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PlenárioMárcia Machado
Opiniões ou sugestões sobre a coluna?
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Emprego garantido
A crise do Senado, com denúncias diárias contra o presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP), é tema recorrente de conversas de botequim em Brasília. Numa dessas rodas de amigos, um dirigente nacional do PT, mantendo o humor na defesa do aliado, brincou com os ataques da oposição: “É um homem bom, cuida de tanta gente. Eu queria era ser da família do Sarney.”
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Pouca modéstiaCom pose de estrela na sessão solene dos 15 anos do Real, chamada pelo PSDB no Congresso Nacional, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, sem entrar em detalhes, que Itamar Franco fora duas vezes intuitivo na condução do programa que criou a nova moeda. Sugeriu que o então presidente da República primeiro acertara ao transferi-lo do Ministério das Relações Exteriores para o Ministério da Fazenda, e, depois, ao trocar Rubens Ricupero por Ciro Gomes, que governava o Ceará, na poderosa pasta. O ano era 1994, e o Real era o mote da campanha do ex-ministro FHC, substituído por Ricupero, perdido no vexame da parabólica.
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Afagos
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), retribuiu, na sessão do Senado, o apoio manifestado pelo ex-presidente Itamar Franco, em ato político por sua filiação ao PPS no dia anterior às comemorações dos 15 anos do Real. Itamar falou que Aécio é o mais preparado para ganhar as eleições em 2010. No Senado, o governador de Minas destacou que o ex-presidente, pai oficial da atual moeda, era a grande ausência naquela sessão.
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Gafe geopolítica
Em debate na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, da Câmara, a representante do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, coordenadora-geral de Transportes, Minérios e Obras Civis do Ibama, Rosa Helena Zago, surpreendeu deputados ao chamar três vezes a Guiana de Guiana Inglesa. O país tornou-se independente em 1966.
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O noivoIrmão do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), garante que Ciro é o cara do governo Lula para a disputa presidencial. A carta sairia da manga do presidente na hora certa. Falou e desfalou depois. Disse que foi mal interpretado. Entre o sim e o não, Ciro prefere o talvez. Pode ser candidato ao governo de São Paulo em 2010? Sim. Pode ser candidato à Presidência da República? Depende. Ciro tem atuação discreta também na Câmara. Neste ano fez apenas oito intervenções em plenário. Todas genéricas, passando longe da política nacional.
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Mudanças
O deputado José Genoino (PT-SP), entusiasta da ideia de o Congresso Nacional de 2010 ter prerrogativas de revisor, prevê uma ampla reforma constitucional, entre março e novembro de 2011, com mudanças profundas no sistema político-eleitoral. Os novos parlamentares, acredita, conseguiriam alterar significativamente a Carta Magna paralelamente aos trabalhos normais. As propostas seriam aprovadas por maioria absoluta em reunião unicameral. As mudanças contariam com o respaldo da população, que participaria do debate das propostas durante a campanha eleitoral.
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Marqueteiros
Nos bastidores das comunicações tucanas e petistas, a disputa do momento é garantir a presença, na campanha de 2010, da americana Blue State Digital, responsável pelo marketing via internet e telefone da campanha de Barack Obama. A convite do PSDB, um dos sócios da empresa, Ben Self, fez palestra no Brasil. E os petistas enviaram o marqueteiro do governo federal, João Santana, aos Estados Unidos para garantir logo um contrato de consultoria.
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Em campanhaDurante as negociações finais para a votação da reforma eleitoral, aprovada no dia 8 na Câmara, petistas ainda se dividiam entre manter ou não no texto o uso de muros e de outdoor em campanhas políticas. A favor da manutenção, o deputado Maurício Rands (PE) tentou convencer seus pares da importância desse tipo de propaganda para a democracia. Os contrários à proposta ironizavam o pernambucano, lembrando que Recife acordou repleta de outdoor de Rands após sua eleição para líder da bancada, em 2008.
Frase da vez “Em casa de enforcado não se fala em corda.” Do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre as denúncias envolvendo o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), após sessão solene dos 15 anos do Real, no Senado. |