Segunda, 21 de Maio de 2012
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Márcia Queirós

Opiniões ou sugestões sobre a coluna?
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 | Por: Nana
Nana

Constelação mineira

Minas cruza os caminhos de Luana Piovani. Namorada do empresário mineiro Felipe Simão, a atriz paulista encenou neste mês em Belo Horizonte o primeiro monólogo, Pássaro da Noite, com texto de José Antônio de Souza, também de Minas. No próximo ano, ela estreia a terceira peça infantil, O Soldadinho e a Bailarina, dirigida por Gabriel Vilela, outro mineiro. Famosa pelas belas curvas, exibidas no filme A Mulher Invisível, a moça quer se dedicar também à plateia infantil. “Ninguém merece mais do meu esforço e trabalho que as crianças”, revela Luana, que tem entre os planos ser mãe.
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Charme francês

Belo Horizonte começa a se render à moda dos pequenos restaurantes. Paulo Henrique Vasconcelos (foto), 33 anos, acaba de abrir em Lourdes casa com 50 lugares. Com projeto assinado pelo arquiteto Eraldo Pinheiro, o restaurante remete aos bistrôs franceses, com toques da região de Provence e paredes revestidas de Toile de Jouy. No cardápio, pratos da cozinha contemporânea criados por Paulo Henrique, advogado apaixonado por gastronomia. O nome do bistrô já é um convite a entrar: Benvindo.
 
 | Por: Bárbara Dutra
Bárbara Dutra

Relax de Dzenk

O bangalô do luxuoso Resort Txai, em Itacaré (BA), onde se hospedaram o presidente da França, Nicholas Sarkozy, e a primeira-dama Carla Bruni, em dezembro, está disputadíssimo. Foi lá que o estilista Victor Dzenk (na foto com a cantora Preta Gil) curtiu merecidas férias neste mês, dando intervalo na atribulada agenda. Depois de vestir Preta Gil para o show em Belo Horizonte, ele preparou figurino e cenário para a cantora Aline Calixto, que se apresenta no dia 22 de agosto no Music Hall. Após o descanso, o estilista segue o ritmo frenético. Em setembro, lançará a coleção de Alto Verão 2010, no Rio de Janeiro, e viajará para Nova York, onde fará pesquisas de moda.
 
 | Por: Nélio Rodrigues
Nélio Rodrigues

Escultor da fama

Aos 62 anos, o artista José Amâncio de Carvalho, professor aposentado da Escola de Belas Artes da UFMG, é quem esculpe os moldes dos pés dos atletas homenageados da Calçada da Fama no Mineirão. Já esculpiu 11, do veterano Piazza ao jovem Alex. Detalhe: o premiado escultor gosta de futebol, mas garante que não torce para time nenhum. Ele trata a cerimônia com pompa e circunstância. Traja terno e gravata, em contraste com os jogadores, como Ronaldo, que na solenidade usou chinelos. Sua próxima criação, a escultura das mãos do arquiteto Oscar Niemeyer, ficará no Centro Administrativo do governo estadual. 
 
 | Por: Marcos Pinto
Marcos Pinto

Túnel do tempo - Autor do saque nas estrelas

Um dos mais consagrados atletas brasileiros, que marcou a história do vôlei nos anos 80 com o saque Jornada nas Estrelas, Bernard Rajzman não abre mão de boa partida. Mas apenas nos fins de semana nas praias da Barra, para “brincar com a bola”. Depois de abandonar as quadras, em 1989, após participar de quatro Olimpíadas, Bernard foi ministro dos Esportes no governo do ex-presidente Fernando Collor e exerceu dois mandatos de deputado no Rio de Janeiro, de 1994 a 2002. Apesar de deixar realizações na vida parlamentar, como a regulamentação da profissão de professor de educação física, ele jamais quer voltar para a política. “Custei a me decepcionar. Não basta ter ideias e vontade de trabalhar. Os políticos não são culpados, mas sim as pessoas que os elegem, que não cobram”, diz Bernard. Longe das disputas nas quadras e do jogo político, aos 52 anos, hoje ele é presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e da Comissão de Atletas Olímpicos, além de vice-presidente da Academia Olímpica Brasileira.
 
