Segunda, 21 de Maio de 2012
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Plenário

Márcia Machado

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A volta

No susto, o petista mineiro Paulo Delgado retorna à Câmara dos Deputados. Volta para ocupar a primeira suplência da coligação com o PMDB, que perdeu o deputado Fernando Diniz, falecido numa dessas provas do destino. Delgado já não alimentava gosto pela legislatura. Está no sexto mandato, num momento crítico de ocupação de espaço do PT.
 
 | Por: Roosewelt Pinheiro/ABr
Roosewelt Pinheiro/ABr

Vale tudo

O ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), antipetista roxo, está prestes a se aliar ao PT, de olho em 2010. É o vale-tudo para derrotar o atual governador José Roberto Arruda, ex-tucano, atual DEM, que pediu desculpas pela violação do painel do Senado. Transformada em canteiro de obras, e uma das cidades da Copa 2014, Brasília é a única capital administrada pelo antigo PFL. A possível aliança, válida por enquanto para o segundo turno, foi discutida em reuniões a portas fechadas com os pré-candidatos petistas Geraldo Magela e Agnelo Queiroz (ex-PCdoB).

 

 
 | Por: Elza Fiúza/ABr
Elza Fiúza/ABr

Salada ideológica

Partidos de oposição ao governo Lula resolveram ativar suas fundações para o discurso de 2010. As fundações Teotônio Vilela (PSDB), Liberdade e Cidadania (DEM) e Instituto Astrogildo Pereira (PPS) vão tentar produzir espaço de debate comum, mas sem pretensões de afinidades ideológicas, claro. A proposta, idealizada pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) (foto), quer a união da social-democracia, do liberalismo e do antigo marxismo na montagem de diagnóstico e discurso regionais.

 

 
 | Por: Paulo Werner
Paulo Werner

Ouro líquido

Uma engenharia jurídica e econômica está em curso para transformar o pré-sal num negócio maior que o Plano Real e com apelo de marketing mais forte do que a campanha O Petróleo é Nosso, da era Vargas. E essa será também a fórmula, garantem fontes do Planalto, para vitaminar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República nas classes A e B.
 
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Negócio lucrativo

A nova campanha patrocinada pela indústria estimulando o registro de armas favorece, na verdade, o armamento da população. Pela nova lei, qualquer brasileiro ou estrangeiro residente no país pode ter uma arma em casa devidamente autorizada pela Polícia Federal. As campanhas de desarmamento resultaram no registro de 1 milhão e 100 mil armas e na entrega de outras 500 mil. Como a indústria diz que fabricou 14 milhões e exportou a metade, calcula-se que pelo menos 5 milhões e 400 mil unidades são clandestinas. O setor vai gastar R$ 4 milhões na campanha, mas obterá lucros fabulosos, uma vez que é proibido vender munição para arma sem registro.
 
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Guerra de mercado 1

A indústria dos cartões de crédito – monopólio dividido pela Visa e Redecard, que detêm 96% do mercado – e os lojistas se preparam para a disputa, no Congresso, por seus interesses previstos pela Medida Provisória 460. O comércio quer colocar as compras em dinheiro para concorrer com os cartões de crédito e, assim, tomar de volta um pedaço dos lucros de R$ 40 bilhões/ano que as operações representam.
 

Guerra de mercado 2

As altas taxas e os juros exagerados cobrados pelas operações via cartão, especialmente aquelas que permitem rolar as dívidas pagando o mínimo na data de vencimento, são entulhos do período inflacionário repassados ao consumidor.
 
 | Por: Wilson Dias/ABr
Wilson Dias/ABr

Ingerência

Tido como boa praça do governo Lula, o sempre bem-humorado ministro das Relações Institucionais, José Múcio (PTB-PE) (foto), ficou mal na fita ao dizer que a segunda nota da bancada petista no Senado, assinada pelo líder Aloizio Mercadante (SP), de sugestão de licença para o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), era coisa de dois, três senadores. Atacou, a pedidos, e recuou no dia seguinte, também a pedidos. Chegou a dizer que não tinha afirmado exatamente o que falara em entrevista gravada pelos jornalistas. Com a declaração “o Mercadante entende”, pôs fim à possibilidade de crise ainda maior.

 

“A superação da crise não depende do afastamento de uma pessoa ou de um senador. O Senado precisa renovar-se, oxigenar-se. Isso é mais importante do que focar em um senador, seja o presidente Sarney ou não”

Do governador mineiro Aécio Neves, após audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília.

 

 
 
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