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PersonagensPrimeira-dama diferenteRegina Lacerda fará trabalho voluntário na sua área de psicologia em comunidades carentes da capital mineira
Texto: Eliana Fonseca | Fotos: Pedro Vilela
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Ela conta que desde a época de campanha já sabia, e deixava isso bem claro, que não gostaria de assumir a presidência da Amas. Admiradora dos projetos desenvolvidos pela instituição, Regina achava, porém, que não tinha o perfil para o posto, que exigia dedicação exclusiva, formação específica e muitas horas por dia. “A Amas é uma instituição respeitada, que desenvolve um importante trabalho há pelo menos 30 anos”. Não fazia parte dos seus projetos abandonar o consultório a que tem se dedicado nos últimos 15 anos e no qual já assumiu compromissos no trabalho desenvolvido nos grupos de pathwork. “Percebi que poderia agregar valor disponibilizando aquilo que dizia respeito à minha formação, à experiência que tenho de muitos anos como psicóloga”, observa. Com essa disposição, Regina se reuniu com a presidente da Amas, Rosalva Portela, e ficou conhecendo mais sobre programas como o de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto Juvenil no Território Brasileiro (Pair), o Voo para Cidadania, o Integrar e o Proteger. “A princípio, serão dois dias na semana, às segundas e quintas-feiras. Organizei toda a minha vida no meu consultório para fazer esse trabalho voluntário junto à Amas. Vejo que há muita coisa a ser feita e que há como ajudar”, diz Regina. Atualmente, ela tem participado, acompanhando o marido Marcio Lacerda, do programa Prefeito na Regional, que tem como principal proposta melhorar o atendimento à população em cada região. São encontros, segundo Regina, em que os participantes externam não só sua dor, carências, injustiças, mas também sua autorresponsabilidade e consciência cidadã. “Estou me valendo dessas reuniões para ouvir, não somente pela voz da Amas, mas da comunidade, qual é a maior demanda daquela região. Também estou expressando para essas pessoas o que elas podem esperar de mim e o que não podem esperar”, destaca. Em março, Regina investirá num período para refletir sobre todas essas vivências e, a partir daí, formatará o seu trabalho junto a essas regiões de Belo Horizonte. Enquanto este período não chega, tem compartilhado com os filhos, com o marido e a terapeuta essas experiências. “Temos um laço muito forte, o que é de um é de todos, compartilhando nossos pensamentos sobre efeitos e os reflexos deste futuro trabalho”. |