 | Por: Tânia Meinerz
Tânia Meinerz

Verissimo nos palcos

Atração em capitais brasileiras de 20 a 30 de agosto, o Jazz Festival  terá um dos maiores talentos da literatura nos palcos. O Jazz 6, grupo de Luis Fernando Verissimo (ao centro, na foto) , apresenta-se no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, na noite do dia 28. Amante da música desde a infância, Verissimo começou a tocar saxofone em 1953, quando morou com a família nos Estados Unidos. Indagado sobre a arte à qual mais gosta de se dedicar, ele não titubeia. “Se pudesse escolher uma profissão hoje, seria a música. Mas, claro, teria que fazer o que não fiz antes, me aprofundar no estudo e me aprimorar no instrumento, e não tenho mais tempo. Mas a música me dá mais prazer”, confessa.  
 
 | Por: Petrônio Souza Gonçalves
Petrônio Souza Gonçalves

Chá na Academia

A casa dos imortais ganha novos acadêmicos. O escritor Bartolomeu Campos de Queirós toma posse na Academia Mineira de Letras, em 27 de agosto, da cadeira de número 27, deixada pelo padre João Batista Megale. Rui Mourão, escritor e diretor do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, foi eleito para a cadeira 31, deixada pelo aca­dêmico Luis Carlos de Portilho. Na foto, o ex-governador e acadêmico Francelino Pereira, que, longe da política, não perde um chá na casa, visita Rui Mourão.
 

Zoombidos

- Jornalista especialista em etiqueta e comportamento, Cláudia Matarazzo faz palestra na noite do dia 18 de agosto em Belo Horizonte. Vai falar sobre casamento para noivas na loja de Solange Lopes. O evento é promovido por Letícia Altoé e Marcela Pena, da Inpacto Cerimonial, inspiradas em encontros de noivas que viraram moda em São Paulo. No local, operadoras de turismo, como a Master, bufês e decoradores mostrarão produtos e serviços. O DJ Carlos Dee anima a noite das meninas casadouras.

- Será aberta no dia 14 de agosto a terceira edição da Morar Mais, mostra de arquitetura e decoração. Neste ano, belíssima mansão que pertenceu à família do português Manuel Antonio de Carvalho, na Cidade Jardim, abrigará os ambientes projetados por 80 profissionais. Além dos encantos da arquitetura, o evento terá desfiles de bijus, bolsas, aulas de culinária e sarau literário.

- O Museu Inimá de Paula abre no dia 21 de agosto mostra retrospectiva do artista plástico e fotógrafo paulista Vik Muniz, radicado em Nova Iorque. A ideia é repertir o sucesso da exposição no Rio e São Paulo, onde os trabalhos foram vistos por  250 mil pessoas.

 
 | Por:

Pipoca e cinema no Pátio

A noite da pré-estreia do filme O contador de Histórias, que narra a vida do mineiro Roberto Carlos, lotou três salas do Cinemark do Pátio Savassi, em Belo Horizonte. O evento contou com a presença de parte do elenco, da família dos atores – a maioria amadores –, além do diretor Luiz Villaça
e dos produtores Francisco Ramalho Jr. e Denise Fraga. Confira a seguir alguns flashes:
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Emoção

Ganhador do prêmio de melhor ator junto aos outros dois intérpretes, Paulo Henrique Candido Mendes, 13 anos, que faz o papel do personagem Roberto Carlos na fase da adolescência do longa-metragem O Contador de Histórias, diz que ainda não consegue acreditar que atuou frente às câmeras. Ele engordou para fazer o papel e chorou ao ver o filme pela primeira vez, na pré-estreia em Belo Horizonte.
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

