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Mercado FinanceiroTodo o avalOperações de crédito consignado como os realizados pelo Banco Bonsucesso, a terceira maior instituição privada do país no convênio com o INSS, ajudaram a movimentar a economia brasileira em tempos de crise
Texto: Flávio Penna | Fotos: Alexandre C. Mota
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Para melhor atender seu público, o banco oferece ainda o cartão de crédito consignado para consumidores de alguns dos convênios. Hoje são 100 mil clientes do cartão, que tem a bandeira Visa, mas a projeção é de que em um ano se atinja a meta de 200 mil clientes, segundo Frederico Penido. “O cartão de crédito consignado Bonsucesso/Visa tem taxa de financiamento muito inferior aos cartões comuns. Temos inadimplência baixa, pois o valor mínimo da fatura é descontado na folha de pagamento. A segurança do sistema assegura condições de juros baixos”, diz. Penido não tem dúvidas de que o crédito consignado foi um dos principais responsáveis pela sustentação da economia. Para ele, o sistema ainda tem espaço para crescer muito, embora a grande demanda de consignado esteja atendida. O crescimento se dará, aposta o vice-presidente, com a incorporação de outros segmentos, além dos aposentados e dos ativos do serviço público, através de convênios. O banco cuida agora de expandir suas operações junto aos empregados da iniciativa privada, onde há demanda reprimida de crédito, devido aos juros cobrados pelo sistema bancário. Paulo Henrique Pentagna Guimarães também destaca a importância do crédito consignado na economia brasileira, mas não esconde sua preocupação com algumas das regras impostas pelo governo federal para este tipo de operação. “Não há qualquer dúvida de que o produto é sucesso absoluto, pois foi através dele que mais de 20 milhões de pessoas tiveram acesso ao crédito. Hoje temos o estoque de 90 bilhões de reais que ajudaram a movimentar a economia. Mas, apesar disto, vejo, com certa preocupação, a necessidade de mudanças nas regras de alguns convênios. Entendo que os órgãos deveriam celebrar com os bancos convênios com regras que assegurem a redução da inadimplência e não com imposição de redução de taxas por fixação de teto. Esta forma pode causar sérios problemas ao sistema.” Diretor executivo de relações institucionais, Fábio Drumond acredita que esta questão, que reconhece importante para o sistema, terá uma solução. Ele aposta na capacidade de ação do Banco Central. “O Banco Central tem dado respostas rápidas ao país e, sem dúvida, ajudado em muito neste momento de crise. Aliás, todo o governo, e em especial a equipe econômica tem tido comportamento exemplar neste momento. O presidente Lula tem se mostrado sintonizado e com enorme capacidade de liderança. Acredito que o Brasil sairá fortalecido desta crise, pois tem hoje governos capazes. Um exemplo é Minas, onde o governador Aécio Neves tem realizado uma administração reconhecida por todos como a melhor das últimas décadas no estado” |