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PlenárioMárcia Machado
Opiniões ou sugestões sobre a coluna?
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Clima quente
Esquentam as discussões entre os partidos sobre quem deve presidir as duas casas do Congresso Nacional no próximo biênio. Michel Temer (PMDB/SP) é o nome já acordado com o governo para presidir a Câmara. Mas, cacifado pelo bom resultado das eleições, em que conquistou o maior número de prefeituras, o PMDB quer comandar as duas. A família Sarney pode ficar no lucro. A presidência do Senado pode cair no colo da senadora Roseana Sarney (MA) (foto).
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Caravana
Na Câmara, o deputado Michel Temer programa viagens a alguns estados para buscar apoio dos governadores. O primeiro será o de Minas, Aécio Neves (PSDB). A visita foi acertada com o governador mineiro em um telefonema que Temer fez para Aécio, logo após o segundo turno das eleições. Os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), da Bahia, Jaques Wagner (PT) e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) estão na lista de Temer.
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Santa Ceia
Na briga pela presidência da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Ciro Nogueira (PP/PI) corre por fora. Por fora mais ou menos, porque há anos ele faz parte dessa mesa. Ora como 2º vice-presidente, ora como 4º secretário e agora como 2º secretário. Mas o jovem parlamentar, de 39 anos, também tem feito campanha numa outra mesa: de frutas e guloseimas que ele
montou em seu gabinete. Antes, passavam por lá uns quatro ou cinco deputados. Agora, em dias de sessão no plenário, circulam por lá mais de 50 parlamentares para fazer o lanche da tarde. |
Saia-justa
Mesmo com a lei de cotas, que determina que pelo menos 30% dos
candidatos dos partidos devem ser mulheres, as urnas nessas eleições não revelaram presença feminina muito maior nas prefeituras. Apenas 9% dos eleitos são mulheres, contra 7% de 2004. O ranking dos maiores partidos ficou assim: o PMDB elegeu 108 prefeitas, o PSDB 76, o DEM 50 e o PT 49. |
Lobby do batom
Acontece que a lei de cotas não prevê nenhum tipo de punição aos partidos que descumprirem o piso dos 30% de candidatas. Diante disso, a deputada Rita Camata (PMDB/ES) apresentou projeto de lei que diz o seguinte: se não for preenchida a cota de mulheres o partido não registra as candidaturas. Agora vamos ver.
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O retorno l
Discretamente, mas sempre presente às sessões da Câmara Federal, o deputado Ibsen Pinheiro (foto), do PMDB-RS, voltou a ser reconhecido como uma liderança em Brasília. Dos 513 deputados federais, Ibsen foi escolhido como um dos que melhor exerceram o seu mandato no ano de 2008. Ocupa o 5° lugar na classificação do site Congresso em Foco, que promove enquete anual e concede prêmio aos deputados federais e senadores que se destacam no cumprimento de suas obrigações. Outro levantamento, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), aponta Ibsen como um dos 100 parlamentares mais influentes do parlamento brasileiro em 2008.
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O retorno ll
Só pra lembrar, Ibsen Pinheiro foi presidente da Câmara de 1991 a 1992 e foi ele que conduziu o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994 teve seu mandato cassado pela CPI que investigou as irregularidades no Orçamento da União, acusado pela revista Veja de participar do Escândalo dos Anões do Orçamento, um esquema de desvio de verbas. Foi condenado a ficar afastado da vida pública por oito anos. Anos depois, a revista IstoÉ descobriu que a acusação era falsa, uma vez que a Veja confundira o valor de mil reais na conta bancária de Ibsen com um milhão de reais.
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Briga
A disputa pela liderança do PT na Câmara começou. Quatro nomes já pedem voto dos colegas: Carlos Vacarezza (SP); Paulo Teixeira (SP), Fernando Ferro (PE) e Iriny Lopes (ES). Só para lembrar, a única e última mulher a ocupar o cargo de líder da bancada do PT foi a ex-deputada Sandra Starling (MG), em 1996.
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Papel menos
Nas comemorações dos 20 anos da Constituição, foram muitas as homenagens à Carta Magna de 1988 no Congresso Nacional. O jurista e constitucionalista, deputado Bonifácio Andrada (PSDB/MG), entretanto, disse que a Constituição de 1988 pouco representou de avanços em relação à carta de 1967. “Hoje, o Judiciário tem atribuições que nunca foram conhecidas no constitucionalismo brasileiro, pois ele próprio cuida da sua organização.” Bonifácio Andrada lembrou ainda que o Executivo “domina inteiramente o cenário legislativo do país e os
deputados ficaram com suas atividades reduzidas.” |
Frase da vez“...nós temos que olhar para a crise com a atenção que ela merece de nós, mas não podemos entrar em síndrome do pânico e paralisar as nossas atividades por causa dela” (PRESIDENTE LULA, 29/10/2008) |