Sexta, 18 de Maio de 2012
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Jornalista Paulo César de Oliveira, com mais de 40 anos de carreira, passa a integrar a equipe da Viver Brasil com a certeza de que ainda tem muitas histórias para contar

Texto: Elisângela Orlando | Fotos: Fotos: Arquivo Pessoal


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PCO na redação da Viver Brasil: nova fase

O mundo ainda comemorava o fim da 2ª Guerra Mundial e, em Belo Horizonte, João Gusman Júnior acabava de ser empossado como novo prefeito da cidade. No rádio, Orlando Silva brilhava ao interpretar Atire a Primeira Pedra, letra do saudoso Mário Lago com música de Ataulfo Alves. Era novembro de 1945. En­quanto a vida lá fora fervilhava, na capital mineira o casal Décio e Elza Lopes de Oliveira celebrava o nascimento de seu primeiro rebento do sexo masculino, Paulo César de Oliveira.

Era o início da história de um menino tímido que, aos 16 anos, descobriu que gostava de escrever. Menino que cresceu e que decidiu fazer dessa inclinação o primeiro passo para se tornar um jornalista do primeiro time, autor de furos nacionais que, desde a década de 1960, já alimentavam as rodinhas de bate-papo de grandes empresários e membros da alta sociedade do país. Foi na pacata Montes Claros de 1961, para onde havia se mudado com apenas um ano de vida, que aquele adolescente redigiu suas primeiras linhas como repórter. Uma aventura que começou com um ato de solidariedade para com os amigos de infância Felisberto e José Carlos, filhos de Jair de Oliveira, dono do jornal Gazeta do Norte.


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Com a mãe, Elza Lopes de Oliveira
Com a mãe, Elza Lopes de Oliveira

Com a morte de Jair, os filhos tiveram de assumir os negócios. Para apoiar os dois amigos, Paulo César – que mais tarde teria o apelido PCO eternizado no jornalismo nacional – começou a visitar a redação. Acabou se interessando por aquele mundo repleto de palavras e agitação e, quando percebeu, já havia feito sua primeira coluna: algumas poucas linhas que ele havia escrito à mão e que os amigos decidiram publicar. Não parou mais. 

Ainda não havia saído da puberdade quando voltou a morar em Belo Horizonte. Ao retornar, a paixão pelo jornalismo o acompanhou. E mesmo sem saber dirigir, passou a colaborar com uma coluna de automobilismo a chamado do empresário Hermógenes Ladeira, diretor da edição mineira do jornal Última Hora nos idos de 1960. Para fazer os testes de direção nos veículos, por exemplo, levava um acompanhante habilitado e se sentava ao lado, no banco do carona – como bom repórter, ele sempre soube como alcançar seus objetivos.

Com os filhos Gustavo e Paulinho: juntos na nova empreitada
Com os filhos Gustavo e Paulinho: juntos na nova empreitada

Pouco depois, ficou amigo do saudoso Marcos Souza Lima que, à época, possuía uma coluna no Jornal da Cidade. Passou a escrever para o jornalista e, em 1968, surgiu a oportunidade de ir para o Diário da Tarde, onde ficou por um ano. A carreira estava a todo vapor e o menino tímido vindo do interior de Minas dava cada vez mais lugar ao repórter e homem empreendedor.

A próxima parada de Paulo César de Oliveira foi no Diário Católico, cujo diretor de redação era Manuel Higino, ainda hoje seu colega de trabalho no jornal Hoje em Dia. Dois anos mais tarde, em 1970, entrou para o Diário de Minas, presidido à época pelo não menos conhecido Januário Carneiro. Ficou lá durante quatro anos até ir para o Diário do Comércio, onde trabalhou até 1978. Lá, ajudou a fundar o Jornal de Casa que, durante muitos anos, foi a primeira leitura de milhares de belo-horizontinos que recebiam a publicação gratuitamente em suas casas.

Foi durante a década de 1970 também que PCO publicou um dos grandes furos jornalísticos da épo­ca: a ida do então secretário da Fazenda do governo Rondon Pacheco para a presidência da Vale do Rio Doce. A notícia foi anunciada por ele com exclusividade em sua coluna no Diário do Comércio. “An­ti­gamente, o repórter tinha trânsito e isso o permitia conviver com as fontes”, ressalta.

