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Política17 caras novasQuase a metade da Câmara de Vereadores de BH foi renovada na última eleição; novatos já conversam em torno de alianças
Texto: Iracema Barreto | Fotos: Daniel de Cerqueira e Nélio Rodrigues
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Do grupo dos 17 apenas dois já conhecem os meandros da casa: Léo Burguês, que volta ao Legislativo municipal para um segundo mandato depois de não conseguir se reeleger na eleição passada, e Leonardo Mattos, que deixou a Câmara para assumir mandato como deputado federal. “Nosso objetivo é garantir, ao menos, um equilíbrio de forças na relação com o Executivo”, afirma Burguês, um dos que estão à frente da formação do blocão. “Nos reunimos toda semana porque queremos uma atuação mais consciente, um Legislativo com mais qualidade”, reforça João Locadora, eleito pelo PT após quatro tentativas seguidas de chegar à Câmara. O estudante de direito Luis Tibé, presidente nacional do PTdoB, também aposta na integração entre os novatos como estratégia para estabelecer espaço entre os vereadores reeleitos, que já dominam a Câmara. “Se conseguirmos formar esse grupo para atuação coordenada, ficará mais fácil durante as votações”, pondera. “O alto índice de renovação é um forte argumento para a formação do bloco”, acrescenta. |
Se o blocão não vingar, um grupo menor já está formado. É integrado pelo próprio Tibé, o radialista João Vítor Xavier, o ex-gerente de assistência social da Regional de Venda Nova, João Oscar Costa, e o comerciante Edinho do Açougue. Juntos, eles representam dois partidos – PRP e PTdoB – e somam 22.262 votos. “Na própria campanha fizemos uma amizade legal, o que já é positivo. Esse grupo vai abrir caminho para os nossos projetos”, acredita João Oscar. Batizado Edson Ribeiro de Souza, Edinho do Açougue acredita que uma bancada ampla de novatos seria mais eficiente. “As pressões também são grandes”, pondera. Criado no bairro São Bernardo, na região norte da capital, Edinho começou a vida profissional aos 13, como funcionário de um frigorífico. Aos 25 já tinha o próprio negócio. Agora, aos 39, colhe os frutos da popularidade, advinda dos constantes favores prestados a clientes e amigos. “As pessoas me procuram para tudo e a gente tenta sempre ajudar”, explica. |
Líder comunitário no aglomerado da Serra, Paulo Sérgio Peixoto, o Paulinho Motorista, é da turma dos que preferem adotar a cautela em relação às conversações para formação de uma bancada na Câmara. Assim como Pablito, ou Pablo César de Souza, ex-assessor parlamentar do deputado estadual Gustavo Correa. Ele afirma que a idéia da bancada de novatos é prematura porque depende ainda da acomodação de forças na prefeitura. Para o estudante de direito, assumir uma cadeira na Câmara não será desafio dos mais difíceis. Por via das dúvidas, ele já se prepara. “Estou me inteirando dos projetos em pauta.” Caçula dos oito filhos do deputado estadual Irani Barbosa, o administrador de empresas Iran Barbosa será o mais jovem a ocupar uma cadeira na Câmara de Belo Horizonte. Assim como os demais, fala em independência. “Acredito que fui eleito para liderar uma revolução.” Ele preferiu usar o telefone para estabelecer contato com os vereadores mais experientes. “Humildade não atrapalha ninguém. Não tenho medo de assumir que estarei lá, inicialmente, para aprender. A malícia virá com o tempo.” |
Situação e oposiçãoDos 41 vereadores, 34 compõem a aliança de partidos que deu sustentação à vitória do prefeito eleito Marcio Lacerda (PSB), o que representa percentual de apoio de 83%, suficiente para a aprovação das matérias de interesse do Executivo. Teoricamente, apenas sete vereadores irão se posicionar contrariamente à administração de Lacerda: Maria Lúcia Scarpelli (PCdoB), Fred Costa e Sérgio Fernando (PHS), Preto do Sacolão, Geraldo Félix, Iran Barbosa e Cabo Júlio, do PMDB. Verbas e salários
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