Segunda, 21 de Maio de 2012
Logo Revista Viver Brasil - Assim é viver
 

Moda

Nó, que elegância

Apesar do clima tropical e da informalidade em alta, a gravata é peça do guarda-roupa masculino que nunca sai de moda

Texto: Luciana Avelino | Fotos: André Luppi


Envie seu comentário


Blazer de smoking Klus, calça jeans Villa Vittini, camisa e gravata-borboleta Klus, cinto Villa Vittini

Você se considera ousado, discreto ou meio termo? Acredite se quiser, mas o modelo da gravata que usa pode responder à pergunta. Segundo experts no assunto, a peça do guarda-roupa masculino revela um pouco acerca do usuário. Exemplificando: se há preferência de se combinar o tom da gravata com a roupa, tudo indica que você é dono de um estilo clássico ou arrisca pouco nas produções. Agora, caso curte apostar em combinações diferentes sem abrir mão da harmonia entre gravatas, ternos e camisas, pode se considerar pertencente ao time dos ousados e estilosos, no melhor sentido da palavra, que, inclusive, representam 40% dos homens. O estilista paulista Ricardo Almeida é categórico. “Além de simbolizar formalidade, a gravata atua como ponto de luz na roupa e traduz a personalidade de quem a usa.”

Se por um lado é vista como objeto de paixão de grande parte do público masculino ou representação máxima de desconforto para muitos, um fato não pode ser negado à gravata. De acordo com a consultora de moda Gloria Kalil, ela é um dos poucos resquícios de pompa das vestimentas masculinas dos séculos passados que chegavam a incluir, entre outras peças de estilo, calças bufantes, meias de seda bordadas e sapatos de salto alto.

Condizente com sua atuação no mercado fashion masculino, Salvador Ohana, proprietário da Klus, reforça o valor da gravata. “Simboliza elegância, postura e respeitabilidade. É o único item que concede, de fato, caráter formal à roupa.” Para o empresário, que disponibiliza cerca de 50 modelos diferentes no estoque das cinco lojas, ela é o elemento mais importante da roupa social masculina. Tão versátil como a bijuteria para as mulheres, é capaz de modificar todo um visual.”

Embora também acompanhem as tendências da estação em vigor, os lançamentos do setor ocorrem com bem menos frenesi se comparado à moda de forma geral. Continuam em alta modelos listrados de jacquard, poás, discretos elementos geométricos, cores lisas com detalhes em alto relevo e estilo inglês com listras vermelhas e azuis. Apesar da influência da moda, Ohana garante que gosto pessoal, definitivamente, é assunto que não se discute. Parece configurar paradoxos do clã masculino como futebol e mulheres.   

Ao contrário do que se pode pensar, o clima tropical local não é desculpa para fugir da gravata. “Ela está diretamente ligada ao costume. Para tanto, há hoje em dia tecidos levíssimos que podem ser usados tranquilamente. Com relação ao visual, só se deve aderir quando a situação pedir: trabalho, ocasiões formais ou para fazer estilo.”

No livro de Gloria Kalil, Chic Homem - Manual de Moda e Estilo, a consultora comenta que a presença de algumas palavras em um convite decodificam a exigência ou não do uso da gravata. Termos como passeio completo, esporte fino, social, tenue de ville, black-tie e a rigor indicam demanda obrigatória. Em outras palavras de Gloria Kalil: “convenção da moda, mesmo em tempos de tanta informalidade.”

Fotos: André Luppi (E77)  |  Styling: Andreia Pimenta
Assistente de moda: Carol Breviglieri  |  Modelo: Aldo (WHY)
Assistente de fotografia: Elisa  |  Agradecimento: A Favorita


Galeria de Fotos

Terno e camisa VR, gravata Klus, pasta e relógio Mont Blanc para Manoel Bernardes
Terno e camisa VR, gravata Klus, pasta e relógio Mont Blanc para Manoel Bernardes

Fato curioso é tomar conhecimento de que a história da gravata – com procedências atribuídas tanto aos chineses como aos  gregos e romanos –, contabiliza mais de 60 tipos de nós. E, é, justamente o tipo de nós ou laços que hoje fazem a diferença no visual da peça, já que estão em vigor apenas três modelos: a gravata tradicional (8 cm de largura), a moderna (com  6,5 cm de largura) e a borboleta.

Para sorte do homem contemporâneo, apenas quatro tipos de nós são atualmente usados. Four-in-hand ou simples (para todos tipos de colarinho e modelo), semi-windsor ou duplo (para colarinho mais aberto e modelos de tecido leve), windsor  ou triplo (para colarinho bem aberto e modelos de tecido pesado) e borboleta (para colarinho próprio).   

Em termos de qualidade, Salvador Ohana, comprador internacional assíduo, considera as de seda italianas hors-concours, apesar da atual concorrência do mercado chinês. En­quan­to a seda pura é a matéria-prima mais cotada, o poliéster é considerado mais simples, de melhor custo-benefício.

Blazer e calça Klus, pasta Villa Vittini, camisa VR, gravata e lenço Klus
Blazer e calça Klus, pasta Villa Vittini, camisa VR, gravata e lenço Klus

Para não cometerem rusgas com a etiqueta, os homens devem evitar certas situações. Gloria Kaili inclui no rol de gafes, gravatas com cores berrantes, metalizadas, com brocados, modelos que ultrapassam a fivela do cinto, gravatas desafogadas para fazer gênero, combinando com lencinho no bolso do paletó, as muito largas e de delírios criativos. O uso do prendedor  é opcional. Deve ficar 20 cm acima da ponta da gravata. Preferências e moda à parte, Ricardo Almeida conclui que o mais importante é que a gravata esteja em sintonia com o restante da roupa. “E também, que a pessoa se sinta bem à vontade com a combinação eleita.”

 


 
Compartilhe:    Bookmark com Delicious Bookmark com Delicious  Bookmark com Digg  Bookmark com Facebook  Bookmark com /.   Bookmark com Google  Bookmark com StumbleUpon   Bookmark com Technorati  Bookmark com Linkarena  Bookmark com Yahoo  Bookmark com SEOigg  Bookmark com Spurl  Bookmark com Live  Bookmark com Rec6  Bookmark com Myspace
Versão para Impressão  Versão Impressão    Assinar NewsletterNews:    

Busca no Portal

 
  

Blog do PCO


Assinatura Anual

© Copyright 2009, Revista Viver Brasil – MG-030, nº 8625. Torre2 – Shopping Serena Mall – Vale do Sereno.
Cidade: Nova Lima – MG / CEP:34000-000 | Telefone: (31) 3503-8888