Com o ex-presidente João Figueiredo
Com o ex-presidente João Figueiredo

Mas o destino reservava muito mais para PCO. A convite de Camilo Teixeira da Costa, então diretor do jornal Estado de Minas, passou a editar o caderno Fim de Semana. Paralelamente, mantinha uma coluna no Diário da Tarde. Foram 22 anos de inúmeros furos e notícias quentes obtidas com exclusividade nos bastidores de rodas sociais, políticas e de negócios.

Foi nesse período, por exemplo, que PCO se consagrou como único jornalista mineiro a entrevistar Fernando Collor de Mello enquanto este ainda ocupava a Presidência da República. A reportagem de três páginas repercutiu em todo o país. “Collor é um homem muito inteligente. Pena que acabou com tudo”, lamenta, ao relembrar um dos muitos fatos marcantes de sua carreira.

PCO e o presidente Lula
PCO e o presidente Lula

Outra personalidade que impressionou o colunista foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. PCO conta que ficou extasiado ao perceber que Lula, durante um almoço no Ita­maraty, conseguiu fazer com que o então presidente francês, Jacques Chirac, chorasse após algumas palavras sobre sua trajetória. Bom observador e dono de uma rede de relacionamentos de dar inveja a muita gente, não foram poucas as conversas sigilosas e as situações de relevância para o país presenciadas por PCO. Algumas vezes, preferiu se calar para preservar a fonte. E ensina: “Um bom jornalista precisa ter boas fontes, confiança e audácia.”

Ingredientes que ele soube usar como ninguém na construção de sua carreira. Em 2000, a convite de Reinaldo Gilli e de Carlos Lindenberg passou a assinar coluna diária no Hoje em Dia, onde também edita o caderno Domingo. Entretanto, foi somente dois anos mais tarde que conseguiu dar início à concretização de um sonho que ele acalentava havia mais de uma década: criar uma revista mineira. A idéia ganhou força depois de uma visita à capital capixaba, onde leu uma publicação regional que circulava a cada 15 dias. Fascinado com a novidade, comentou com a jornalista Consuelo Badra, da revista Foco, de Brasília, com a qual também colaborava, sobre sua intenção de criar uma publicação nos mesmos moldes em Minas. Nascia assim, em 2002, a revista Encontro.

Com o saudoso Ibrahim Sued
Com o saudoso Ibrahim Sued

Tanta experiência não podia passar em branco. As histórias de bastidores presenciadas por Paulo César de Oliveira e os inúmeros furos dos quais foi autor durante mais de 40 anos de carreira resultaram, em 2005, no livro PCO Encontros, da editora Armazém de Idéias. Mas a vida ainda guardava mais surpresas para esse mineiro de faro jornalístico apurado e perfil empreendedor.

Ao final de 2008, os dois filhos de PCO, Paulo César Alckimin de Oliveira e Gustavo César de Oliveira, lançaram a Viver Brasil, uma publicação quinzenal focada em Minas, com tiragem de 50 mil exemplares que deseja cumprir o desafio de se tornar um projeto nacional sem parâmetro no mercado. Três meses depois, o time está completo. A Viver Brasil acaba de ganhar um reforço de peso com a entrada de PCO para a equipe. “Para meu orgulho, os dois montaram a empresa e agora estão me trazendo”, diz. Experiente, mesmo diante do atual cenário econômico mundial, ele não pensa em crise. Lição aprendida em 1980 com o então ministro da Indústria e Comércio, João Camilo Pena. “O mundo atravessava a segunda crise do petróleo e, durante um almoço em Brasília, perguntei o que ele achava da crise. Ele disse que já tinha visto muitas crises e que a atual era sempre maior que a anterior, mas que todas eram superadas. Aprendi a lição”, diz otimista, como quem sabe que tudo na vida é momentâneo, menos o fato de viver – afinal, o que vem depois da morte ainda é mistério a ser desvendado.

