Segunda, 21 de Maio de 2012
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Márcia Queirós

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 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Um Banho de Estilo

Filha da empresária Cila Borges, dona da Cila Beach Wear e da Jump Activewear, consagradas marcas de moda praia e esportiva, Tete Vasconcelos segue os passos da mãe. Aos 25 anos, ela é a estilista das grifes. O interesse pela criação surgiu naturalmente, dando um palpite aqui outro ali sobre estampas e formas, que eram sempre bem aceitas pelo público. Aí tomou gosto pela coisa, formou-se em Design de Moda, passou temporada de estudos na Europa, onde ampliou o olhar sobre as artes e cultura, até assumir de vez o posto de estilista. Uma das paixões de Tete são as viagens, por sinal sua principal fonte de inspiração para criar. Enquanto isso, a Cila, fundada há 34 anos em Minas, alça voos. “Neste ano, a meta é expandir os pontos de vendas fora do estado”, avisa.
 
 | Por:

Hotéis de Grife

A moda de associar grifes ao turismo, iniciada pelo estilista Karl Lagerfeld, ganha asas. Mesmo com a crise financeira mundial, a marca italiana Giorgio Armani e o grupo Emmar, do empresário árabe Mohamed Ali Alabbar, prometem lançar luxuosíssimo hotel em Milão, na Itália. No contrato entre as empresas, constam lançamentos de sete hotéis e três resorts. Outras grifes internacionais, como a Bvlgari e a Miss Sixty, seguem mesmo caminho. A Bvlgari mantém paraíso hoteleiro em Bali (foto). Já a Miss Sixty inaugurou em Riccione, cidade costeira da Itália, hotel para jovens.
O ousado Lagerfeld prova que acertou. Nos anos 1990, ele assumiu a direção artística de um hotel em Berlim, transformando a mansão de 1914 em templo de luxo. Até hoje, a casa tem o nome de Lagerfeld como chamariz.
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Arte do Lixo

Elas desfilaram em feiras de moda em Paris e Milão. Foram comercializadas no Japão, China, Grécia e França. Desde o lançamento no ano passado pelo estilista mineiro Rogério Lima, 43 anos, as bolsas produzidas com sacos de cimento ganharam o mundo. “A ideia de usar o saco de cimento surgiu na reforma do show room. As embalagens ficaram dias expostas ao sol e chuva e percebi a durabilidade. Depois de testes, cheguei a um resultado que me permitiu confeccionar as bolsas”, conta Rogério, que sempre alia criação a medidas de preservação ambiental. Feitos com sacos de cimento, texturas de couros, modelagens e cartela de cores variadas, os produtos atendem ao mercado de luxo. As bolsas são vendidas ao preço médio de 750 reais e as carteiras, 350. Agora o estilista busca parcerias para desenvolver projetos sociais como o recolhimento e reciclagem do saco de cimento. “A demanda é enorme, pois precisamos retirar 850 milhões de sacos que vão parar no lixo todo ano. Alternativas estão sendo estudadas com a ajuda de especialistas”, avisa Rogério.
 
 | Por: Daniel de Cerqueira
Daniel de Cerqueira

Café Solidário

Quem vê as maquininhas operando nas cafeterias nem imagina que para extrair um pretinho de qualidade é preciso um profissional capacitado, chamado de barista. “No Brasil, ao contrário de países europeus, como a Itália, falta mão-de-obra especializada. Aqui a profissão de barista nem é reconhecida no Ministério do Trabalho”, diz o empresário Ruimar de Oliveira (foto), dono do Café Kahlua, que funciona há 16 anos no centro de Belo Horizonte. Pensando em contribuir para a qualificação, ele inicia neste mês curso de barista, com aulas ministradas no café. Há dois anos, Oliveira participou de projeto social na Vila Acaba Mundo, comunidade de baixa renda no bairro Sion, na zona sul, onde formou quatro menores baristas. “Tivemos de interromper porque não havia máquina na vila, mas pretendo retomar, também, em breve,  curso gratuito para menores. Se não podemos realizar em comunidades carentes, vamos trazê-las aqui”, promete o empresário.
 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Bate-papo: Pelo meio ambiente

Um dos artífices da Teologia da Liber­tação, corrente cristã desenvolvida a partir dos anos 1970 que considera o pobre como sujeito de sua própria libertação, Frei Betto se debruça agora sobre a causa ambiental. Em parceria com o monge beneditino, teólogo e biblista Marcelo Barros, ele lançou em janeiro o livro O amor fecunda o Universo, onde aborda a questão ecológica ligada à espiritualidade. Ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele tece críticas às políticas ambientais do governo e diz que o significado  do amor anda obscurecido pela competitividade.

Por que decidiu escrever sobre ecologia e espiritualidade?
A Teologia da Libertação, graças, sobretudo, a Leonardo Boff, tem entrado muito no que a gente chama de ecoteologia. Como o tema da ecologia é muito atual e os pressupostos de degradação ambiental são baseados em uma interpretação equivocada da Bíblia, de que Deus criou a natureza para que o ser humano dela pudesse usar e abusar, daí a preocupação nossa de trabalhar melhor esse tema, fazer uma releitura da Bíblia.

