Um grupo mineiro está prestes a alcançar, junto a alguns parceiros, uma importante façanha: ser a primeira organização a perfurar um poço para exploração de gás natural na bacia do rio São Francisco, antes mesmo da Petrobras. Entre os meses de setembro e outubro próximos, a Orteng poderá dizer se acertou ou não. “Mas seremos os primeiros”, comemora o empresário Ricardo Vinhas, um dos sócios do grupo. O mérito irá se somar a vários outros que vêm sendo acumulados pela empresa, nos últimos 32 anos. Com trabalho focado em qualidade, inovação e investimento em capital humano, o grupo cresce a taxas acima da média de mercado e, em 2009, tem faturamento previsto para 700 milhões de reais – quase 50% a mais que o montante registrado no ano anterior.
“Fundamos a Orteng em 1977. Éramos quatro sócios: o mais novo com 22 anos, e o mais velho com 27 anos”, lembra Vinhas. Pouco mais de três décadas depois, a empresa criada pela trupe de jovens engenheiros tornou-se um grupo composto por um total de seis empresas; é uma das organizações líderes no concorrido e seleto grupo de elétricos e eletromecânicos e está presente em importantes mercados: exporta para países na América do Sul, América do Norte, Ásia, Oriente e África.
A perpetuação do grupo, de capital 100% nacional, pode ser explicada, avalia Vinhas, por algumas características que sempre pautaram o trabalho dos sócios. “Cada um de nós quatro é bem diferente, o que proporcionou uma complementaridade dos perfis e foi muito importante para a nossa sociedade”, declara. Mudar diante de cenários diferentes foi algo fundamental na trajetória da Orteng. A empresa começou como fabricante, mas isso foi se alterando ao longo dos anos. “Decidimos não ser apenas fornecedores de produtos, mas também de soluções”, afirma. Hoje o grupo cria, gerencia, projeta, fabrica, instala, treina e mantém tecnologias nas áreas de energia e automação para os mercados de energia, indústria, infraestrutura e telecomunicações.
Nesta década, um importante salto da empresa foi se tornar também investidor, dentro de uma estratégia de crescimento do grupo. “Temos apostado em um ramo que conhecemos muito bem, e em conjunto com alguns parceiros”, conta. São recursos aplicados em usinas térmicas, hidrelétrica, linhas de transmissão, além do envolvimento no trabalho de prospecção de gás na bacia do rio São Francisco e de petróleo no recôncavo baiano, entre outros. Outro salto foi o início do investimento em ações de responsabilidade social. “Hoje, temos cerca de duas mil famílias ligadas diretamente à Orteng”, conta. Entre essas ações, está o apoio ao programa de segurança alimentar, de formação de cidadania, de educação, de inclusão digital e de estímulo à prática do voluntariado. “Não somos uma empresa de máquina, mas de pessoas. E o que vendemos é conhecimento, informação e tecnologia, atuando num ramo fundamental para o desenvolvimento do país”, finaliza.