“O cinema pode mostrar o país para o mundo. Agora, minha prioridade
é levar a vida de Roberto Carlos para as telas internacionais. Histórias de solidariedade no Brasil precisam ser mostradas lá fora”

Da atriz e produtora Denise Fraga, após a pré-estreia de O Contador de Histórias 

 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Afeto

Roberto Carlos, cuja vida inspirou o filme, não escondia a emoção. “O Villaça teve sensibilidade ao captar a minha história. A sensação de ter a minha vida nas telas é ótima, porque no Brasil as boas histórias ficam esquecidas”, disse. Nascido na comunidade Pedreira Padre Lopes, ex-interno da Febem, Roberto Carlos conseguiu se recuperar depois de ser adotado por uma educadora francesa. Hoje é reconhecido como um dos melhores contadores de história do mundo. Ele adotou 13 crianças e ajudou 25. “Já fiz a minha parte. Agora espero que a história se multiplique.”
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Bate-papo com Renata Vilhena

Garra feminina

Mulheres no mercado de trabalho, no papel de mãe e na gestão governamental. Ninguém melhor para falar dessas experiências que a secretária de Estado de Planejamento e Gestão de Minas, Renata Vilhena. Jovem, mãe de um casal de filhos e dona de rica trajetória na gestão pública, Renata é exemplo de que é possível conciliar a carreira com a vida profissional de sucesso. Para ela, as mulheres, ao contrário do que muitos pensam, lidam – e muito bem – com o poder. Confira a seguir:

 

Acredita que ainda existam preconceitos em relação à mulher no mercado de trabalho?
Responder negativamente a esta questão  seria desconsiderar a realidade do mercado de trabalho, inclusive as estatísticas. Mesmo com o relevante e crescente papel da mulher nesse mercado é inegável que o preconceito ainda existe: os salários são menores, via de regra, muitas empresas evitam empregar mulheres em idade fértil e, o que é pior, muitos homens ainda têm dificuldade de serem liderados por mulheres. Entretanto, se olharmos 20 anos atrás a evolução é, no mínimo, surpreendente e demonstram que de fato as mulheres têm alcançado um espaço relevante de reconhecimento profissional e poder decisório. Esse cenário crescente e positivo da participação feminina no mercado de trabalho é que irá romper muito em breve com o preconceito que ainda existe na questão do gênero.

Dois países da América Latina, o Chile e a Argentina, elegeram mulheres como presidente. Analistas políticos preveem uma feminização no poder. Acredita que o Brasil pode ter uma presidente mulher nos próximos anos?
Como mulher, mãe, profissional, minha tendência é acreditar que sim, pois temos toda a condição de administrar o país. Entretanto, o Brasil é um país que abriga diferentes realidades, o que pode dificultar esse processo. Entretanto, essa é uma situação inexorável a médio prazo, eu diria.

Na política, a participação feminina, apesar de ter aumentado, ainda é pequena. Há quem diga que as mulheres não gostem do poder. Acredita nisso?
Não, acho até que a mulher, por suas próprias características, lida muito bem com o poder. O que a difere, na maioria das vezes, é que ela é mais sensível nas questões do comportamento humano. O que acho que ocorre hoje é questão de espaço mesmo, do próprio preconceito que ainda existe.

Como é conciliar o papel de esposa, mãe e dona de casa? Vale a pena toda a batalha?
Claro que vale a pena. Não foi fácil, porém é extremamente gratificante. Ao olhar para trás aprendemos a dar valor a pequenas coisas, aos momentos dedicados à família e a nós mesmas. Hoje meus filhos estão grandes e são meu maior orgulho, pois já caminham com as próprias pernas e ficamos aliviadas quando percebemos que mesmo trabalhando muito fomos capazes de repassar aos nossos filhos os valores essenciais para a formação de um indivíduo. Isto comprova que o importante não é a presença física constante da mãe, mas sim a qualidade da atenção dada por ela quando de sua presença.

 
 
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