De que forma?
Mostrando que, além da aliança de Deus, aliança que eu chamo ética, por meio de Moisés, da segunda aliança que eu chamo de amorosa através de Jesus, há uma aliança ambiental nos primeiros capítulos de Gênesis que descrevem a criação, onde o ser humano é parte da natureza, parte inteligente, mas parte.

Em seu livro, você fala sobre ecossocialismo alternativo. O que é isso?
É um termo que está sendo cunhado agora e traduz esta dimensão de que qualquer atuação em prol da preservação ambiental passa, necessariamente, pela erradicação da miséria, pois tudo o que acontece, qualquer desequilíbrio natural afeta as pessoas, principalmente as mais pobres, que geralmente estão em áreas de riscos.

Falta amor do homem à natureza?
Está faltando uma compreensão mais correta do que seja amor porque a gente vive em uma sociedade em que o individualismo foi mais acentuado do que o personalismo e em um sistema capitalista em que o ser consumista é mais importante do que ser cidadão.

Ecologia e espiritualidade estão na agenda política de algum país?
Na agenda política não, mas das pessoas sim. Elas começaram a discutir há algum tempo, existem várias correntes no Oriente e no Ocidente que vêm trabalhando com ecologia e espiritualidade.

Como vê as ações de políticas ambientais na América Latina?
Estamos engatinhando, principalmente no Brasil não temos ainda uma pauta ostensiva. O governo Lula, em que pese grandes méritos em outros temas, mas na parte da preservação ambiental, ele tem uma dívida com a nação. Foi  lamentável a saída da ministra Marina Silva, que tinha uma pauta mais ofensiva que o Brasil exige, principalmente de evitar o desmatamento na Amazônia.

 
 | Por: Arte: Paulo Werner
Arte: Paulo Werner

Namoro para casados

Se estivesse vivo, o dramaturgo e jornalista brasileiro Nelson Rodrigues, conhecido por abordar temas cercados de tabus, como a traição, iria buscar inspiração no site lançado nos Estados Unidos. A página virtual, que causa polêmica na terra do Tio Sam, oferece namoro para pessoas casadas, com a promessa de salvar uniões. O site AshleyMadison.com traz como slogan “a vida é curta, tenha um caso”. Para o empreendedor da página, a ferramenta para relacionamentos extraconjugais ajuda a preservar a relação entre marido e mulher, pois não vale desistir da união por causa de pequenos problemas. Imagine se a moda pega no Brasil.
 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Raízes Relegadas

Os moradores de Ouro Fino,  no Sul de Minas, cidade que inspirou a música O Menino da Porteira, de autoria de Teddy Vieira e Luizinho, estão se sentindo relegados. O filme homônimo da canção, eternizada na voz de Sérgio Reis, estreia nacionalmente no dia 6 de março, mas a população de Ouro Fino não participa do momento tão especial para a cidade, que cultua o personagem como filho ilustre. O município tem  monumento em homenagem ao Menino da Porteira e vai inaugurar casa turística com o tema. “Não temos cinema no município e a produção do filme não permite exibir em praça pública com receio de a fita ser pirateada. Gostariamos de exibi-lo no dia 16, aniversário da cidade”, diz o secretário de Cultura da cidade, Maneco de Gusmão. A JerêFilmes, responsável pela produção, informou por meio de sua assessoria que  assinou contrato com a Sony Pictures para comercialização. “Estamos aguardando um contato da Sony e dispostos a advogar para que o filme seja exibido com infra-estrutura”, diz Débora Proença, da Jerê Filmes.
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Nova concessionária

Apesar da instabilidade econômica mundial, a Citröen do Brasil mantém firme seu plano de investimentos. A empresa inaugurou em Sete Lagoas, Região Central de Minas, a primeira concessionária do grupo Alliance Automobile. A Citroën Alliance Automobile é a 118ª concessionária da marca francesa no Brasil e nasceu da união de dois empresários do setor automotivo mineiro: Paulo Bomtempo (na foto com o presidente da Citröen no Brasil, Jean-Louis Orphelin), diretor da P.A. Automóveis, e Airton Machado, diretor do Grupo Santa Helena. Os dois investiram  5,19 milhões de reais na nova loja, que gerou 45 novos empregos na cidade. Os empresários preveem a venda de 360 veículos novos e  250 usados ao ano.  A Citroën do Brasil fechou 2008 com vendas totais de 68.291 unidades em todo o mercado nacional de automóveis e comerciais leves, que representou crescimento de 37,77% sobre o mesmo período de 2007.
 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Túnel do Tempo

O cantor Márcio Greyck coloca um ponto final  no  livro em que narra a infância e adolescência em Belo Horizonte. A história começa com as peripécias do menino de família de italianos no bairro Oswaldo Cruz, na zona leste, e termina com sua chegada, aos 18 anos, no Rio de Janeiro, onde iniciou carreira de sucesso nacional. Projetos literários e musicais não faltam na cabeça de Márcio Greyck, que desde 1997 vive na capital mineira, depois de longo período no Rio.

