Mesmo mais restritiva, se comparada à feminina, principalmente no que diz respeito a opções de modelos e afins, a moda masculina ganha cada vez mais espaço no mercado fashion. De forma geral, é elaborada a partir de um estilo básico, com inspirações focadas em temáticas do cenário urbano. De acordo com Marcelo Birni, estilista das marcas Olium e Drubz, o público masculino se apropria da roupa sobretudo como veículo de apresentação social. “É a partir dela que se integra em determinado grupo.”
No verão, a liberdade de cores normalmente é mais enfática. O segmento mais jovem, que inclui os adolescentes, há um bom tempo se desprendeu das blusas e bermudões exageradamente largos. A onda agora é o street wear mais ousado. As referências bebem das fontes das bandas de rock e dos programas de música da TV. Já os homens maduros, mais exigentes, buscam roupas mais elaboradas. As peças são mais limpas, as cores mais neutras e as estampas se restringem aos temas das coleções.
Para o próximo outono-inverno, o estilista sinaliza certo despojamento, desde camisas a ternos. As listras aparecem por toda parte e o xadrez comparece com ares de discrição. O estilo esportivo está de volta e recebe boas doses de luxo. Para ocasiões mais informais, camisetas com estampas gráficas. Cores mais sóbrias predominam, como chumbo, estanho, cobalto, azul metálico, marrom, verde, beringela, borgonha, preto e branco.
Em resumo, seja em qualquer temporada, a roupa atemporal é a preferida. Até a camisaria perdeu a linguagem social. Está mais informal, urbanizada. E quanto à modelagem, a alfaiataria tende a ser mais seca. As peças andam mais ajustadas ao corpo. Até as calças skinny foram incorporadas. Sim, eles também querem seduzir.