©Maria Tereza Correia
©Maria Tereza Correia

Atrás de um semblante sisudo e tímido, encontrei um competente jornalista que se tornou um grande e especial amigo. PCO  está sempre disposto a ajudar a todos através do seu grande relacionamento, e isto tem me gerado belas amizades, incluindo Luiza, Gustavo e Paulinho.

Modesto Araujo Neto - presidente Drogaria Araujo

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Ousadia e qualidade sempre fizeram parte da trajetória do competente jornalista e empreendedor Paulo César de Oliveira. Com sua coluna, ele sempre foi referência diária para a sociedade mineira. Transformou em realidade o sonho de inserir Minas no mapa da mídia impressa de alta qualidade e ainda incluí-la no cenário nacional, por meio de uma revista que revelasse para o mundo os nossos talentos e potencialidades locais.

Robson Braga de Andrade - presidente do Sistema Fiemg

Osvaldo Afonso/Imprensa MG
Osvaldo Afonso/Imprensa MG

O jornalista Paulo César de Oliveira encarna, como ninguém, o espírito empreendedor e ousado do mineiro. PCO não se cansa de nos brindar com excepcionais iniciativas, todas voltadas para o desenvolvimento de nosso estado, prova de seu amor a Minas Gerais.  Sua participação na Viver Brasil representará importante marco nesta revista, já tão aplaudida e bem-sucedida.

Antonio Augusto Junho Anastasia - vice-governador de Minas

Leo Drumond
Leo Drumond

Paulo César de Oliveira, ao longo de sua vida profissional, tem sido um jornalista comprometido com seus ideais e um empreendedor com publicações de alta qualidade editorial e gráfica. Com coragem e ousadia, PCO parte para mais um desafio que, com certeza, se mostrará vitorioso.

Marcio Lacerda - prefeito de Belo Horizonte

J. Urias
J. Urias

Paulo César de Oliveira é um homem que faz acontecer, um empreendedor. E como empreendedores fazem falta neste país! Capaz de arriscar tudo em uma idéia, um sonho. E, o que é melhor: suas idéias são boas e seus sonhos se concretizam.

Juliano Sales – Casablanca Comunicação & Marketing

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Paulo César não parou no tempo. Sempre ágil. Recolocou Minas Gerais como geradora de uma revista comparável às melhores do país e do exterior. Como se não bastasse, partiu para a Viver Brasil, com alto padrão editorial, gráfico e criativo. A propaganda mineira agora tem à sua disposição mais um veículo de alto nível.

Edgard de Melo – Asa Comunicação

Alair Vieira
Alair Vieira

Eu considero o Paulo César de Oliveira, além de um grande jornalista, um empreendedor vitorioso. A primeira revista que ele lançou supriu a
lacuna de uma mídia que projetasse Minas no cenário nacional. Ele é como o rei Midas, por isso, não tenho dúvidas de que a Viver Brasil já é um sucesso.

Alberto Pinto Coelho – presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por sermos contemporâneos, eu e PCO somos algo mais próximo da paleontologia do que do jornalismo. Mas se por um lado esse tempo transcorrido na vida resulta em mais semelhança com dinossauros do que com jornalistas, também é nesse tempo que vou capturar a qualidade do jornalismo de Paulo César de Oliveira. Nos idos de 1970, ele segredou a um foca da coluna do Ibrahim Sued, no Copacabana Palace, que a Fiat escolhera Minas Gerais e a cidade de Betim para sediar sua fábrica no Brasil. Foi um furo nacional que tive o privilégio de dar graças ao faro jornalístico dele.

Ricardo Boechat – jornalista

Nélio Rodrigues
Nélio Rodrigues

A Viver Brasil é um belíssimo projeto do grande amigo e excepcional jornalista Paulo César de Oliveira, agora associado aos filhos Paulo e Gustavo.  É um projeto que veio para se consolidar e ficar. Tenho acompanhado há muitos anos a trajetória do PCO como empresário e jornalista.  É um homem que alia competência, ética, dedicação ao trabalho e compromisso com a boa informação. Esses são os atributos que ele está transmitindo para esse novo projeto.

Fernando Pimentel – ex-prefeito de Belo Horizonte


 
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