Houve um tempo em que as garotas de 15 anos sonhavam em ser Grace Kelly, a hollywoodiana que virou princesa, de verdade, uma quase Cinderela. Depois, vieram as misses, seus trajes típicos e a infalível resposta: o livro de cabeceira, em quase 100% dos casos era O Pequeno Príncipe. Nos anos 2000 estas figuras de beleza e glamour ganharam nova representação: as top-models. Elas povoam o imaginário de grande parte das adolescentes brasileiras que sonham ser outra Gisele Bündchen: carreira glamurosa, sucesso, viagens, contratos milionários, e o melhor de tudo: o mundo a seus pés.
Movidas por tais esperanças, meninas de todo o Brasil estão participando do concurso Menina Fantástica, parceria entre a agência Mega Model Brasil e a Rede Globo, por meio do dominical Fantástico. No dia 26 de outubro dois ônibus saíram de São Paulo e, desde então viajam o Brasil em busca de new-faces que serão contratadas pela Mega.
“Estamos com grandes expectativas aqui em Minas”, conta o booker da agência e coordenador do ônibus em que as meninas fazem as inscrições, Murilo Andrade. Entre a praça da Savassi, o shopping Xavantes, o Cefet e outros pontos estratégicos de Belo Horizonte, o ônibus atraiu a atenção de meninas que, de outro modo, têm tanta expectativa quanto Andrade. Pois segundo ele, parece que o estado será o recordista em inscrições: Média de 3 mil em 4 dias. Milhares de meninas em busca do sonho. “Coloquei esta vontade na cabeça e não tirei mais”, fala Amanda Pereira Cardoso, 18 anos, estudante. 1,73 m e 54 quilos são atributos que a colocam como candidata.
Para a estudante Thaís Barbian, 16 anos, o glamour e a oportunidade de estar sempre bela são atrativos que fazem garotas como ela mirar-se nas grandes modelos. E, segundo ela, não se chega lá sem uma dose de elegância, simpatia e capacidade de chamar a atenção do cliente que paga pelo trabalho da modelo. Por falar em comprar, esta é outra possibilidade que ser finalista do concurso garota fantástica abre: comprar uma casa para si e outra para a mãe.
Aliás, se as modelos tomaram lugar das misses, uma figura continua importante para ambas: a mãe. Foi ela quem incentivou Adriana Marques, 23 anos, recepcionista, casada, a fazer a inscrição em BH. “Ela diz sempre que tenho o perfil, sou alta, magra. Mas também tenho vontade.” Desejo de, por meio da carreira, conhecer o mundo e exercer uma inclinação que acredita ser natural nas mulheres: a vaidade e o apreço pela moda.
Saiba Mais
- Semifinais: Recife e São Paulo
- Datas: 17 e 24 de janeiro
- Contratadas: 16 finalistas
- Cidades percorridas pelo ônibus: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza, São Paulo.