|
SaúdeDe olho nelesO número de casos de diabetes tipo II em crianças e jovens de até 15 anos já é alarmante e os pais devem se manter alertas aos primeiros sinais
Texto: Renata Turra | Fotos: Pedro Vilela
|
Sinais que precisam ser controlados com urgência. A ordem é evitar a doença desde a infância, com dieta equilibrada e exercício físico regular. Duas medidas que, acreditem, podem prevenir 80% dos casos de diabetes tipo II. Uma dica é resgatar o velho hábito de jantar à noite. “Comprar lanches prontos é mais fácil, mas menos saudável, porque eles são ricos em carboidratos e gorduras”, orienta Bosco. Foi o que mudou a vida de Philipe Ruschi Penna, 11 anos. Desde os cinco anos de idade, quando a família descobriu que ele estava há um passo de se tornar diabético, saíram de cena as batatas fritas, os nuggets e os biscoitos recheados. Entraram o arroz com cenoura, as saladas de legumes, de folhas e frutas, que hoje ele mesmo ajuda a mãe, Ana Cristina Penna, a escolher no sacolão. E ainda leva os colegas às compras com ele. “No início foi estranho, porque estava acostumado a comer besteiras. Mas agora acostumei”, conta. Para incentivar o filho único, pai e mãe aderiram aos novos hábitos. Os três controlam a alimentação com um nutricionista e praticam ginástica na mesma academia. Nos fins de semana, deixaram de lado a televisão e os jogos de videogame e passaram a ir mais ao clube. O esforço não tem sido em vão. “Antes eu me cansava muito rápido. Agora estou mais bem disposto”, conta Philipe, que completa o tratamento com uso de medicamentos. Para os pais, os resultados também são compensadores. “Demoramos um tempo para entender a dimensão do problema, e a adaptação foi difícil. Mas hoje, não só o Philipe controlou o peso. Eu e meu marido também emagrecemos”, comemora Ana Cristina. A mudança chegou ainda mais cedo para a família de Camila Zechlinski Machado, de apenas três anos de idade e que há três meses foi diagnosticada com diabetes tipo I. “Foi um choque. O mais difícil é aceitar a situação”, diz a mãe, Ana Cristina Zechlinski. Mais uma vez, a atenção dos pais foi essencial para que a doença fosse descoberta a tempo. “Ela começou a levantar à noite para beber água e a urinar muito. Achamos que havia algo errado e procuramos um especialista”, conta Ana. No caso de Camila, as causas não estão ligadas ao aumento de peso, como acontece na diabetes tipo II. Mas além do uso da insulina, a alimentação saudável, claro, é primordial para o controle da doença. “O primeiro passo foi cortar completamente o açúcar da dieta, que foi substituído pela sucralose”, conta a mãe. Camila também passou a praticar natação três vezes por semana, além do balé. Para trocar experiências sobre o problema, Ana quer participar de associações e grupos de pais de crianças e jovens com diabetes. Um bom caminho para ajudar os familiares a conviver com a doença enquanto a cura não chega. |
Epidemia do século- 246 milhões de pessoas acometidas em todo o mundo Fonte: Internacional Diabetes Federation (IDF) |
VIVER_BRASIL PROMOÇÃO - Concorra a pares de convites para o musical "Gonzagão", no Teatro Bradesco. Acesse o link e saiba mais on.fb.me/14yHtKw:
TudoBH Mãe de Eliza quer pena máxima para Bruno - Minas jornaltudobh.com.br/minas/mae-de-e? via @TudoBH
VIVER_BRASIL "Achar mão de obra qualificada também é um dos nossos grandes desafios", afirma Paulo Castellari.