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Turismo
Visite antes que desapareça
Muitas pessoas colocam como um dos objetivos de vida conhecer esse ou aquele lugar antes de morrer. Graças às ações danosas do homem no planeta, o inverso também pode acontecer
Texto: Eliana Fonseca | Fotos: Keystone e SXC
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Não são poucas as maravilhas do mundo que correm o risco de desaparecer por diferentes motivos. Aquecimento global, poluição, ações danosas do homem, descaso. Nesta edição, a Viver Brasil inicia uma série em que mostra alguns locais imperdíveis para conhecer enquanto ainda é possível. A lista dessas maravilhas foi possível graças ao guia 500 Lugares para Conhecer Antes que Desapareçam, de Arthur Frommer e Holly Hugles. Iniciamos com as belezas naturais das Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, a imponência dos campos de gelo Colúmbia, no Canadá, e a riqueza cultural do sítio arqueoólgico de Acrópole, em Atenas, na Grécia.
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Campos de Gelo Columbia – Canadá
Em tempos de aquecimento global e com o perigo cada vez mais real do derretimento das geleiras, é uma visão exuberante este que é um dos maiores parques de gelo e neve abaixo do círculo polar ártico. Localizado nas Montanhas Rochosas, possui várias geleiras entre elas a Athabasca, a Castleguard, a Columbia, a Domee e a Stutfield. Segundo especialistas, as geleiras estão derretendo, como é o caso da Athabasca, que recuou, desde o século 19, mais de 1.500 metros. O Columbia está localizado entre os parques nacionais de Banff e Jasper, e possui cerca de 325 km² de área, e de 100 a 365 m de profundidade. Está aberto à visitação entre abril e outono, quando o visitante poderá andar em um ônibus especialmente equipado para as geleiras.
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Acrópole – Grécia
Imperdível conhecer o sítio arqueológico de Acrópole, em Atenas, erguida entre 450 a 330 a.C., que possui quatro das mais importantes obras da arte grega clássica: o Partenon, o Propileu, o Erecteion e o templo de Athena Nike. Eleita, em 2007, como uma das sete novas maravilhas do mundo, foi construída toda em mármore branco não só para ostentar a riqueza e opulência da sociedade grega, mas, também, para representar sua pureza. O local já foi alvo de vários ataques militares, incêndios. Pode ruir graças ao enxofre que está na poluição atmosférica. O elemento, misturado à água da chuva, transforma-se em ácido sulfúrico que está danificando o sítio, transformando o mármore das obras em gesso. O problema é tão sério que museólogos e especialistas da cidade grega transportaram, em 2007, mais de 200 toneladas de frisos e outros objetos do Partenon, que foram substituídas por réplicas e enviadas para um novo museu.
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Ilhas Maldivas – Oceano Índico
As paisagens deslumbrantes desse arquipélago, com 1.192 ilhotas e ilhas, próximo ao Sri Lanka e à Índia, incluem praias de areias brancas, águas azuis e diversos tipos de árvores. Corre o risco de desaparecer também por causa do aquecimento global, que pode aumentar, neste século, o nível das águas dos oceanos em até 60 centímetros, segundo previsões da ONU. As Maldivas têm a costa mais próxima ao nível do mar no mundo. Essa possibilidade fez o primeiro presidente das Ilhas Maldivas anunciar recentemente que vai criar um fundo com receitas do turismo para comprar terras em alguma outra região. Esses terrenos abrigariam os maldívios – atualmente são quase 400 mil habitantes.
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