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EspecialBrechó virtualEle se multiplica na internet, mas alguns cuidados devem ser observados tanto para quem quer vender como para quem quer comprar
Texto: Eliana Fonseca | Fotos: Robson Regato e Daniel de Cerqueira
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Aliás, a navegabilidade costuma ser problema em boa parte desses brechós virtuais. A estilista e professora de história da arte e cultura brasileira Cristina Ávila analisou cinco blogs para esta reportagem. A primeira impressão não foi das melhores. Não gostou das páginas, consideradas confusas, que misturam roupas já compradas com outras em oferta. Há, também, poucas informações sobre medidas e nenhuma informação sobre etiqueta de composição das peças. “Os preços são vertiginosamente contraditórios e discutíveis. Não há atrativos visuais, nem peças em destaque”, observa. Portanto, antes de começar uma pesquisa que pode durar horas – sim, são páginas e mais páginas – é bom tomar alguns cuidados. Cristina avisa que, em primeiro lugar, compras em brechós não são fáceis de fazer, ainda que se possa encontrar itens bons e baratos. “É preciso saber garimpar e entender um pouco de tecidos, custo e benefício da peça, necessidade ou desejo de tê-la e tempo útil da mesma”, diz. Ela manda correr de peças que tenham viscose e viscolycra em sua composição – “elas costumam ficar deformadas e com a marca do corpo da dona anterior, com apenas uma ou duas vezes de uso. Prefira as peças de algodão.” Cristina também não compraria em nenhuma hipótese vestido de festa sem experimentar antes. “Costureiras boas são difíceis de achar.” Todos esses detalhes são importantes na hora da compra, porque se há uma norma que vale para todos os brechós virtuais é que não são aceitas devoluções de peças. Isso não significa que as vendedoras dos blogs estão insensíveis ao impacto da roupa nas compradoras. A estudante de engenharia de produção Angélica Alves de Brito, do Bazar da Artéria, faz questão de embrulhar a peça em papel bonito, enviar uma cartinha, acompanhar o resultado da compra. “Acabo fazendo amigas. Tenho clientes que já fizeram mais de duas compras comigo.” |