na Câmara Municipal de São Paulo, na administração de José Serra (PSDB). A Mara me perguntou: por que não escreve um livro de etiqueta para pessoas com deficiência, pois ninguém sabe se comportar com elas.

Por quê?
A gente não quer enxergar o problema, porque lidar com as pessoas com deficiência vem acompanhado de dor. Desde criança, a gente aprende a não olhar e não fazer perguntas. Aí elas ficam invisíveis. No entanto, integram um uni­verso enorme. O Brasil tem mais de 30 milhões de pessoas com deficiência. Ou seja, 14,5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência física.

Como as pessoas devem se comportar?
No processo de produção do livro, ouvi muitos portadores de deficiência. A maior queixa deles é que as pessoas não os enxergam e os tratam como idiotas. No entanto, eles trabalham, têm vida sexual, filhos e são muito bem resolvidos. Querem participar do mundo. Devemos tratá-los com naturalidade, perguntar, nos aproximar e saber se podemos ajudá-los. Não nos travar. Nós é que somos limitados. Temos tudo direitinho e vivemos reclamando. Os portadores de deficiência não. Estão acostumados com a diversidade, brigam por tudo.

Acredita que as políticas públicas para esse segmento avançaram?
Sim. Na cidade de São Paulo, por exemplo, há dez anos, havia 80 pessoas com deficiência com carteira assinada. Com a lei de cotas, que destina vagas nas empresas para trabalhadores com deficiência, hoje são 80 mil.

Qual a melhor regra de etiqueta?
Costumo repetir a frase do professor Higgins, no filme My Fair Lady: “Não importa se as maneiras são boas ou não tão boas. O importante é que sejam iguais as maneiras para todas as pessoas’’. Ou seja, devemos tratar todos de forma semelhante. 

 
 
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