A trajetória artística de Greyck teve início na década de 1960, quando aos 16 anos começou a cantar canções italianas em programas de TV em Belo Horizonte. Aos 18, arrumou as malas para a Cidade Maravilhosa, onde explodiu nas paradas de sucesso, nos anos 1970 e 1980, com músicas como Impossível acreditar que perdi você e Aparências. 

“Em 1984, no auge da minha carreira, por motivos pessoais, resolvi parar tudo e viver em Saquarema (RJ), onde permaneci 13 anos longe dos palcos”, lembra. A carreira musical só foi resgatada com a volta à capital mineira, em 1997.  “Logo que cheguei aqui montei um bar, revi os amigos e encontrei motivação para prosseguir a carreira”, diz Greyck. Na mesma época, foi convidado para regravar canções em CD, compor e fazer shows com o músico maranhense Zeca Baleiro. “Foi uma grande alegria criar com um menino da atualidade. Isso me deu força.” E que força! Impossível acreditar que perdi você foi gravada por nomes da nova geração musical, como a cantora Rita Ribeiro, e no ano passado a Som Livre lançou CD com suas canções, vendendo mais de 50 mil discos.

“Hoje estou gigolando Márcio Greyck”, diz o artista, lembrando que existem hoje dois Márcios: o primeiro, com suas canções românticas, que viaja com shows por todo o país, e o segundo, regravado por ídolos jovens e antenado com o novo comportamento do mercado musical. “Atualmente, talento sozinho não segura. É preciso verba, projeto e marketing”, considera o cantor, que se renovou também com os filhos Raphael Greyck e Bruno Miguel, que seguem carreira musical no Rio. Mas, se o mercado musical deu reviravoltas, o romantismo, segundo Greyck, não  mudou. “Os garotos e garotas continuam se apaixonando. Podem se expressar de forma diferente, mas o amor nunca morre”, garante.

 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Miama em alta

Mesmo com o dólar em alta, os mineiros mantêm os Estados Unidos como um dos destinos turísticos prediletos. Quem garante é o diretor do Grupo Picchioni, Celso Picchioni (foto), representante da companhia American Airlines para Minas, Bahia e Pernambuco. Segundo ele, a empresa aérea mantém média de ocupação de 80% dos voos, que partem do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, às segundas, quartas, sextas-feiras e domingos com destino à cidade norte-americana. Do aeroporto de Miami, os passageiros podem fazer conexão para outras 250 cidades. “O dólar está alto, mas os hoteis e restaurantes dos Estados Unidos têm dado descontos, que chegam a 60%. Isso tem estimulado as compras e o turismo na região. Para nós, os voos não foram afetados”, afirma.
 
 | Por: Sérgio Falci
Sérgio Falci

Tradição Jurídica

Uma das mais tradicionais academias jurídicas do país, o Instituto dos Advogados de Minas Gerais comemora 94 anos de fundação. A data foi marcada neste mês com solenidade de posse da diretoria, do conselho e dos suplentes da entidade, no Auditório OAB-MG. O instituto tem como presidente José Anchieta da Silva (foto) e como vice-presidente, Luiz Ricardo Gomes Aranha, re-eleitos para o triênio 2009/2011. Uma das metas de Anchieta é a interiorização do instituto. “Minas tem muitas inteligências no campo jurídico que ainda não pertencem ao nosso quadro. Pretendemos interiorizar regiões com densidade científica suficiente para ter uma seção do instituto”, planeja o advogado, que deseja criar representações no Sul de Minas e Vale do Aço. Em comemoração ao aniversário, o instituto também entregou medalhas a seis personalidades do mundo jurídico. No calendário festivo da quase centenária entidade, consta ainda homenagem aos 100 anos de morte do ex-presidente Affonso Penna.

 
 | Por: Reprodução Google
Reprodução Google

Bastidores de Hitchcock

Alfred Hitchcock não era um modelo de beleza. Muito pelo contrário, mas por sua vida passaram as mais belas mulheres da história do cinema, como Grace Kelly (foto), Janet Leigh, Ingrid Bergman e Doris Day. A relação do cineasta inglês com as divas que participaram de seus filmes  é revelada na biografia  Fascinado pela Beleza: Alfred Hitchcock e Suas atrizes, lançado no Brasil pela editora Larousse.  A obra, do norte-americano Donald Spoto, revela comportamento nada, digamos, sadio de Hitchcock com as musas, pelas quais revelava ter ódio.

Uma delas, Madeleine Carrol, teria sido vítima do sadismo do cineasta,
que a algemou durante as filmagens. Por outras, teria se apaixonado.
Como se vê, os bastidores dariam mais filmes.

 
 
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