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Educação
Chance ao futuro
Programa Plug Minas trabalha a autoestima de jovens estudantes da rede pública por meio das artes
Texto: Ana Arsênio | Fotos: Wellinton Pedro
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Thalita Lorena, Alexandra Aparecida, Aline, Raíssa, João Paulo, Leonardo, Mateus. Se voltassem à rua Santo Agostinho, 1.271, no Horto, em Belo Horizonte, certamente estas crianças não reconheceriam o local onde viveram, quando por lá funcionava a antiga Febem. Hoje, os ares são outros. No endereço está o Plug Minas, moderno centro de formação e experimentação digital, lançado pelo governo do estado em meados de junho. Local onde, atualmente, jovens desenvolvem seus talentos nas artes e tecnologia.
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Núcleo de percussão: desenvolvimento de talentos |
Entre eles está José Ricardo da Silva Neto, 15 anos, estudante da Escola Estadual Coração Eucarístico, no bairro Vera Cruz. Aluno da oficina de artes plásticas, ele sonha em se especializar em desenho artístico. “Aprendi a trabalhar as cores”, garante, lembrando que, antes de ingressar no programa, em fevereiro deste ano, passava as tardes em casa, sem nada para fazer ou pensando besteiras. Outra que passava as tardes dormindo ou assistindo TV é Franciele Alexandrina Pereira de Souza, 14 anos, aluna da Escola Estadual Coronel Vicente Torres Júnior, do Vera Cruz. “Agora ocupo o meu tempo livre com desenhos e esculturas”, diz a estudante. No futuro, ela pretende ser uma famosa artista plástica.
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Andrea Neves, no galpão de artes: transformação |
Um dos principais objetivos do programa é exatamente esse: mudar a realidade desses jovens, fazer com que conheçam outros ambientes. “Trabalhamos a autoestima deles. Usamos a arte como instrumento de transformação”, diz a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves. Segundo ela, no Plug Minas estão jovens de 15 a 24 anos, estudantes da rede pública estadual. O programa reúne diversos núcleos, cada um com foco numa área específica da cultura digital. Os alunos aprendem a usar ferramentas da web e têm aulas de produção de áudio, vídeo, design gráfico, empreendedorismo, teatro, dança e música. Os núcleos são mantidos por parceiros do governo de Minas, entre eles, o Oi Futuro, Instituto Unibanco, Sebrae e o Instituto Cultural Sérgio Magnani. O Servas e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) também são parceiros. O governo investiu 15 milhões de reais nas obras de reforma, ampliação e modernização de 15 prédios que passaram a abrigar os núcleos do programa. Eles estão espalhados na área de 67 mil m2. “A meta é atender no local 8 mil jovens por ano”, afirma Andrea Neves.
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Franciele Alexandrina (ao centro) e José Ricardo (à frente) na oficina de arte |
Só na oficina de artes plásticas são 600 alunos. “Tentamos, por meio das artes, criar um diferencial para esses adolescentes, mostrar que eles têm direitos e deveres e que podem olhar o mundo por outro ângulo”, diz a coordenadora executiva e pedagógica da oficina, Iara Fernandes Falcão. Para inSó na oficina de artes plásticas são 600 alunos. “Tentamos, por meio das artes, criar um diferencial para esses adolescentes, mostrar que eles têm direitos e deveres e que podem olhar o mundo por outro ângulo”, diz a coordenadora executiva e pedagógica da oficina, Iara Fernandes Falcão. Para integrar um dos núcleos do Plug Minas, além de cursar a escola pública, o estudante precisa preencher a ficha de inscrição, disponibilizada na própria escola. Os menores de 18 anos devem apresentar declaração dos pais ou responsáveis legais concordando com a sua participação. Os candidatos passam por avaliação escrita de conhecimentos gerais, com ênfase em conteúdos relacionados à cultura digital, e por entrevista individual. A presidente do Servas revela que faz parte ainda do projeto a criação de área comum de cinema, com material criado pelos próprios alunos. Iniciativa, segundo ela, a ser concretizada até o final de 2010. “Queremos que o jovem saia do programa fortalecido para tocar a vida”, diz Andrea Neves.
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