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Plenário
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Paulo Werner |
Eu resolvo
Na reunião de dirigentes nacionais do PT e do PMDB, ocorrida dia 24 de agosto, em São Paulo, o presidente Lula foi enfático. Disse que ele e a ministra Dilma Rousseff é que vão resolver o impasse entre os dois partidos em Minas Gerais que querem lançar candidatos próprios ao Palácio da Liberdade. Além de Lula, estavam na reunião os presidentes nacionais das duas legendas, Ricardo Berzoini (PT-SP) e Michel Temer (PMDB-SP), além dos líderes das duas bancadas na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
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Gregos e troianos
Lula também disse que gosta da tese peemedebista na qual deve encabeçar a chapa (PMDB-PT) em Minas o candidato que estiver à frente nas pesquisas de opinião e tiver maior capacidade de atrair apoios. Mas, o presidente também ressaltou que não quer se indispor com os petistas mineiros, uma vez que vai precisar do apoio da militância na convenção do PT para referendar a candidatura de Dilma à Presidência da República.
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Wilson Dias/Abr |
Rebeldes
Peemedebistas ligados ao ministro Hélio Costa (foto) buscam um nome de consenso para comandar o partido a partir de dezembro. Não aceitam a indicação do deputado estadual Adalclever Lopes, feita pelo grupo do ex-governador Newton Cardoso. Se não chegarem a um nome que agrade aos dois lados, prometem disputa.
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Paulo Werner |
Moda
Cartão vermelho virou onda no Congresso Nacional. Só se fala nisso. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lançou a moda censurando o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Depois dele, Papaléo Paes (PSDB-AP) andou distribuindo cartões vermelhos e amarelos a todos os colegas que mereciam algum tipo de advertência. Wellington Salgado (PMDB-MG) levou dois amarelos. Demóstenes Torres (DEM-GO) deu um vermelho ao próprio Suplicy, que se estendeu além da conta em discurso na Comissão de Constituição e Justiça.
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Valter Campanato/ABr |
Prós...
Depois de ajudar a relatar o projeto de minireforma eleitoral, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) (foto) disse que vai apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional para acabar com o suplente de senador. Atualmente, o substituto do senador é indicado pelo partido e, portanto, não é eleito pelo povo. A ideia é que o deputado federal mais votado do partido ou da coligação assuma a vaga do senador que, por algum motivo, deixar o mandato.
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... e contras
Suplente na vaga do ministro Hélio Costa, o senador Wellington Salgado já antecipou que vai votar contra a proposta do colega Eduardo Azeredo. Segundo ele, o suplente é uma escolha de consenso do partido e, como tal, precisa ser mantido.
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De cabo em cabo
A Anatel está instalando cabeamento de internet banda larga Brasil afora, o que vai permitir acesso fácil e rápido ao mundo virtual até 2010. De uma meta de 100%, 40% da rede já foi implantada. Outra agência, a Aneel, autorizou a utilização da rede de energia elétrica para transmissão de internet banda larga e de televisão por assinatura. Na Anatel, a investida foi apelidada de menina dos olhos do ministro das Comunicações, Hélio Costa.
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Wilson Dias/Abr |
Retrocesso I
Ao relatar o Estatuto da Família, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, o deputado e padre José Linhares (PP-CE) rejeitou vários artigos que tratam dos direitos dos homossexuais, entre eles o que permite a união estável entre pessoas do mesmo sexo. O relatório foi aprovado pela comissão, mas, ao perceber a manobra do deputado-padre, o deputado José Genoino (PT-SP) (foto) disse que vai modificar o projeto em outra comissão, a de Constituição e Justiça. Há quase 20 anos o Congresso discute o casamento gay.
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Retrocesso II
A Lei Maria da Penha, de proteção à mulher, está ameaçada. Pode ser alterada caso seja aprovado projeto de lei do Senado que reforma o Código de Processo Penal e revoga quase toda a parte sobre a proteção da mulher, pois carece de dispositivos que resguardem a aplicabilidade das penas previstas na lei. A bancada feminina já se mobiliza contra a revisão.
“O melhor passo para a saúde do Senado e do próprio Sarney é simbolizado neste cartão vermelho. Que ele deixe a presidência do Senado permitindo que o Senado volte aos seus trabalhos normais.”
Senador Eduardo Suplicy (PT-SP)
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