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PolíticaRumo a 2010Após a posse dos novos prefeitos e vereadores, as forças políticas começam a se movimentar visando as eleições para governador e presidente
Texto: Iracema Barreto | Fotos: Wellington Pedro/Imprensa MG
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Segundo o deputado federal Miguel Corrêa Júnior, um dos aliados de Pimentel, o ex-prefeito já tem espaço político e prestígio garantidos, e não somente na capital mineira. “Vamos manter a exposição dele na mídia”, avisa. O prefeito, para se cacifar mais no estado e fazer frente a Patrus, busca uma vaga no Ministério do Turismo ou na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, no lugar deixado por Lacerda. Já o PSDB mineiro aposta no vice-governador Antônio Anastasia para assumir o lugar do governador Aécio Neves no Executivo estadual. E já está devidamente preparado para o cargo, no entender do presidente do partido em Minas, deputado Paulo Abi-Ackel. “É o melhor candidato que nós temos. Tem circulado com muita facilidade no ambiente político”, diz o parlamentar. “Ele é muito melhor político do que podemos imaginar”, frisou. Para a deputada federal Jô Moraes (PCdoB), que concorreu à sucessão de Pimentel na Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições 2008, os principais atores políticos já saíram perdendo na disputa local. “Aécio Neves quis dar uma demonstração de força, mas quase foi surpreendido, o Pimentel rachou o PT, o Patrus ficou ausente e não ocupou espaço durante a eleição, o Hélio Costa ficou tentando abrir espaço onde já estava muito cheio. Isso acabou abrindo caminho para o surgimento de uma outra figura, que emerge da própria base do governador e pode surpreender na disputa pelo Palácio em 2010: o deputado Alberto Pinto Coelho.”
O governador mineiro já admitiu a possibilidade de disputar prévias com o governador de São Paulo, José Serra, para definição do candidato do PSDB à sucessão de Lula em 2010. Até o momento, porém, o tucano paulista tem larga vantagem no embate interno. A menos de dois anos da eleição, Serra lidera as pesquisas de intenção de voto com taxas que variam de 36% a 47% da preferência do eleitorado, conforme o cenário. “Aécio tem obstáculos dentro do partido. Disputa com José Serra, que não é um político menor e tem perspectiva mais estratégica, enquanto Aécio busca resultados mais imediatos. Vejo Aécio mais como candidato a vice (na disputa pela Presidência da República)”, destaca o cientista político Fernando Massote. Se Aécio também migrar para o PSB, no entanto, pode construir uma chapa forte tendo o deputado federal Ciro Gomes (CE) como vice. Ciro esperava liderar uma candidatura do grupo lulista, mas vê suas chances diminuírem com a ascensão da ministra Dilma Rousseff. “Mas a ministra ainda não mostrou habilidade para lidar com o povão e as eleições recentes mostraram que não é verdade a idéia de que Lula consiga eleger postes”, ressaltou Fernando Massote. "Não há nenhuma resistência ao nome dela. É uma pessoa apreciada e admirada por todos", declarou recentemente o deputado federal Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT, ao comentar as chances de Dilma Rousseff. Ele garante que somente em fevereiro do ano que vem o partido vai bater o martelo sobre a candidatura presidencial. Até lá, vão sobrar especulações. Mas não há como negar que a ministra Dilma é a ungida do presidente Lula e vem sendo preparada para a disputa eleitoral de 2010. Já conta com a consultoria do marqueteiro João Santana e vem mudando a própria imagem, abandonado o ar sisudo. Deixou de lado os óculos, fez tratamento facial, está mais sorridente e disponível para entrevistas – por recomendação do próprio Lula. Outro presidenciável é a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL). |
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